AGRONEGÓCIO

Indústria Têxtil Catarinense se Consolida como Modelo de Sustentabilidade com Reaproveitamento de 98% dos Resíduos

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A indústria têxtil tem um papel de destaque na economia global, e a busca por práticas sustentáveis vem se consolidando como uma prioridade para o setor, que visa reduzir o consumo de recursos naturais e minimizar as emissões de carbono. Através de iniciativas de reciclagem, economia circular e gestão responsável de resíduos, as empresas têxteis buscam promover um modelo produtivo mais alinhado à preservação ambiental.

Dentro desse contexto, a Incofios, indústria têxtil de Santa Catarina, vem se destacando por seu comprometimento com a sustentabilidade. Em 2023, a empresa alcançou um índice de reaproveitamento de 98% dos mais de 2 milhões de quilos de resíduos gerados na produção de seus produtos. Apenas 1,77% dos resíduos foram destinados a aterros sanitários, resultado de um rigoroso programa interno de reciclagem.

O diretor da empresa, Edson Augusto Schlogl, explica que o sucesso dessa campanha de conscientização é baseado na metodologia 5S, desenvolvida no Japão, que busca um ambiente de trabalho limpo e organizado. “Adotamos essa metodologia para garantir a coleta seletiva e o destino correto de todos os resíduos. Nossa principal matéria-prima, o algodão, é altamente aproveitada, e os resíduos são transformados em briquetes, que podem ser usados em caldeiras”, afirma Schlogl.

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Desde 2022, a Incofios também ostenta o selo Eureciclo em suas embalagens, um certificado de responsabilidade ambiental que garante que, para cada embalagem comercializada, outra equivalente seja reciclada. Essa prática fortalece o compromisso da empresa com a logística reversa, promovendo a coleta e o reaproveitamento de resíduos pós-consumo, de modo a evitar que embalagens se tornem poluentes e sejam reinseridas na cadeia produtiva.

A logística reversa é um componente essencial da economia circular para a Incofios, pois assegura o reaproveitamento de embalagens e resíduos sólidos após o consumo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos exige que empresas destinem corretamente pelo menos 22% dos resíduos gerados, e a Incofios, através do selo Eureciclo, vai além dessa exigência, como destaca Schlogl: “Com o selo Eureciclo em nossas embalagens, reforçamos nosso compromisso com a sustentabilidade e contribuímos para valorizar a cadeia de reciclagem, essencial para aumentar as taxas de reaproveitamento no Brasil.”

Sobre o Selo Eureciclo

Desde 2017, o selo Eureciclo trabalha com mais de 275 centrais de triagem em todo o Brasil, evitando que milhões de toneladas de materiais como papel, vidro, metal e plástico sejam descartados de forma inadequada. Além de proteger o meio ambiente, o programa gera impacto social positivo, destinando mais de R$ 36 milhões a cooperativas e operadores parceiros.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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