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Inicia-se o prazo obrigatório para atualização de rebanhos no Paraná

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A partir de 1º de maio, tem início a Campanha de Atualização dos Rebanhos do Paraná de 2024, que se estenderá até 30 de junho. Esta atualização é obrigatória para todos os produtores rurais que possuem animais de produção sob sua responsabilidade, de qualquer espécie. Aqueles que não realizarem essa atualização ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

Detalhes da Atualização – A atualização engloba todas as espécies animais presentes na propriedade, incluindo bovinos, suínos, equinos, aves, entre outros. A emissão da GTA somente será possível após a atualização de todos os animais.

Formas de Atualização – Os produtores podem realizar a atualização de forma online pelo aplicativo Paraná Agro, pelo site da Adapar, ou presencialmente em uma das Unidades Locais da Adapar, Sindicatos Rurais ou Escritórios de Atendimento em seus municípios. A não atualização até o prazo estabelecido implicará em penalidades, como multas.

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Procedimento de Acesso – O acesso ao sistema pode ser feito diretamente através do link www.produtor.adapar.pr.gov.br/comprovacaorebanho. É necessário ter o CPF cadastrado. Em caso de necessidade de ajustes no cadastro inicial, o produtor pode entrar em contato pelo telefone (41) 3200-5007.

Dados Estatísticos – O Paraná abriga cerca de 155 mil propriedades e 192 mil explorações pecuárias, com um total aproximado de 8,6 milhões de bovinos, 7 milhões de suínos, 20 mil aviários, 240 mil equídeos, e outras espécies.

Compromisso com a Saúde Animal – Desde que foi reconhecido como Área Livre de Febre Aftosa sem vacinação pela OIE em maio de 2022, o Estado do Paraná se comprometeu a realizar o cadastro de todos os animais anualmente durante os meses de maio e junho.

Importância da Atualização – Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar, ressalta a importância da atualização para a detecção precoce de doenças nos animais, garantindo a manutenção do status de Área Livre Sem Vacinação.

Maior Vigilância – O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destaca o empenho contínuo da entidade em manter a vigilância nas fronteiras e divisas do Estado, enfatizando a importância da colaboração dos produtores para preservar o status sanitário do Paraná.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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