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Diazinon é ferramenta aliada no controle de moscas domésticas em propriedades rurais

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A mosca doméstica (musca doméstica) é uma espécie vetora de inúmeras doenças em propriedades rurais e ambientes urbanos. Seus hábitos são extremamente nocivos para a produção animal, assim como para a saúde humana. “É um inseto que vive em matérias orgânicas contaminadas, como fezes, lixo ou resto de alimentos, onde já há presença de microrganismos que representam grande risco à saúde animal, principalmente. Esse é o momento de maior preocupação, pois a umidade e altas temperaturas favorecem sua proliferação”, explica Antônio Coutinho, gerente de marketing e serviços técnicos da Vetoquinol Saúde Animal.

A mosca doméstica é responsável pela transmissão de mais de 60 doenças – com potencial de infectar animais e humanos. Com habilidade de viver em zonas urbanas e rurais, a M. doméstica tem como preferência materiais orgânicos em fermentação para seu desenvolvimento e a colocação de ovos, como fezes de bovinos, suínos e equinos, restos de insumos alimentares dos animais, assim como fossas abertas, aterros sanitários e fezes humanas. Outras características de propriedades rurais também a atraem, como o leite produzido por vacas leiteiras.

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O diazinon, inseticida organofosforado, se mostra extremamente eficaz para controlar a infestação de moscas domésticas. “A aplicação do diazinon requer o cumprimento de protocolos de segurança e utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) de forma correta, para evitar a intoxicação humana, animal e do meio ambiente. É importante que o produtor rural utilize macacão, chapéu, botas e luvas impermeáveis para sua proteção”, explica Coutinho.

Aplicado por meio da diluição em água e pulverizadores costais, o Diazitop® PM – solução da Vetoquinol Saúde Animal, que celebra 90 anos de fundação em 2023 – não deve ser aplicado contra o vento, para evitar inalação da névoa do pulverizador. Além disso, como ação de responsabilidade ambiental, o produtor não deve lavar os EPIs utilizados para evitar que a água utilizada na lavagem contamine outros locais.

“O Diazitop® PM é indicado para pulverização de pisos, tetos, paredes, galpões, estábulos, bezerreiros, currais e baias e é uma solução extremamente eficiente para o controle da mosca doméstica”, afirma Evandro Oliveira, gerente de produtos para grandes animais da Vetoquinol. O Diazitop® PM é uma solução integrante da linha ambiental da Vetoquinol Saúde Animal. “A linha evidencia a preocupação da companhia em oferecer soluções ao mercado que estejam alinhadas em promover a saúde de animais e humanos, melhorar a qualidade de alimentos e reduzir os impactos ambientais, protegendo os recursos naturais, a fauna, a flora e a geração de segurança alimentar”, finaliza Oliveira.

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Fonte: Texto Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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