AGRONEGÓCIO

Inovação marca presença na Abertura da Colheita do Arroz com a Arena Digital

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A Arena Digital, uma das novidades da 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, contará com o conhecimento e a experiência de duas grandes universidades gaúchas na área tecnológica. O assessor de Inovação do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS, Luiz Villwock, e o superintendente de Inovação da UFPel, Vinícius Freitas, estão entre os palestrantes convidados para esta estreia da Arena no evento, que se realiza entre os dias 21 e 23 de fevereiro, na Estação Experimental da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS).

O Head de Operações do Celeiro Agrohub no Tecnopuc, Luiz Villwock, vai abordar o tema desafios do agronegócio e o papel da inovação para o futuro. “Eu venho apresentar alguns dados e realizações que estamos desenvolvendo no Tecnopuc, como o projeto que estamos desenvolvendo juntamente com a prefeitura de Santa Rosa”, conta. Ele diz que também apresentará dados sobre a rede de inovação do agronegócio do Rio Grande do Sul, que é o braço do agro da Rede Gaúcha de Ambientes de Inovação.

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Já Vinícius Freitas considera a Arena Digital muito importante por mostrar que um evento como a Abertura da Colheita começa a olhar para a inovação como meio de desenvolvimento da região e do país. “Especialmente na área do agronegócio, a gente precisa cada vez mais desenvolver tecnologias dentro do Brasil e das nossas instituições e aproveitar e transformar cada vez mais as commodities em produtos industrializados para agregar valor ao que produzimos aqui”, afirma. Ele diz ainda que, mesmo o país sendo um grande produtor agrícola, é preciso, além disso, industrializar os produtos dentro do Brasil para criar valor agregado, gerar emprego, renda e desenvolvimento social, consequentemente.

A 34ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas é uma realização da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e correalização da Embrapa e do Senar RS, com patrocínio Premium do Instituto Riograndense do Arroz (Irga) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Informações e inscrições gratuitas podem ser obtidas pelo site colheitadoarroz.com.br.

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Fonte: Assessoria de Comunicação da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol despenca com avanço da safra de cana e registra menor preço de 2026 no Brasil

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O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil já começa a provocar impactos diretos no mercado de combustíveis. Com aumento da oferta de biocombustível, o preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor patamar de 2026.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, passando para R$ 4,48 na média nacional.

O movimento reforça a pressão baixista provocada pela intensificação da moagem de cana-de-açúcar e pela maior disponibilidade do produto no mercado interno.

Etanol amplia vantagem frente à gasolina

Enquanto o etanol apresentou forte retração, os demais combustíveis tiveram comportamento mais moderado no período analisado.

A gasolina comum recuou 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,27%, chegando a R$ 7,21 por litro.

Preços médios nacionais – 2ª semana de maio de 2026
  • Gasolina comum: R$ 6,76/litro (-0,27%)
  • Etanol hidratado: R$ 4,48/litro (-3,83%)
  • Diesel S-10: R$ 7,21/litro (-1,27%)

Desde o pico registrado em meados de abril, o etanol já acumula queda próxima de 7%, com redução de R$ 0,34 por litro no período.

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Além de aliviar parcialmente o bolso do consumidor, o movimento também aumentou a competitividade do biocombustível frente à gasolina.

A relação de preços entre etanol e gasolina caiu de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, retornando ao nível considerado economicamente vantajoso para veículos flex.

Tradicionalmente, o mercado utiliza o percentual de 70% como referência para indicar quando o etanol se torna mais atrativo em relação à gasolina, embora a eficiência varie conforme o modelo do veículo e as condições regionais.

Centro-Sul lidera queda nos preços do etanol

Os maiores recuos no preço do etanol foram observados em estados ligados diretamente à produção sucroenergética do Centro-Sul brasileiro.

Estados com maiores quedas no preço do etanol
  • Goiás: -R$ 0,24 por litro (-4,9%)
  • Distrito Federal: -R$ 0,22 (-4,6%)
  • São Paulo: -R$ 0,21 (-4,7%)
  • Minas Gerais: -R$ 0,20 (-4,2%)
  • Mato Grosso: -R$ 0,19 (-4,1%)

A presença de importantes polos produtores entre as maiores quedas reforça o impacto direto da ampliação da moagem de cana sobre os preços finais ao consumidor.

Safra de cana aumenta pressão sobre o mercado

O mercado acompanha de perto a evolução da safra 2026/27 no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país.

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Com o avanço da colheita e da moagem nas usinas, cresce a disponibilidade de etanol hidratado, ampliando a pressão baixista sobre o combustível renovável.

Além da safra brasileira, investidores e agentes do setor monitoram outros fatores que influenciam os preços:

  • comportamento do petróleo no mercado internacional;
  • oscilações do dólar;
  • demanda doméstica por combustíveis;
  • estratégia das usinas entre produção de açúcar e etanol.

A definição do mix de produção continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor sucroenergético, especialmente diante das oscilações nos preços globais do açúcar e da energia.

Mercado de combustíveis segue em ajuste

Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá principalmente do ritmo da safra no Centro-Sul e das condições internacionais do petróleo.

Caso a oferta de etanol continue avançando acima da demanda, o mercado pode registrar novas reduções nos preços do biocombustível ao longo do segundo trimestre.

Para o consumidor, o atual cenário aumenta a competitividade do etanol e reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira, especialmente em um momento de maior volatilidade no mercado global de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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