AGRONEGÓCIO

Índice de Xangai alcança maior patamar em quase 10 anos com impulso do setor imobiliário e de terras raras

Publicado em

Nesta segunda-feira (25), os mercados acionários da China e de Hong Kong fecharam em alta, impulsionados pelo desempenho dos setores imobiliário e de terras raras. O movimento reflete o ambiente de liquidez elevada que tem sustentado as valorizações recentes.

O índice de Xangai registrou alta de 1,51%, atingindo seu nível mais alto desde agosto de 2015. Desde as mínimas observadas em abril, o ganho acumulado já supera 25%.

CSI300 e Hang Seng apresentam valorização relevante

O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 2,08%, alcançando o maior patamar desde julho de 2022 e ultrapassando o pico intradiário de outubro do ano passado.

Em Hong Kong, o Hang Seng fechou com valorização de 1,94%, acompanhando o otimismo generalizado do mercado.

Volume de negócios indica entusiasmo dos investidores

O total negociado nas bolsas de Xangai e Shenzhen ultrapassou 3 trilhões de iuanes, marcando o segundo maior volume desde outubro do ano passado, período em que medidas de estímulo econômico impulsionaram fortemente as ações.

Leia Também:  Tilápia impulsiona 600 mil empregos e já representa 68% da produção aquícola no Brasil
Setor imobiliário lidera altas do dia

O segmento imobiliário registrou alta de 5% nesta segunda, após Xangai flexibilizar restrições à compra de imóveis. A incorporadora China Vanke atingiu o limite máximo de valorização permitido em um único pregão, 10%.

Terras raras avançam com novas medidas de controle

O setor de terras raras teve valorização de 6,5%, alcançando o maior nível desde o final de 2021. O avanço foi impulsionado por novas regras implementadas pelo governo chinês para reforçar o controle sobre a oferta desses minerais estratégicos.

Bolsas asiáticas registram desempenho positivo

Outras principais praças asiáticas também fecharam em alta:

  • Tóquio (Nikkei): +0,41%, a 42.807 pontos
  • Seul (Kospi): +1,30%, a 3.209 pontos
  • Taiwan (Taiex): +2,16%, a 24.277 pontos
  • Cingapura (Straits Times): +0,08%, a 4.256 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): +0,06%, a 8.972 pontos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações impulsionam demanda por algodão em MT, mesmo com queda na produção na safra 2025/26

Published

on

O mercado de algodão em Mato Grosso deve seguir sustentado pela demanda internacional na safra 2025/26. É o que aponta a nova atualização do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (4), que revisou os números de oferta e demanda da pluma no principal estado produtor do Brasil.

Segundo o levantamento, a oferta total de algodão foi estimada em 3,45 milhões de toneladas, representando uma queda de 3,92% em relação ao ciclo anterior. A retração está diretamente ligada à menor produção prevista para a temporada.

Produção de algodão recua, mas demanda avança

A produção de algodão em pluma em Mato Grosso foi projetada em 2,52 milhões de toneladas, o que representa uma queda significativa de 15,91% na comparação com a safra passada. Apesar desse cenário de menor oferta, a demanda segue em trajetória de crescimento.

O consumo total foi estimado em 2,69 milhões de toneladas, avanço de 1,02% frente à temporada anterior. Esse movimento reforça a resiliência do mercado, mesmo diante de uma produção mais enxuta.

Leia Também:  Semeadura da Safra 2023/24 da soja no Oeste da Bahia está na reta final
Exportações lideram crescimento da demanda

O principal fator de sustentação da demanda continua sendo o mercado externo. As exportações de algodão devem atingir 2,04 milhões de toneladas na safra 2025/26, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

O desempenho das vendas externas tem sido determinante para equilibrar o mercado e garantir o escoamento da produção, especialmente em um cenário de maior competitividade internacional.

Estoques finais caem com avanço das vendas

Com a combinação de menor produção e maior demanda, os estoques finais de algodão em Mato Grosso foram projetados em 762,92 mil toneladas, uma redução de 18,07% em relação ao ciclo anterior.

Do volume total previsto para estoque, cerca de 743,42 mil toneladas já foram comercializadas antecipadamente, mas devem ser embarcadas apenas ao longo do próximo ciclo comercial.

Mercado segue atento ao ritmo das exportações

O novo balanço do Imea reforça um cenário de ajuste no mercado de algodão, com menor disponibilidade interna e maior dependência do desempenho das exportações. A dinâmica internacional deve continuar sendo o principal vetor de sustentação dos preços e da liquidez no setor ao longo da safra 2025/26.

Leia Também:  Tilápia impulsiona 600 mil empregos e já representa 68% da produção aquícola no Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA