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Índice CEAGESP Apresenta Queda de -8,02% em Julho

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O índice de preços CEAGESP registrou uma variação negativa de -8,02% em julho, contrastando com o -4,87% do mês anterior e o 0,88% do mesmo período do ano passado. Com esse resultado, o índice acumulou uma queda de -4,24% no ano e um aumento de 12,46% nos últimos 12 meses.

Essa diminuição nos preços é a terceira consecutiva, refletindo uma tendência de baixa em quase todos os setores analisados. Entre os principais fatores que contribuíram para essa redução estão:

  • Redução das Chuvas e Clima Amplo: A diminuição nas chuvas e o clima mais ameno beneficiaram a produção de leguminosas e hortaliças folhosas.
  • Início das Safras: A entrada de novas safras em regiões produtoras próximas a São Paulo impactou positivamente a oferta de produtos no Entreposto Terminal São Paulo (ETSP).
  • Férias Escolares: A diminuição na demanda durante o período de férias escolares também contribuiu para a queda nos preços.
Destaque do Setor de Legumes

O setor de Legumes foi o que apresentou a maior queda de preços, com uma variação de -26,22%, em comparação ao -3,47% do mês anterior. Em relação ao ano anterior, a variação foi de -2,70%. O setor fechou o mês com um acumulado de -14,90% no ano e -4,00% nos últimos 12 meses. Dos 32 itens cotados, 81% mostraram redução de preço. Entre os destaques de queda estão a cenoura (-45,92%), o chuchu (-44,65%) e os tomates Carmem e pizzad’oro (-41,94% e -41,45%, respectivamente).

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A cenoura, por exemplo, registrou um preço médio de R$ 2,05/kg no mercado atacadista, enquanto o chuchu foi cotado a R$ 1,47/kg e os tomates Carmem e pizzad’oro a R$ 2,65/kg e R$ 2,93/kg, respectivamente.

Outros Setores
  • Frutas: O setor de Frutas apresentou uma variação de -1,71%, melhorando em relação ao -5,90% do mês anterior. Os preços de melão amarelo e mamões, por exemplo, tiveram quedas significativas, enquanto itens como abacate e carambola tiveram aumentos notáveis.
  • Verduras: O setor de Verduras registrou uma variação de -16,12%, frente a -3,32% no mês anterior. A oferta aumentada e a demanda reduzida durante as férias escolares contribuíram para a baixa nos preços, como observado em produtos como a couve manteiga e o repolho liso.
  • Diversos: Este setor variou -6,10%, em comparação ao -2,51% do mês anterior. A safra em regiões próximas a São Paulo impactou a redução nos preços de batata lavada e cebola nacional.
  • Pescados: O setor de Pescados foi o único a registrar uma variação positiva de 1,31%, devido à redução nos estoques de sardinha e tainha, resultando em aumento nos preços desses produtos.
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Em resumo, o mês de julho foi marcado por uma queda geral nos preços, com exceção do setor de Pescados, e a maior redução foi observada no setor de Legumes, refletindo as condições climáticas e mudanças na oferta e demanda.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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