AGRONEGÓCIO

Inovações nos sistemas alimentares promovem a sustentabilidade global

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Diante do crescente interesse por soluções sustentáveis que garantam a segurança alimentar em meio às instabilidades climáticas, a transformação dos sistemas alimentares se torna uma prioridade em escala global. Essas inovações estão revolucionando as práticas de cultivo e produção de alimentos, aumentando sua eficiência e promovendo a sustentabilidade. Em resposta a essa demanda, o Departamento de Pesquisas da Universidade de Wageningen (WUR), em colaboração com a Netherlands Food Partnership (NFP), lançou em janeiro de 2024 o Food Systems Innovation Challenge, que reuniu universidades de diversos países para apresentar propostas inovadoras no setor.

O concurso, realizado em setembro na Holanda, tinha como objetivo premiar projetos que abordassem os principais desafios da agricultura contemporânea. Entre os participantes, a Esalq/USP, representando o Brasil, destacou-se ao conquistar o terceiro lugar com um projeto centrado no uso do PRO LYKS, desenvolvido pela Hydroplan-EB. Este produto, um composto natural à base de terpenos, apresentou resultados promissores, especialmente no aumento da produção de carotenoides nos alimentos, o que eleva os níveis de vitamina A.

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O PRO LYKS, desenvolvido pela Hydroplan-EB, uma empresa brasileira com mais de 25 anos de experiência no agronegócio, se diferencia por seu compromisso com a sustentabilidade. “Acreditamos que soluções inovadoras representam o futuro da produção de alimentos. Nosso compromisso é unir eficiência produtiva à responsabilidade ambiental, oferecendo alternativas que promovam a sustentabilidade e a segurança alimentar”, afirma Francisco Carvalho, gerente comercial da empresa.

O professor Paulo Hercílio, responsável pelo projeto apresentado pela USP, destaca que o êxito do PRO LYKS se deve à sua formulação à base de terpenos. “Esses compostos naturais proporcionam benefícios às plantas, como proteção antioxidante, que reduz o estresse oxidativo nas células vegetais. Além disso, notamos um aumento significativo na produção de carotenoides, essenciais para a saúde ocular e a prevenção de doenças cardiovasculares”, enfatiza o professor.

A conquista no Food Systems Innovation Challenge não apenas evidencia a competência da Esalq/USP em desenvolver soluções inovadoras, mas também ressalta a relevância da Hydroplan-EB na criação de produtos que impactam positivamente o meio ambiente e a produção agrícola global. Essa vitória exemplifica como o Brasil está contribuindo para o avanço de sistemas alimentares sustentáveis, alinhando-se às demandas globais por inovação e responsabilidade ambiental.

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Para mais informações sobre o PRO LYKS e as soluções da Hydroplan-EB, acesse: www.hydroplan.com.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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