AGRONEGÓCIO

Indústria brasileira leva inovação em máquinas e autopeças agrícolas à Agritechnica Hannover 2025

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indústria brasileira de tecnologia agrícola estará em destaque na Agritechnica Hannover 2025, um dos maiores eventos mundiais voltados à inovação no campo, que ocorre de 9 a 15 de novembro, na Alemanha. A participação nacional será coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

Brasil apresenta força tecnológica e industrial no evento

A ApexBrasil liderará a montagem de dois pavilhões brasileiros que destacarão o avanço da indústria nacional nos segmentos de máquinas, equipamentos e autopeças agrícolas. O objetivo é ampliar a visibilidade das empresas brasileiras no cenário global, consolidando o país como referência em tecnologia e inovação para o agronegócio.

Pavilhão Brazil Machinery Solutions: máquinas e equipamentos em destaque

Organizado em parceria com a Abimaq, o pavilhão Brazil Machinery Solutions contará com 476 m² e reunirá nove empresas do setor de máquinas agrícolas. O espaço apresentará soluções em drenagem, semeadura, medição, colheita, irrigação, fertilização e movimentação de materiais, entre outras inovações.

As expectativas de negócios são expressivas: US$ 7 milhões em contratos, entre os firmados durante a feira e os previstos para o ano seguinte, com cerca de 812 contatos comerciais projetados.

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Brasil Auto Parts: vitrine para o setor de autopeças agrícolas

Já o pavilhão Brasil Auto Parts, organizado em conjunto com o Sindipeças, contará com 96 m² e a participação de dez empresas voltadas à fabricação de autopeças agrícolas. O projeto tem como foco inserir novas empresas brasileiras no mercado internacional, fortalecendo a presença do país em cadeias globais de fornecimento.

As projeções indicam US$ 500 mil em negócios durante o evento e mais US$ 1,5 milhão no pós-feira, com 500 contatos comerciais previstos.

ApexBrasil destaca o papel estratégico do setor

Para Maria Paula Velloso, gerente de Indústria e Serviços da ApexBrasil, a presença brasileira na Agritechnica 2025 reforça o compromisso do país com a modernização e a competitividade do agronegócio.

“Estar em um evento dessa dimensão é uma oportunidade de abrir novos mercados, consolidar parcerias e mostrar ao mundo a capacidade de inovação e eficiência das empresas brasileiras”, afirmou Velloso.

Panorama da indústria brasileira de máquinas e equipamentos

Segundo a Abimaq, o setor nacional reúne mais de 9 mil empresas, gera 392 mil empregos diretos e registrou exportações de US$ 13,2 bilhões em 2024. O faturamento total do setor foi de cerca de R$ 270 bilhões.

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Com forte presença internacional, a indústria brasileira tem se destacado em mercados estratégicos como Estados Unidos, Argentina, Singapura, México e Alemanha, impulsionando a imagem do país como polo tecnológico em soluções para o agronegócio.

Setor de autopeças também ganha protagonismo global

De acordo com o Sindipeças, o setor brasileiro de autopeças alcançou exportações de US$ 7,9 bilhões em 2024, com faturamento de R$ 239,9 bilhões e 287,5 mil empregos diretos em 2023.

A indústria conta com cerca de 1.800 unidades empresariais espalhadas pelo país e tem papel estratégico na cadeia automotiva nacional e nas exportações de componentes veiculares. Os principais destinos das vendas externas são Argentina, México e Estados Unidos.

Competitividade e inovação como vitrine do Brasil

Com a participação na Agritechnica Hannover 2025, o Brasil reforça sua posição como fornecedor global de tecnologia agrícola, demonstrando o potencial de suas empresas em gerar soluções sustentáveis, produtivas e de alta eficiência.

O evento consolida o país como protagonista no avanço tecnológico do agronegócio mundial, fortalecendo a imagem da indústria nacional e promovendo oportunidades de expansão internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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