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Indovinya lança linha SURFOM® ETHOS para otimizar aplicação de biopesticidas e fortalecer agricultura sustentável

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Formulação inteligente amplia potencial dos biopesticidas

O uso de biopesticidas tem se expandido como alternativa sustentável aos agroquímicos convencionais. Contudo, a aplicação desses produtos ainda enfrenta desafios técnicos que limitam sua eficiência no campo. Para superar essas barreiras, a Indovinya, divisão de especialidades químicas e surfactantes da Indorama Ventures, lançou a linha SURFOM® ETHOS, projetada para otimizar formulações biológicas desde o laboratório até a aplicação em campo.

O portfólio inclui surfactantes, espessantes, agentes anticongelantes e polímeros, componentes customizáveis que melhoram a estabilidade, a eficácia e a integridade biológica das formulações, facilitando o manuseio e o desempenho em diferentes condições.

Biopesticidas: aliados da agricultura sustentável

Desenvolvidos a partir de microrganismos vivos – como bactérias, fungos e vírus – ou de produtos naturais vegetais ou microbiológicos, os biopesticidas ajudam a controlar pragas e fortalecem a resiliência das plantas.

“À medida que cresce a demanda por proteção de cultivos mais inteligente e natural – e com a intensificação das restrições ao uso de pesticidas sintéticos –, a adoção dos biológicos vem se acelerando”, explica Priscila Castelani, diretora de Marketing e P&D para Soluções Agrícolas da Indovinya.

Desafios do mercado e soluções inovadoras

Segundo estudo da CropLife Brasil, o mercado global de bioinsumos pode atingir US$ 45 bilhões até 2032, com crescimento anual estimado entre 13% e 14%. Apesar da expansão, a formulação de biopesticidas ainda enfrenta dificuldades, como custos elevados, baixa estabilidade e sensibilidade a condições ambientais.

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A linha SURFOM® ETHOS atua como uma caixa de ferramentas personalizada, integrando química, biologia e experiência de campo para garantir formulações consistentes e robustas, superando desafios tanto no laboratório quanto no uso em plantações.

“Combinando ciência de formulação, microbiologia e aplicação prática, oferecemos tecnologias sustentáveis de alto desempenho e soluções inovadoras para o agronegócio”, afirma Priscila Castelani.

Infraestrutura de P&D para soluções personalizadas

A Indovinya mantém uma equipe especializada e infraestrutura avançada de Pesquisa & Desenvolvimento, incluindo laboratório biológico dedicado e equipamentos de aplicação, como a Câmara de Pulverização, que simula condições reais de campo para avaliar características de aplicação de forma precisa.

Essa estrutura permite co-criar soluções com clientes e parceiros, ajustando formulações a diferentes ingredientes ativos e métodos de aplicação, garantindo eficácia e sustentabilidade.

Participação na ABIM 2025

A Indovinya apresentará a linha SURFOM® ETHOS na ABIM 2025 (Annual Biocontrol Industry Meeting), de 20 a 22 de outubro, no Congress Center Basel, Suíça. No estande 188, a empresa mostrará suas inovações em biocontrole e discutirá estratégias personalizadas de formulação com profissionais do setor em busca de soluções agrícolas mais sustentáveis.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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