AGRONEGÓCIO

Índice de Poder de Compra de Fertilizantes é divulgado na Expodireto Cotrijal 2024

Publicado em

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de fevereiro de 2024 fechou em 1.01, 6% acima do verificado no mês anterior e 2% acima do registrado no mesmo período do ano passado. A relação de troca dos principais produtos continua favorável. Durante o ciclo, houve queda de 2% na média de preços das commodities agrícolas e pequena redução de 0,2% nos preços dos fertilizantes, ambos considerados no cálculo do índice.

Em relação às commodities, a queda nos preços foi liderada pela soja com uma diminuição de cerca de 9% em relação ao mês anterior. À medida que a colheita avança no Brasil e surgem bons números na safra da Argentina, o mercado pressiona os preços e impede grandes recuperações. A produtividade média nas áreas colhidas tem surpreendido positivamente os produtores, contribuindo para o cenário de preços mais baixos. Além disso, a demanda chinesa pelo cereal está mais fraca do que o esperado, o que contribui para a queda. O preço do milho caiu cerca de 7% em relação a janeiro e, na medida que a safrinha brasileira é plantada, uma incógnita no momento é sobre qual área será de fato plantada, devido aos atrasos. O ideal é que a safrinha seja plantada até meados de março. As commodities que apresentaram leves aumentos em relação ao mês anterior foram o algodão (1%) e a cana (4%).

Leia Também:  Mutirão de Conciliação da Comarca de Nova Mutum atinge índice de 52% de acordo

Já nos fertilizantes, percebe-se uma queda do preço médio de 0.2%. Merece destaque a trajetória positiva observada em fevereiro nos movimentos de preço do potássio, marcando um período favorável para esse nutriente essencial em termos de relação de troca. A dinâmica do mercado demonstra resiliência, que é evidenciada pela retomada da demanda e que, por sua vez, tem provocado alguma correção nos preços atuais. Essas variações, cuidadosamente acompanhadas, oferecem uma visão mais abrangente para os interessados no setor, proporcionando uma visão mais estratégica do cenário atual e potenciais oportunidades futuras.

O IPCF também é ponderado pelo câmbio. A variação no dólar foi bem baixa, se mantendo praticamente estável de um mês para o outro, reagindo melhor em um cenário de menor risco global, mesmo com os conflitos geopolíticos se mantendo no radar mundial. O foco do mercado segue voltado à colheita da soja no Brasil, assim como a aproximação da etapa final em estados importantes, como Mato Grosso; e no plantio das safrinhas de algodão e milho.

Leia Também:  Local de prova do concurso unificado será divulgado hoje, às 10h

IPCF_MAR24

Entendendo o IPCF

O IPCF é divulgado mensalmente pela Mosaic Fertilizantes e consiste na relação entre indicadores de preços de fertilizantes e de commodities agrícolas. A metodologia consiste na comparação em relação à base de 2017, indicando que quanto menor a relação mais favorável o índice e melhor a relação de troca. O cálculo do IPCF leva em consideração as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.

Metodologia
  • *A fonte para o cálculo dos preços dos fertilizantes no porto brasileiro é a CRU, empresa de consultoria internacional. Já os preços das commodities são apurados pela média do mercado brasileiro, em dólar, calculados com base nas publicações feitas pela Agência Estado e CEPEA.
  • **O índice de preços de fertilizantes inclui os valores de MAP, SSP, Ureia e KCL ponderados pelas participações respectivas de seu uso no país. Já o das commodities inclui soja, milho, açúcar, etanol e algodão, ponderado pelo consumo de fertilizantes.
  • ***O índice é também ponderado pelo câmbio, considerado 70% dos fertilizantes (custo) e 85% das commodities (receita).
  • ****Culturas analisadas: soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão.
  • *****Dados referentes a fevereiro/2024.

Fonte: Mosaic Fertilizantes

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Câmbio favorece exportação e melhora competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional

Published

on

A valorização do dólar frente ao real tem contribuído para melhorar a paridade de exportação do arroz brasileiro, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional. Apesar disso, o mercado doméstico ainda opera com baixa liquidez e preços pressionados, em um cenário de negociações pontuais e seletivas.

Segundo análise da Safras & Mercado, o ambiente interno segue marcado por compradores atuando apenas para reposição imediata de estoques, enquanto vendedores mantêm postura cautelosa diante da volatilidade do mercado.

Liquidez reduzida limita recuperação mais forte dos preços

De acordo com o consultor Evandro Oliveira, o mercado doméstico de arroz continua apresentando baixa fluidez nas negociações, com pouca disposição dos agentes para volumes maiores.

No entanto, ele destaca que a menor necessidade de liquidação imediata de estoques por parte dos produtores reduziu a pressão vendedora, diminuindo a ocorrência de negócios em níveis mais depreciados, observados em meses anteriores.

Ao mesmo tempo, há sinais de leve aquecimento na demanda industrial, o que sugere um ambiente comercial um pouco mais ativo em comparação ao período entre abril e maio.

Leia Também:  Produtor brasileiro ganha tempo para adaptar cafeicultura à EUDR
Câmbio volta a favorecer exportações do arroz

O comportamento do câmbio passou a ser um fator de sustentação para o setor. Após operar próximo de R$ 5,00, o dólar voltou a se valorizar e chegou a flertar com a faixa de R$ 5,20, melhorando a competitividade do arroz brasileiro no mercado externo.

Esse movimento contribui diretamente para a paridade de exportação, ampliando o interesse de compradores internacionais e ajudando a equilibrar o cenário interno de preços.

Fundamentos globais indicam ajuste de oferta

No cenário internacional, os fundamentos do mercado de arroz seguem em processo de ajuste. O relatório mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou redução nas estimativas de área plantada, produção e estoques globais.

Apesar disso, o consumo mundial permanece em níveis historicamente elevados, enquanto o comércio internacional se mantém próximo de recordes, o que sustenta o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Nos Estados Unidos, os cortes foram ainda mais significativos, com redução da área cultivada, da produção e dos estoques finais. Há ainda expectativas de novas revisões para baixo na área destinada ao arroz longo fino, o que pode restringir a oferta exportável norte-americana.

Leia Também:  Prefeito e bancada federal alinham envio de emendas para Cuiabá
Preços do arroz seguem em queda no Rio Grande do Sul

No mercado físico brasileiro, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 58,63, queda de 0,27% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo foi de 2,01%, enquanto no acumulado anual a desvalorização já chega a 10,55%, refletindo a pressão persistente sobre os preços internos.

Setor aguarda reação mais consistente do mercado

Apesar da melhora na paridade de exportação e dos sinais de ajuste na oferta global, o mercado de arroz ainda opera sem uma recuperação consistente nas cotações internas. A expectativa dos agentes é de que o câmbio e a dinâmica internacional possam contribuir para maior equilíbrio nas próximas semanas.

Palavras-chave SEO: preço do arroz, mercado do arroz, arroz Rio Grande do Sul, exportação de arroz, câmbio arroz Brasil, cotação arroz RS, USDA arroz, agronegócio arroz, Safras & Mercado, setor arrozeiro Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA