AGRONEGÓCIO

Indústria projeta crescimento nas vendas de chocolates e pescados na Páscoa

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A proximidade da Páscoa aquece o mercado de chocolates e pescados no Brasil, impulsionando a produção e a diversificação de produtos para atender à crescente demanda dos consumidores. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a produção de ovos de Páscoa neste ano deve ultrapassar a marca de 45 milhões de unidades, abrangendo 803 tipos de produtos e 94 lançamentos exclusivos.

O consumo de chocolate nos lares brasileiros tem apresentado crescimento contínuo nos últimos anos. Dados da Kantar WorldPanel, levantados pela Mondeléz, apontam que a penetração do produto aumentou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024. O consumo médio anual per capita no país já alcança 3,9 kg, sendo o chocolate ao leite o favorito dos consumidores, conforme informações da Abicab.

Setor supermercadista prevê alta nas vendas

O varejo também acompanha essa tendência positiva. A rede de supermercados Mundial estima um crescimento de 15% nas vendas de chocolates e de 10% nas de pescados em comparação ao ano anterior. “Para atender à crescente demanda e às diferentes preferências dos consumidores, ampliamos nosso portfólio de chocolates, disponibilizando desde opções mais acessíveis até produtos premium. Nosso objetivo é garantir que todos os clientes encontrem alternativas de qualidade a preços competitivos para celebrar a Páscoa”, afirma Pedro Paulo Leite, responsável pelo setor de Chocolates da rede.

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Quaresma impulsiona consumo de pescados

Além dos chocolates, a Quaresma e a Páscoa também intensificam a demanda por pescados e frutos do mar. Dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o consumo de peixes pode crescer até 20% nesse período, com destaque para espécies como tilápia, salmão e corvina, que se consolidam como as mais procuradas pelos consumidores.

Com a alta na demanda e a diversificação do portfólio, a indústria de chocolates e pescados aposta na Páscoa como um período estratégico para impulsionar as vendas e fortalecer o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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