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Computação em Nuvem no Agronegócio: Inovação e Sustentabilidade ao Alcance dos Agricultores

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Com o aumento populacional e os desafios inerentes ao setor agrícola, como a escassez de mão de obra e o aumento de custos, a tecnologia se tornou essencial para garantir a competitividade e a sustentabilidade da agricultura. De acordo com uma pesquisa da consultoria global Grand View Research, o mercado de tecnologia para a agricultura pode movimentar US$ 43,4 bilhões até 2025, demonstrando o crescente impacto da inovação no setor.

A computação em nuvem como aliada no agronegócio

A computação em nuvem tem sido cada vez mais aplicada na agricultura, trazendo soluções inovadoras para otimizar processos, melhorar a qualidade dos produtos e reduzir custos. A tecnologia permite que os agricultores realizem o monitoramento das fazendas por meio de softwares de armazenamento e gestão, acessíveis diretamente por smartphones. Essa praticidade não só facilita o gerenciamento, como também proporciona uma gestão mais eficiente da produção, permitindo a análise em tempo real.

Aumento de competitividade e segurança

Outro ponto importante é a contribuição da computação em nuvem para aumentar a competitividade na exportação de insumos agrícolas. A transparência proporcionada pela tecnologia, ao permitir o rastreamento e a coleta de informações detalhadas sobre o cultivo, facilita a exportação e promove maior confiança entre produtores e compradores. Além disso, o conceito de fazendas inteligentes ganha força, com o uso da tecnologia para planejar cada etapa da produção, desde o plantio até a colheita.

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A computação em nuvem também facilita a tomada de decisões estratégicas. Ao comparar dados históricos com informações em tempo real, os agricultores podem medir a produção e avaliar se ela será suficiente para suprir as necessidades do mercado, tanto interno quanto externo, especialmente após eventos climáticos adversos e a pandemia.

Redução de custos e aumento de segurança

Além de oferecer flexibilidade e eficiência operacional, a computação em nuvem também reduz custos com infraestrutura, já que elimina a necessidade de servidores físicos e espaços para armazenagem. A segurança dos dados é outro ponto crucial, com criptografia, autenticação multifatorial e backups automatizados garantindo a proteção contra ameaças cibernéticas, que podem afetar a produção agrícola.

O futuro da agricultura conectada

Com todas essas vantagens, a computação em nuvem se consolida como uma ferramenta indispensável para o agronegócio. Ela não apenas facilita o acesso remoto, permitindo a colaboração entre equipes, mas também assegura a continuidade das operações, mesmo em situações de desastres naturais ou crises climáticas. A tecnologia ajuda a adaptar a agricultura à realidade de um mundo cada vez mais populoso e propenso a alterações climáticas, contribuindo para um futuro agrícola mais sustentável e resiliente.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Petrobras retoma produção de ureia no Paraná e reforça estratégia para reduzir dependência externa de fertilizantes

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A Petrobras voltou a produzir ureia na unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), localizada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A retomada ocorre após seis anos de paralisação e marca um avanço na estratégia nacional de fortalecimento da produção de fertilizantes.

Retomada reduz dependência de importações

A produção de ureia — um dos fertilizantes mais utilizados globalmente — é considerada estratégica para o Brasil, que atualmente importa cerca de 80% do volume consumido.

A reativação da unidade ocorre em um contexto de instabilidade no mercado internacional, agravado desde a Guerra na Ucrânia, que impactou a oferta global e elevou os preços dos insumos agrícolas.

Investimento de R$ 870 milhões e capacidade relevante

Para retomar as operações da Ansa, a Petrobras investiu aproximadamente R$ 870 milhões em manutenção, inspeções técnicas, testes operacionais e recomposição de equipes.

A unidade tem capacidade de produção anual de:

  • 720 mil toneladas de ureia (cerca de 8% do mercado nacional)
  • 475 mil toneladas de amônia
  • 450 mil m³ de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo)
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A fábrica está localizada ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), utilizando gás natural como principal matéria-prima.

Estratégia amplia presença no mercado de fertilizantes

A retomada da Ansa integra um plano mais amplo da Petrobras para fortalecer sua atuação no setor de fertilizantes. A estatal também reassumiu unidades anteriormente arrendadas:

  • Fábrica de Camaçari (BA), retomada em janeiro de 2026
  • Fábrica de Laranjeiras (SE), reativada em dezembro de 2025

Com essas operações, a participação da Petrobras no mercado nacional de ureia deve alcançar cerca de 20%.

Além disso, a companhia segue com o projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, cuja previsão de operação comercial é 2029. Com isso, a fatia pode chegar a aproximadamente 35% do mercado interno.

Impacto no agronegócio e geração de empregos

A retomada da produção é vista como um movimento importante para o agronegócio brasileiro, ao ampliar a oferta doméstica de insumos essenciais para a produtividade agrícola.

Durante a fase de reativação, mais de 2 mil empregos foram gerados. Na operação regular, a unidade deve empregar cerca de 700 trabalhadores.

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A iniciativa também foi destacada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que acompanha o setor e celebrou a retomada das atividades industriais.

Fertilizantes ganham papel estratégico no Brasil

Com forte dependência externa e alta volatilidade no mercado global, o setor de fertilizantes tem ganhado relevância estratégica no país. A ampliação da produção nacional tende a reduzir riscos de abastecimento, aumentar a competitividade do agronegócio e dar maior previsibilidade aos produtores rurais.

Nesse cenário, a retomada da produção de ureia no Paraná representa um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva e reduzir a exposição do Brasil às oscilações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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