AGRONEGÓCIO

Índice de Preços Agropecuários recua 3% em junho, mas acumula alta de 18,4% no ano

Publicado em

Queda generalizada no mês de junho

O Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou uma redução nominal de 3% em junho, na comparação com o mês anterior. De acordo com o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), todos os grupos analisados apresentaram retração: o IPPA-Grãos caiu 2,1%, o IPPA-Pecuária recuou 1,6%, o IPPA-Hortifrutícolas teve baixa de 3,5%, e o IPPA-Cana-Café apresentou a maior queda, de 7,7%.

Comparação com o setor industrial e cenário internacional

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), também recuou, mas em menor intensidade: 2,3%. Isso demonstra que os preços agropecuários tiveram queda mais acentuada do que os industriais no Brasil.

Em nível global, as cotações internacionais dos alimentos convertidas para Reais caíram 3,7% em junho. Esse movimento foi influenciado tanto pela desvalorização do dólar frente ao real, que recuou 2,1%, quanto pela retração de 2,5% nos preços internacionais dos alimentos.

Leia Também:  Fertilizantes de solo desempenham um papel crucial na agricultura
Desempenho positivo no acumulado do ano

Apesar da retração em junho, o IPPA acumula alta expressiva de 18,4% nos seis primeiros meses de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Esse avanço foi puxado principalmente pelos grupos IPPA-Cana-Café, que subiu 32,6%, IPPA-Pecuária, com alta de 27,3%, e IPPA-Grãos, que cresceu 8,9%. Na contramão, o grupo IPPA-Hortifrutícolas teve queda de 12,4% no acumulado.

Enquanto isso, o IPA-OG-DI apresentou elevação de 5,6% no mesmo intervalo. Já os preços internacionais dos alimentos em Reais avançaram 9,8%, refletindo a valorização de 13,2% do dólar no período e um leve aumento de 0,2% nas cotações internacionais dos alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

Published

on

O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

Leia Também:  Prensa Artesanal Revoluciona Extração de Óleo de Andiroba

O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

Leia Também:  Comércio global perde força em 2026 e guerra no Oriente Médio amplia riscos, aponta OMC

Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA