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Inscrições abertas para curso de produção de soja em Londrina

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A Embrapa Soja está com inscrições abertas para o módulo de Manejo do Solo e da Cultura, parte do Curso de Produção de Soja, que será realizado de 17 a 21 de junho, em Londrina (PR), com carga horária total de 36 horas. O curso é presencial e destinado a produtores, técnicos e agrônomos que atuam na assistência técnica no campo. Os interessados podem se inscrever pelo site da Embrapa: www.embrapa.br/soja/curso-de-producao.

Segundo o pesquisador André Prando, o curso busca capacitar profissionais com as mais recentes tecnologias e técnicas para otimizar a produção de soja. O módulo de Manejo do Solo e da Cultura inclui temas como instalação da lavoura e integração lavoura-pecuária, manejo e conservação do solo e da água, fertilidade de solos e nutrição de plantas, manejo integrado de plantas daninhas, dessecação de pré-colheita e manejo de perdas na colheita.

Ciência Impulsiona Produtividade da Soja no Brasil

A soja é um dos cultivos que mais cresceu no Brasil nas últimas cinco décadas, tornando-se uma peça-chave para o agronegócio nacional. Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, destaca que o aumento contínuo da produtividade por hectare é resultado do uso da ciência e da tecnologia na agricultura. “O Brasil consegue produzir mais em menos espaço e com bastante eficiência”, afirma Nepomuceno.

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Na safra 2022/23, o Brasil produziu mais de 150 milhões de toneladas de soja, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando sua posição como líder mundial na produção do grão, à frente dos Estados Unidos e da Argentina. A soja é cultivada em 20 estados e no Distrito Federal, sendo os principais produtores Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Serviço
  • Curso de Produção de Soja – Módulo Manejo do Solo e da Cultura

O curso promete fornecer insights valiosos para quem busca aprimorar suas habilidades e conhecimentos na produção de soja, abordando as práticas mais recentes e eficazes para o manejo do solo e da cultura da soja. Se você trabalha na área ou está envolvido com a produção agrícola, esta é uma oportunidade a ser considerada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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