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Início da Obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica para Produtores Rurais Representa Avanço no Setor

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A partir desta segunda-feira (03), entra em vigor a obrigatoriedade da emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) para os produtores rurais com faturamento superior a R$ 360 mil. A mudança representa um importante passo rumo à modernização do setor, trazendo benefícios como maior segurança, praticidade e transparência nas operações comerciais. Diferente das antigas notas em talão, que estavam mais sujeitas a erros e extravios, a NF-e permite um registro digital preciso das transações, garantindo que as vendas e movimentações de mercadorias sejam formalizadas de maneira adequada.

De acordo com Ana Laura Carvalho Orlovicks, gerente da Contador Agro, a iniciativa do Centro de Agricultura do Estado de São Paulo (Caesp), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), de buscar parcerias para facilitar a adaptação do produtor rural a esse novo sistema, é de grande importância. Ela destaca os benefícios da transição para a NF-e, que possibilita um controle mais detalhado e organizado das operações, além de reduzir o risco de fraudes e erros. “A economia de tempo e recursos é um dos principais ganhos, já que não há mais a necessidade de imprimir e armazenar notas fiscais em papel, o que também reduz custos com materiais e espaço”, afirma.

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Atualmente, a parceria entre a Contador Agro e o Caesp está disponível para os sindicatos de Flórida Paulista, Guaíra, Miguelópolis e São Manuel. Além disso, a NF-e proporciona uma maior rastreabilidade da produção agrícola, um fator cada vez mais valorizado no mercado. Rogério Maluf, superintendente do Caesp, ressalta que a digitalização dos documentos fiscais facilita a verificação da origem dos produtos por órgãos governamentais e parceiros comerciais, garantindo a conformidade com as exigências fiscais e sanitárias.

Tirso Meirelles, presidente da Faesp, também destaca que a NF-e contribui para evitar problemas fiscais e tributários. O sistema eletrônico valida muitas informações antes da emissão da nota, o que reduz o risco de autuações por erros ou falta de documentação. “Com essas vantagens, fica claro que a transição para a NF-e é um passo fundamental para a modernização e profissionalização do setor agropecuário”, enfatiza.

Além da Contador Agro, que está há 15 anos no mercado, o Caesp também firmou parceria com a Safeweb, maior certificadora digital do país. A certificação digital é essencial para as transações fiscais, e o aplicativo da Safeweb permite a emissão de notas fiscais de maneira eficiente. Para os produtores com faturamento inferior a R$ 360 mil, a obrigatoriedade da NF-e será exigida a partir de 5 de janeiro de 2026.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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