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Integração entre lavoura e pecuária ganha destaque com atuação da ABHB na Abertura da Colheita do Arroz

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ABHB participa da 36ª Abertura da Colheita do Arroz com foco em integração e inovação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) marcou presença na 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, realizada na Embrapa Clima Temperado, com foco no fortalecimento da integração entre lavoura e pecuária como estratégia de sustentabilidade e rentabilidade para o produtor rural.

Em sua primeira participação no evento, a entidade contou com um estande próprio ao lado da Affectum Grupo e da Ganado Assessoria, promovendo debates e compartilhando experiências sobre o uso da genética de raças Hereford e Braford em sistemas integrados de produção.

Integração lavoura-pecuária é alternativa para ampliar rentabilidade no campo

O presidente da ABHB, Eduardo Soares, destacou que a adoção de sistemas integrados tem ganhado força em regiões tradicionalmente agrícolas, especialmente diante da volatilidade dos preços dos grãos.

Segundo Soares, a estratégia permite otimizar o uso da terra, reduzir custos fixos e gerar novas fontes de receita, tornando-se uma alternativa viável para produtores que buscam diversificação econômica.

“A integração é uma alternativa concreta para propriedades predominantemente agrícolas que buscam novas fontes de renda. A pecuária contribui para a sustentabilidade do sistema produtivo e para a geração de carne de qualidade”, ressaltou o dirigente.

Genética de qualidade e mercado internacional fortalecem o setor pecuário

Durante o evento, Soares também apontou que o cenário global favorece o crescimento da pecuária de corte, com aumento da demanda por proteína animal e maior exigência por padrão de qualidade nos mercados importadores.

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O presidente destacou ainda que o Sul do Brasil vem se consolidando como referência na produção de carne premium.

“Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina estão se destacando na entrega de carne de qualidade. Há espaço e oportunidades para quem investe em eficiência e genética superior”, afirmou.

ABHB anuncia a 20ª Nacional Hereford e Braford em Esteio (RS)

Durante a programação da Colheita do Arroz, a ABHB lançou oficialmente a 20ª Nacional Hereford e Braford, que acontecerá entre 19 e 25 de abril, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

O evento faz parte do calendário anual da entidade e deve reunir criadores, técnicos e investidores ligados às duas raças, promovendo julgamentos, leilões e painéis técnicos voltados à melhoria genética e à gestão de rebanhos.

Gestão na Pecuária chega à 5ª edição em julho

Durante o anúncio, Marcos Almeida e Leonardo Canellas, da Ganado Assessoria, ao lado de Nelson Bertoldo, sócio da Affectum Grupo, confirmaram também a realização da 5ª edição do Gestão na Pecuária, que ocorrerá de 5 a 8 de julho, em São Francisco de Paula.

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O evento deve reunir especialistas, produtores e consultores em debates sobre inovação, rentabilidade e sustentabilidade na pecuária moderna, reforçando o compromisso do setor com a eficiência produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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