AGRONEGÓCIO

Agricultores espanhóis bloqueiam estradas pelo segundo dia contra políticas da UE

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Agricultores espanhóis bloquearam nesta quarta-feira as principais rodovias do país com seus tratores pelo segundo dia e interromperam o acesso aos terminais portuários, à medida que a insatisfação se espalha no interior da Europa contra os altos custos, a burocracia e a concorrência de países não pertencentes à União Europeia.

“Alguns países não respeitam as regras, não têm controles de qualidade”, disse Juan, que cultiva limões na Andaluzia e estava em um bloqueio em frente do acesso ao porto de Málaga.

Os preços atuais dos limões têm arruinado seus negócios neste ano. “Eles não os querem, nem mesmo se eu os der”, disse ele à emissora nacional TVE.

Cansados da situação do mercado e incentivados por protestos semelhantes em outros países europeus, os agricultores espanhóis tiraram seus tratores das fazendas na terça-feira, dois dias antes dos protestos programados pelas principais associações de agricultores do país.

Cerca de uma dúzia de rodovias importantes foram bloqueadas na terça-feira em toda a Espanha, segundo as autoridades de trânsito.

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Nas últimas semanas, os agricultores de países europeus, como Alemanha, França e Bélgica, têm realizado protestos que, às vezes, se tornaram violentos.

Os agricultores afirmam que as regras exigentes impostas a eles pela UE para proteger o meio ambiente os tornam menos competitivos do que seus pares em outras regiões, como a América Latina ou a parte da Europa não pertencente à UE. Eles também reclamam das medidas burocráticas cada vez mais obscuras que lhes são impostas.

Os protestos levaram o governo espanhol a distribuir um subsídio extra de 269 milhões de euros para até 140.000 agricultores e a Comissão Europeia a descartar um plano para reduzir pela metade o uso de pesticidas no bloco, ao qual os agricultores se opõem.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

PIB do agronegócio cresce 12,2% em 2025 e atinge R$ 3,2 trilhões, com forte avanço da pecuária

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O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro registrou crescimento expressivo de 12,20% em 2025, alcançando R$ 3,20 trilhões e ampliando sua participação para 25,13% da economia nacional. O desempenho foi fortemente impulsionado pelo avanço da pecuária, que liderou a expansão ao longo do ano.

Os dados são do Cepea, da Esalq/USP, em parceria com a CNA.

Quarto trimestre sinaliza desaceleração

Apesar do resultado robusto no acumulado do ano, o quarto trimestre de 2025 apresentou retração de 1,11% em relação ao trimestre anterior, refletindo a perda de fôlego dos preços no setor.

A queda foi generalizada entre os segmentos do agronegócio:

  • Insumos: -2,32%
  • Segmento primário: -0,92%
  • Agroindústrias: -1,48%
  • Agrosserviços: -0,86%

Segundo o Cepea, esse movimento já era esperado, considerando que o forte crescimento observado anteriormente foi impulsionado pela valorização dos preços iniciada no segundo semestre de 2024, que perdeu intensidade ao longo de 2025.

Pecuária lidera crescimento do agro

O grande destaque do ano foi o ramo pecuário, que registrou expansão de 32,55%, enquanto o ramo agrícola avançou 3,40%.

No quarto trimestre, a diferença de desempenho entre os ramos ficou evidente:

  • Agricultura: retração de 2,43%
  • Pecuária: crescimento de 1,81%
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A pecuária foi sustentada principalmente pelo aumento dos preços e pelo maior volume de produção, além do desempenho positivo das exportações.

Produção e preços cresceram juntos — cenário incomum

Um dos pontos mais relevantes de 2025 foi a combinação de alta nos preços com crescimento da produção, o que não é comum no setor.

O chamado PIB-volume, que mede o avanço da produção, cresceu 6,76% no período, indicando expansão consistente da atividade. Historicamente, anos de forte produção costumam ser acompanhados por queda nos preços — o que não ocorreu desta vez.

Esse cenário contribuiu para que 2025 registrasse o segundo maior crescimento da série histórica do PIB do agronegócio.

Desempenho por segmentos

Insumos

O segmento cresceu 5,37% no ano, puxado pelos insumos agrícolas (+12,51%), com destaque para fertilizantes, defensivos e máquinas. Já os insumos pecuários recuaram 11,67%, impactados pela queda nos preços das rações.

Segmento primário

Apresentou forte expansão de 17,06%, com altas tanto na agricultura (+13,09%) quanto na pecuária (+24,16%). O resultado reflete o aumento da produção e, no caso da pecuária, preços mais elevados.

Agroindústria

Cresceu 5,60%, mas com forte contraste interno:

    • Base agrícola: -3,33%
    • Base pecuária: +36,54%
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A indústria pecuária foi impulsionada por preços elevados e exportações aquecidas.

Agrosserviços

Registraram alta de 13,76%, com avanço modesto na base agrícola (+1,13%) e crescimento expressivo na base pecuária (+41,59%), refletindo o dinamismo da cadeia produtiva.

Participação do agro na economia aumenta

Com o resultado de 2025, o agronegócio ampliou sua relevância na economia brasileira, passando de 22,9% do PIB em 2024 para 25,13% em 2025.

Do total gerado:

  • R$ 2,06 trilhões vieram do ramo agrícola
  • R$ 1,14 trilhão foram gerados pela pecuária
Perspectiva: preços ainda são fator-chave

Apesar do crescimento expressivo, o desempenho do agronegócio segue altamente dependente do comportamento dos preços. A desaceleração observada no fim de 2025 indica que o setor pode enfrentar um ritmo mais moderado à frente, especialmente se houver pressão sobre as cotações.

Ainda assim, a combinação entre produção elevada, demanda consistente e protagonismo da pecuária mantém o agro como um dos principais motores da economia brasileira.

PIB do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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