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Índia se prepara para uma queda de 8% na produção de açúcar, prevê associação

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A produção de açúcar da Índia provavelmente cairá 8%, para 33,7 milhões de toneladas métricas no ano comercial de 2023/24, que começou em 1º de outubro, disse um importante órgão comercial na terça-feira, já que a redução das chuvas nos principais Estados produtores pode prejudicar a safra de cana.

A menor produção de açúcar poderia levar o segundo maior produtor mundial de adoçante a não alocar cotas de exportação e apoiar os preços globais, que estão sendo negociados perto de máximas de vários anos.

“A produção de açúcar para 2023/24 sem considerar o desvio para o etanol foi estimada em cerca de 33,7 milhões de toneladas, contra 36,6 toneladas estimadas para 2022/23”, disse a Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) em um comunicado.

Em agosto, a ISMA havia previsto uma produção de açúcar de 36,2 milhões de toneladas na atual temporada.

O órgão comercial não forneceu uma estimativa para a produção líquida de açúcar após o desvio da sacarose para a produção de etanol, mas afirmou que a produção excederia o consumo anual do país de 27,85 milhões de toneladas.

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O desvio de açúcar para o etanol será estimado somente depois que o governo declarar o preço anual de aquisição do etanol, disse a ISMA.

As usinas de açúcar desviaram 4,1 milhões de toneladas de açúcar equivalente para a produção de etanol no último ano de comercialização e a alocação semelhante poderia reduzir a produção da nova temporada para 29,6 milhões de toneladas, disse um negociante de Mumbai de uma casa de comércio global.

“O impacto do clima seco em Maharashtra e Karnataka é bastante evidente agora. Não haverá excedente suficiente para as exportações, e é improvável que o governo aloque cotas de exportação”, disse o negociante.

Fontes do governo disseram à Reuters em agosto que o país do sul da Ásia proibiria as usinas de exportar açúcar na temporada que começou em outubro, interrompendo os embarques pela primeira vez em sete anos, já que a falta de chuva reduziu a produção de cana.

Na última temporada, que terminou em 30 de setembro, a Índia permitiu que as usinas exportassem apenas 6,2 milhões de toneladas métricas de açúcar, depois de permitir que elas vendessem um recorde de 11,1 milhões de toneladas em 2021/22.

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No início deste mês, a Índia estendeu sua restrição às exportações de açúcar para além de outubro.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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