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Indústria de Lácteos no Brasil Busca Qualidade e Competitividade Global

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O 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, iniciado nesta semana pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), trouxe à tona discussões fundamentais sobre a qualidade e a competitividade dos produtos lácteos brasileiros. Entre as palestras que marcaram o primeiro dia do evento, destaca-se a do doutor em Epidemiologia da Mastite Bovina e Qualidade do Leite, José Pantoja, que abordou o tema “CCS no Brasil: por que é tão difícil reduzir?”. Na exposição, o especialista explorou os impactos da contagem de células somáticas (CCS) na qualidade do leite, uma métrica crucial que reflete a saúde do rebanho e influencia diretamente a segurança e durabilidade do produto.

Dados recentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), divulgados em fevereiro de 2024, indicam uma média nacional de CCS de 531 mil células por mililitro, o maior nível registrado desde 2013 pela Rede Brasileira da Qualidade do Leite (RBQL). Segundo Pantoja, essa média elevada é um alerta para a cadeia produtiva, pois níveis altos de CCS estão associados à mastite nos rebanhos, fator que reduz a qualidade do leite, altera seu sabor e diminui sua vida útil. “O desafio é significativo, e a redução da CCS requer controle rigoroso da mastite, além do engajamento dos produtores”, pontuou.

A questão da CCS é complexa, envolvendo fatores socioeconômicos, culturais e até climáticos, explicou Pantoja, que trouxe comparações com dados internacionais para ilustrar o cenário. Ele destacou a sazonalidade como fator influente, com aumentos no verão devido ao estresse térmico nos rebanhos, e salientou que as perdas por mastite podem representar até 10% da produção diária de leite. No entanto, cerca de 70% dos produtores não monitoram esses prejuízos, o que revela a necessidade de maior conscientização.

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Pantoja sublinhou a importância de programas de assistência técnica, capacitação e conscientização para estimular boas práticas na produção leiteira, enfatizando que o envolvimento de toda a cadeia — desde os produtores até a indústria e os consumidores — é essencial para assegurar a qualidade dos lácteos.

Tendências e Competitividade no Mercado de Queijos

Na segunda parte do painel, Michael Mitsuo Saito, engenheiro de produção e especialista em competitividade na indústria de queijos, abordou o tema “Competitividade do queijo na indústria” e trouxe questionamentos sobre o potencial do Brasil para se tornar um exportador competitivo de queijos. Saito destacou o crescimento estimado no consumo global de queijo, que deve aumentar 1,2% ao ano até 2027, o que representa cerca de 2 milhões de toneladas adicionais — um volume semelhante ao que o Brasil produz atualmente para o mercado interno.

O especialista ressaltou a mussarela como principal variedade de queijo, apontando a alta demanda em mercados como os Estados Unidos, onde o consumo frequente de pizza é um motor para o mercado de queijos. Ele explicou que um dos desafios do Brasil é o custo de produção elevado em comparação com outros países produtores, como a Argentina, e que a quantidade de caseína no leite, essencial para o rendimento de queijos, é prejudicada por altos níveis de CCS. “A qualidade do leite afeta diretamente a produtividade na fabricação de queijos, e o ciclo vicioso gerado pelo aumento da CCS limita a competitividade do produto”, afirmou Saito.

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Ele também destacou o potencial do soro de leite, um subproduto da produção de queijo que possui nutrientes de alto valor biológico e crescente importância no mercado de proteínas. “A indústria de lácteos no Brasil precisa de integração entre produtores, indústria e varejo para conquistar maior competitividade. Estamos em um momento de transição e o setor leiteiro pode seguir o caminho de sucesso que outras commodities, como a carne, já traçaram”, concluiu Saito.

Para o setor de lácteos brasileiro, o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite representa uma oportunidade para fortalecer a cadeia produtiva, promovendo qualidade e práticas que elevem a competitividade no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de soja do Brasil batem 58,5 milhões de toneladas e reforçam liderança global em 2026

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O agronegócio brasileiro segue consolidando sua posição de protagonista no comércio mundial de grãos. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) mostram que as exportações brasileiras de soja atingiram 58,51 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume superior aos 54,26 milhões embarcados no mesmo período do ano passado.

O resultado confirma o forte desempenho da cadeia produtiva da soja e reforça as projeções de que o Brasil permanecerá como o principal fornecedor global da commodity ao longo deste ano.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa alcançaram 15,42 milhões de toneladas. Para junho, a programação portuária indica exportações próximas de 12,4 milhões de toneladas, mantendo um ritmo elevado de comercialização internacional.

Colheita da soja entra na reta final

A safra brasileira de soja 2025/26 está praticamente concluída, restando apenas algumas áreas nos estados do Maranhão, Piauí e Santa Catarina. Com o encerramento dos trabalhos de campo, o Ministério da Agricultura e Pecuária publicou as regras para o vazio sanitário e o calendário de semeadura da safra 2026/27.

A medida, considerada estratégica para a defesa fitossanitária das lavouras, estabelece períodos de 60 a 90 dias sem plantas vivas de soja, visando o controle da ferrugem-asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura.

China segue como principal destino da soja brasileira

A dependência chinesa da soja brasileira permanece expressiva. Segundo a ANEC, a China respondeu por 70% das compras da oleaginosa brasileira entre janeiro e maio deste ano.

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Na sequência aparecem Espanha (5%), Turquia (4%), Tailândia (3%), Paquistão (2%), Holanda (2%) e Irã (2%), demonstrando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.

Milho caminha para safra histórica

Enquanto a soja encerra sua colheita, o milho vive um momento decisivo. A colheita da primeira safra alcançou 84,6% da área cultivada até o fim de maio, em linha com a média dos últimos cinco anos. Paralelamente, os primeiros talhões da segunda safra começaram a ser colhidos em estados como Mato Grosso e Tocantins.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima sua estimativa de produção e agora projeta uma safra total de 140,17 milhões de toneladas de milho em 2026, distribuídas em uma área de 22,56 milhões de hectares. O consumo interno está estimado em 94,86 milhões de toneladas.

Caso a projeção se confirme, o Brasil terá uma das maiores colheitas de milho de sua história.

Exportações de milho devem ganhar força no segundo semestre

Com a chegada da safrinha ao mercado, os embarques brasileiros de milho tendem a acelerar nos próximos meses. Atualmente, cerca de 500 mil toneladas constam na programação de embarques para junho, mas o volume ainda deve aumentar à medida que novos contratos forem consolidados.

A expectativa da ANEC é de que o Brasil exporte aproximadamente 44 milhões de toneladas do cereal ao longo de 2026, mantendo sua relevância entre os principais fornecedores globais do grão.

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Entre os principais compradores do milho brasileiro neste ano estão Egito (27%), Vietnã (22%), Irã (18%), Argélia (9%) e Malásia (5%).

Complexo soja movimenta mais de 76 milhões de toneladas

Os números da ANEC mostram ainda a força do complexo soja. Entre janeiro e maio, o Brasil exportou:

  • 58,51 milhões de toneladas de soja em grão;
  • 10,41 milhões de toneladas de farelo de soja;
  • 5,76 milhões de toneladas de milho;
  • 970 mil toneladas de trigo;
  • 503 mil toneladas de DDGS;
  • 35 mil toneladas de sorgo.

Somados, os embarques desses produtos atingiram 76,19 milhões de toneladas nos cinco primeiros meses do ano.

Brasil fortalece protagonismo no comércio global de grãos

Os dados reforçam o papel estratégico do Brasil na segurança alimentar mundial. Com produção crescente, logística mais eficiente e demanda internacional aquecida, o país segue ampliando sua participação nos mercados globais de soja, milho e derivados.

A combinação entre safra volumosa, forte demanda asiática e perspectiva de exportações recordes mantém o agronegócio brasileiro como um dos principais motores da economia nacional em 2026, sustentando geração de renda, entrada de divisas e competitividade no comércio internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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