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Massey Ferguson apresenta tratores MF 5M e MF 6M com mais tecnologia na Agrishow 2026

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A Massey Ferguson reforça sua presença no mercado agrícola brasileiro ao apresentar, durante a Agrishow 2026, as novas séries de tratores MF 5M e MF 6M. Os modelos chegam como evolução de linhas já consolidadas, combinando robustez, tecnologia embarcada e maior eficiência operacional.

O lançamento acontece entre os dias 27 de abril e 1º de maio, com foco em atender diferentes perfis de produtores, desde pequenas até grandes operações.

Novas séries mantêm tradição e avançam em tecnologia

As séries MF 5M e MF 6M sucedem modelos consagrados como MF 5700, MF 6700 e MF 7300. A proposta da fabricante é manter características já reconhecidas pelo mercado, como simplicidade operacional e confiabilidade, ao mesmo tempo em que incorpora avanços em design, conforto e conectividade.

Entre os principais diferenciais estão:

  • Maior oferta de tecnologia embarcada
  • Melhor ergonomia e conforto ao operador
  • Ganhos em eficiência no campo
  • Integração com soluções digitais
Série MF 5M: versatilidade para pequenos e médios produtores

A série MF 5M reúne cinco modelos, com potência entre 105 cv e 145 cv, substituindo as linhas MF 5700 e MF 6700.

  • Modelos disponíveis
    • MF 5M.105
    • MF 5M.115
    • MF 5M.125
    • MF 5M.135
    • MF 5M.145

Um dos destaques é o modelo MF 5M.105, que passa a contar com motor AGCO Power de quatro cilindros, oferecendo mais desempenho em relação à versão anterior.

Transmissão eficiente e opções para diferentes operações

A série mantém a transmissão 12×12, reconhecida pela eficiência na categoria, com opções de:

  • Reversor mecânico
  • Power Shuttle, que proporciona maior conforto operacional
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Os tratores podem ser configurados nas versões plataformadas ou cabinadas, atendendo diferentes necessidades no campo.

Design moderno e mais conforto operacional

Os novos modelos seguem o padrão global da marca, com melhorias visuais e funcionais:

  • Capô com linhas modernas
  • Iluminação 100% em LED
  • Cabine com acabamento aprimorado
  • Comandos mais ergonômicos

Essas mudanças têm como objetivo aumentar o conforto do operador sem abrir mão da confiabilidade já conhecida pelos produtores.

Conectividade e agricultura de precisão no MF 5M

A série MF 5M incorpora tecnologias avançadas de conectividade e automação, como:

  • MF Guide: sistema de piloto automático
  • MF Connect: telemetria e monitoramento remoto

Esses recursos ampliam a precisão nas operações e permitem melhor gestão das atividades agrícolas.

Aplicações no campo e foco em custo-benefício

Voltado para culturas como grãos, cana-de-açúcar, arroz e pecuária, o MF 5M atende principalmente pequenos e médios produtores.

A série oferece desde versões mais simples, com foco em robustez e custo-benefício, até configurações completas com alta tecnologia embarcada. Também pode ser utilizado em conjunto com implementos como a plantadeira MF 500.

Série MF 6M: robustez e alto desempenho para operações intensivas

A série MF 6M chega como evolução da linha MF 7300, com dois modelos:

  • MF 6M.170
  • MF 6M.190

Os novos tratores apresentam ganho de potência em relação às versões anteriores e são voltados para operações que exigem maior resistência e desempenho.

Estrutura reforçada para operações exigentes

O MF 6M conta com chassi monobloco mais robusto, ideal para atividades como:

  • Cultivo de cana-de-açúcar
  • Operações florestais
  • Transbordo
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A estrutura foi projetada para suportar condições mais severas sem comprometer o conforto do operador.

Transmissão Dyna-3 e sistema hidráulico mais potente

Entre os principais avanços da série estão:

  • Transmissão Dyna-3 sincronizada, que proporciona trocas de marcha mais suaves e menor desgaste
  • Sistema hidráulico com vazão de 150 ou 205 litros por minuto, adequado para implementos de alta demanda

Essas melhorias garantem maior eficiência e durabilidade no uso contínuo.

Mais tecnologia e conforto também no MF 6M

Assim como na série MF 5M, o MF 6M incorpora soluções tecnológicas e melhorias operacionais:

  • Cabine com assento pneumático de série
  • Iluminação full LED
  • Comandos com melhor ergonomia
  • Sistemas MF Guide e MF Connect

Esses recursos elevam o nível de precisão e conectividade no campo.

Versatilidade para diferentes sistemas de produção

Disponível nas versões para grãos, cana e arroz, o MF 6M se posiciona como uma solução completa para produtores que buscam:

  • Alta performance
  • Robustez operacional
  • Tecnologia embarcada
  • Confiabilidade no campo
Estratégia reforça compromisso com o produtor brasileiro

Com o lançamento das séries MF 5M e MF 6M, a Massey Ferguson reforça sua estratégia de oferecer máquinas adaptadas à realidade do campo brasileiro, atendendo desde operações mais simples até atividades de alta exigência.

A combinação entre tradição, inovação e conectividade posiciona os novos modelos como alternativas competitivas para aumento da produtividade e eficiência no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde já não basta para garantir rentabilidade ao produtor

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A perspectiva de uma nova safra recorde encontra o produtor brasileiro diante de um desafio que cresce na mesma proporção da produção: financiar uma atividade mais tecnológica, mecanizada e intensiva em capital, num ambiente de juros elevados, margens menores e bancos mais seletivos. O avanço do crédito privado amplia as alternativas disponíveis, mas também exige profissionalização da gestão e uma análise mais rigorosa sobre o retorno proporcionado pelo patrimônio investido.

Dados do Banco Central (BC), compilados por entidades do setor, mostram que 23,5% da carteira ativa de crédito rural apresentava algum nível de problema em julho de 2026. Eram R$ 207,5 bilhões em operações inadimplentes, atrasadas, renegociadas ou prorrogadas. O indicador não representa apenas parcelas vencidas, mas revela o aumento do estresse financeiro acumulado depois de safras afetadas pelo clima, custos elevados e preços menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, o financiamento bancário tradicional perdeu força. Em 12 meses, o volume de crédito rural concedido sem considerar instrumentos do mercado de capitais recuou 12%, para R$ 181,1 bilhões. A área atendida pelas linhas convencionais de custeio caiu quase 26%, de 34,2 milhões para 25,4 milhões de hectares.

Esse espaço vem sendo ocupado gradualmente por cooperativas, tradings, fornecedores de insumos, fundos de investimento e emissões no mercado de capitais. O estoque dos instrumentos privados de financiamento do agronegócio alcançou R$ 1,34 trilhão em julho, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Somente as Cédulas de Produto Rural (CPRs) somavam R$ 580,8 bilhões, distribuídos em aproximadamente 372 mil títulos.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a diversificação das fontes de recursos é necessária, mas não pode ser confundida com crédito fácil ou capacidade ilimitada de endividamento.

“O crédito privado será cada vez mais importante para complementar o Plano Safra e o financiamento bancário. O produtor, porém, precisa avaliar o custo efetivo, o prazo, as garantias exigidas e a compatibilidade das parcelas com o fluxo de caixa da propriedade. Trocar uma dívida por outra mais cara, sem corrigir a origem do desequilíbrio, apenas transfere o problema para a safra seguinte”, afirma.

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A necessidade de capital aumentou com a transformação da agropecuária brasileira. Produzir em escala passou a exigir máquinas de maior capacidade, agricultura de precisão, armazenagem, irrigação, conectividade, sistemas de gestão, insumos tecnológicos e equipes especializadas. A valorização das terras também elevou o volume de patrimônio imobilizado nas operações.

Essa evolução permitiu ganhos de produtividade e consolidou o Brasil entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos, fibras e energia. Mas também tornou as propriedades mais sensíveis ao custo do dinheiro. Quando os juros aumentam e as margens recuam, uma atividade pode apresentar lucro contábil e, ainda assim, não remunerar adequadamente todo o capital empregado.

É nesse ponto que ganha importância o conceito de Valor Econômico Agregado, conhecido pela sigla EVA. O indicador calcula o resultado operacional do negócio depois de descontado o custo de todo o capital utilizado, inclusive recursos próprios, terras quitadas, máquinas e demais ativos.

Uma propriedade pode encerrar o ciclo com resultado positivo no balanço, mas destruir valor se o retorno obtido ficar abaixo do que aquele patrimônio poderia render em uma alternativa de menor risco. A terra própria, por exemplo, não deixa de ter custo econômico porque está quitada. Ela representa capital que poderia ser arrendado, vendido ou aplicado em outro investimento.

“O produtor sempre acompanhou produtividade, custo por hectare e preço de venda. Esses indicadores continuam fundamentais, mas já não são suficientes para medir a saúde econômica do negócio. Também é necessário saber se o resultado remunera a terra, as máquinas, o capital de giro e o risco assumido durante a safra”, diz Rezende.

A aplicação dessa análise não significa abandonar investimentos ou reduzir a produção. O objetivo é identificar quais atividades, áreas e estruturas realmente geram retorno. A avaliação pode mostrar que determinado talhão produz bem, mas possui custo elevado; que uma máquina permanece ociosa; ou que o arrendamento oferece resultado melhor do que a compra de terras financiada.

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O mesmo raciocínio vale para a contratação de crédito. Recursos obtidos a juros superiores ao retorno esperado pela atividade diminuem o valor econômico da propriedade, mesmo quando ajudam a ampliar o faturamento. Por isso, crescimento de receita, aumento de área e recorde de produção não significam necessariamente fortalecimento financeiro.

A busca por recursos privados também coloca a governança no centro das negociações. Instituições financeiras e investidores analisam demonstrações contábeis, histórico de produção, previsibilidade de caixa, endividamento, garantias, regularidade ambiental e fundiária, contratos e capacidade de gestão. Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a possibilidade de acessar diferentes fontes e negociar condições melhores.

“Governança deixou de ser uma preocupação exclusiva das grandes empresas. O produtor que conhece seus números, separa as contas da família e da propriedade, mantém documentos regulares e apresenta informações confiáveis reduz a percepção de risco. Isso melhora sua posição diante dos financiadores e permite comparar propostas sem decidir apenas pela disponibilidade imediata do dinheiro”, acrescenta Rezende.

O modelo de financiamento do agronegócio tende a permanecer híbrido. Crédito rural, recursos obrigatórios, cooperativas, tradings, fornecedores, fundos e mercado de capitais continuarão convivendo, cada um com custos, prazos e riscos diferentes. O desafio será combinar essas fontes sem comprometer parcelas excessivas da produção futura ou oferecer garantias incompatíveis com o valor da operação.

A safra recorde continua sendo uma demonstração da capacidade produtiva brasileira. Para que esse desempenho se transforme em renda, entretanto, o produtor precisará acompanhar não apenas quantas toneladas colhe, mas quanto valor permanece depois de remunerados todos os recursos utilizados. Em uma agricultura intensiva em capital, produzir mais é importante; produzir com retorno econômico tornou-se decisivo.

Fonte: Pensar Agro

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