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Mercado de Milho Enfrenta Dificuldades no Sul e Registra Alta no MS

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O mercado de milho no Sul do Brasil segue com dificuldades de comercialização, reflexo da prioridade dos produtores na colheita da soja, segundo análise da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, a oferta limitada força compradores a aceitarem as condições dos vendedores. Com mais de 55% da safra já negociada, os preços oscilam entre R$ 75,00 e R$ 80,00 no interior, enquanto em Panambi, a saca se mantém a R$ 69,00.

Em Santa Catarina, o cenário é de estabilidade, mas com poucas transações. No Planalto Norte, a oferta do cereal é de R$ 82,00, enquanto os compradores pagam no máximo R$ 79,00. Em Campos Novos, vendedores pedem entre R$ 83,00 e R$ 85,00, enquanto as ofertas de compra giram entre R$ 79,00 e R$ 80,00 CIF. Nos portos, os valores variam entre R$ 72,00 para entrega em agosto e R$ 73,00 para outubro. Já no Paraná, o mercado segue disputado, com o milho sendo cotado a R$ 80,00 nos Campos Gerais para retirada imediata e a R$ 82,00 para abril de 2025, com pagamento previsto para maio.

Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, os preços acumulam alta de 63,25% desde a colheita em julho. Em Dourados, compradores pagam R$ 76,00, enquanto os vendedores pedem R$ 78,00. Já em São Gabriel do Oeste, a oferta dos compradores é de R$ 72,00, mas os vendedores querem R$ 76,00. Para o milho safrinha em Dourados, os preços oscilam entre R$ 62,00 para compradores e R$ 65,00 para vendedores. A tendência para os próximos dias é de um mercado ainda travado no Sul, com ajustes possivelmente ocorrendo apenas com a definição de preços mais competitivos ou a chegada do milho safrinha.

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Em Goiás, a indústria continua ativa na busca por milho da primeira safra e safrinha, mas as negociações seguem moderadas. Com os produtores focados na colheita da soja e no plantio da safrinha, muitos negócios estão paralisados, aguardando preços mais atrativos.

Milho recua na B3; Chicago fecha de forma mista

Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho encerrou o dia em baixa, refletindo a pressão do mercado físico e o avanço do milho verão e do plantio da segunda safra. Segundo a TF Agroeconômica, “o milho B3 passou por um movimento de correção no meio da semana, com preços começando a ceder à medida que a oferta se amplia”.

A retração nos preços também é influenciada pelo comportamento dos exportadores, que optam por direcionar parte do milho ao mercado interno, aumentando a disponibilidade do cereal até a chegada dos volumes da segunda safra. No entanto, persiste uma disputa entre compradores e vendedores, dificultando o fechamento de novos lotes.

Diante desse cenário, os contratos futuros fecharam em baixa:

  • Maio/25: R$ 77,30 (-R$ 1,23 no dia, +R$ 0,32 na semana)
  • Julho/25: R$ 72,70 (-R$ 0,67 no dia, +R$ 0,86 na semana)
  • Setembro/25: R$ 71,80 (-R$ 0,80 no dia, +R$ 0,53 na semana)
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Na Bolsa de Chicago, as cotações fecharam de forma mista, refletindo a cautela do mercado. O contrato de maio, referência para a safra de verão no Brasil, caiu 0,76%, encerrando a US$ 457,75 por bushel. Já o contrato para julho recuou 0,64%, fechando a US$ 465,25 por bushel.

O milho continua sendo alvo de retaliações comerciais de outros países, o que pode pressionar as cotações. Como resultado, o mercado operou com volatilidade, registrando pequenas oscilações. A consultoria LSEG Commodities Research estimou que a produção de milho da Argentina para a safra 2024/25 pode atingir 48,49 milhões de toneladas, com o ritmo de colheita já alcançando 13%, superior aos 7% registrados no mesmo período do ano passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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