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Inovação na Colheita do Arroz: Vitrines Tecnológicas Apresentam Soluções para a Produção em Terras Baixas

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As vitrines tecnológicas, lavouras demonstrativas que apresentam inovações em nutrição de plantas, irrigação, sementes e agroquímicos, são um dos grandes destaques da 35ª Abertura Oficial da Colheita de Arroz e Grãos em Terras Baixas. O evento, realizado na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), segue até esta quinta-feira, 20 de fevereiro, reunindo centenas de produtores rurais, técnicos, pesquisadores e estudantes.

“Todos os anos, empresas do setor apresentam as mais recentes inovações em cultivares, agroquímicos e produtos biológicos. Novas práticas de manejo e métodos de irrigação também estão sempre em evidência”, destaca André Mattos, diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz).

Este ano, o evento chama atenção para a integração de diferentes tecnologias aplicadas à produção de arroz e soja. No cultivo de arroz, destacam-se sistemas como o Provisia, herbicida eficiente no controle de plantas daninhas; o Maxace, tecnologia de sementes que auxilia na erradicação do arroz vermelho e do capim-arroz sem afetar a lavoura; o Full Page, cujas sementes apresentam tolerância a herbicidas do grupo das imidazolinonas; e o Clearfield, um sistema de produção que tolera herbicidas e potencializa o controle de plantas invasoras.

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Para a soja, estão em demonstração os sistemas Enlist e Xtend, que combinam sementes biotecnológicas, herbicidas e genética para otimizar o manejo de plantas daninhas e lagartas. Também são apresentados avanços na soja IPRO, variedade tolerante ao glifosato e resistente a insetos subterrâneos, além da soja RR, igualmente resistente ao glifosato, que auxilia no controle de ervas daninhas e melhora a produtividade das lavouras. “Aqui na vitrine, o produtor pode visualizar como manejar da melhor forma cada uma dessas tecnologias”, enfatiza Mattos.

O diretor da Federarroz também celebra o aumento da participação no evento. “A cada edição, registramos um crescimento expressivo no público. Isso reforça o interesse pelas inovações e, ao mesmo tempo, nos desafia a trazer cada vez mais novidades”, avalia.

A 35ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é organizada pela Federarroz, com correalização da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O evento conta com Patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e apoio da Prefeitura Municipal de Capão do Leão. Neste ano, o tema central é “Produção de Alimentos no Pampa Gaúcho – Uma Visão de Futuro”.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtora de Manhuaçu transforma cafeicultura familiar em referência em cafés especiais nas Matas de Minas

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Diretamente das Matas de Minas para o mercado de cafés especiais, a trajetória da produtora Reinildes Raposo de Barros, de Manhuaçu (MG), é marcada por desafios, aprendizado e conquistas. À frente do Sítio Manhuaçuzinho, ela construiu, ao lado da família, um negócio sólido baseado na qualidade do café.

A propriedade foi adquirida em 1999 por Reinildes e o marido, Nilson, quando ambos atuavam como safristas. Anos depois, em 2013, a decisão de investir em uma nova variedade de café iniciou uma transformação significativa na vida da família.

Agricultura familiar sustenta produção no Sítio Manhuaçuzinho

Com 32 anos de casamento, três filhos e três netos, Reinildes conduz a produção com forte participação da família. O filho Mateus e a nora Larissa também atuam na lavoura, e todas as decisões — da colheita à comercialização — são tomadas de forma conjunta.

Esse modelo reforça a importância da agricultura familiar, predominante na região e fundamental para a sustentabilidade da atividade cafeeira nas Matas de Minas.

Entrada no mercado de cafés especiais marcou virada no negócio

A virada ocorreu em 2020, quando a família decidiu investir na produção de cafés especiais com a marca “Café da Neide”. O incentivo veio após Mateus realizar um curso de degustação.

No mesmo ano, um especialista certificado (Q-Grader) avaliou o café da família com nota 83,5. Pela classificação internacional, cafés acima de 80 pontos já são considerados especiais, abrindo espaço para um mercado mais exigente e valorizado.

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Matas de Minas é referência em cafés de alta qualidade

O Sítio Manhuaçuzinho está localizado na região das Matas de Minas, reconhecida nacionalmente pela produção de cafés de alta qualidade. A área abrange 64 municípios em meio à Mata Atlântica, no leste de Minas Gerais.

Com cerca de 275 mil hectares cultivados, a região reúne aproximadamente 36 mil produtores e gera cerca de 75 mil empregos diretos e 156 mil indiretos durante o período de colheita.

Desafios na comercialização e fortalecimento via associativismo

Apesar da qualidade do produto, o início da comercialização foi desafiador, com diversas negativas no processo de inserção no mercado de cafés especiais.

A mudança ocorreu por meio de conexões estratégicas. Reinildes passou a integrar a Associação de Mulheres do Café das Matas de Minas e Caparaó, ampliando sua visão sobre o setor e identificando novas oportunidades. Atualmente, ela também faz parte da diretoria da entidade.

Premiações consolidam reconhecimento do “Café da Neide”

A dedicação da família passou a ser reconhecida em concursos. Reinildes conquistou o segundo lugar em sua primeira participação em uma competição regional e, posteriormente, alcançou o terceiro lugar.

Em 2023, o “Café da Neide” ganhou destaque nacional ao conquistar a 11ª colocação na 6ª edição do Concurso 3 Corações Florada Premiada, na categoria Melhores Cafés Arábicas Via Seca, com nota 87,56.

Tecnologia e capacitação elevam padrão de produção

A participação em feiras e eventos, com apoio do Sebrae Minas, foi fundamental para ampliar o conhecimento e a visibilidade da marca. A produtora esteve presente em iniciativas no Rio de Janeiro, Curitiba e na Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

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Após essas experiências, Reinildes passou a realizar degustações na própria comunidade, incentivando outros produtores a investirem em cafés especiais.

Em 2025, a família enfrentou desafios relacionados à perda de qualidade do café, o que impactou a participação em concursos. A solução foi o investimento em tecnologia, com a aquisição de um secador que substituiu o método tradicional de secagem em terreiro de cimento, garantindo mais controle no pós-colheita.

Certificação e expansão marcam nova fase do negócio

O “Café da Neide” avançou ainda na profissionalização, com a reformulação da marca e a certificação pelo programa Certifica Minas, que assegura padrões de qualidade e sustentabilidade.

Os próximos passos incluem a participação no projeto Central de Negócios, em parceria com o Sebrae, com foco na ampliação da comercialização e no fortalecimento da produção.

Empreendedorismo rural com propósito e persistência

Para quem deseja iniciar no empreendedorismo rural, Reinildes reforça a importância da persistência e da busca constante por conhecimento.

“Não desista, por mais difícil que pareça, e procure sempre aprender mais sobre sua área de atuação”, destaca.

A trajetória da produtora evidencia como dedicação, inovação e apoio técnico podem transformar a cafeicultura familiar em um negócio competitivo no mercado de cafés especiais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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