AGRONEGÓCIO

Incertezas em relação à Reforma Tributária está afetando o agronegócio, diz presidente do IA

Publicado em

A incerteza em relação à Reforma Tributária está afetando o setor agropecuário. As alíquotas de impostos para produtos da cesta básica apresentam uma variação significativa, oscilando entre 60% e 100%.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, essa incertezas em relação à Reforma Tributária está afetando seriamente o setor agropecuário.

“É crucial que tenhamos clareza e estabilidade no que diz respeito à Reforma Tributária. As incertezas em torno das alíquotas dos produtos da cesta básica e a complexidade do sistema tributário atual estão afetando de forma significativa o setor agropecuário. Precisamos de regras claras e consistentes para garantir a sustentabilidade do agronegócio e proteger o acesso da população a alimentos essenciais. É fundamental que as discussões em curso levem em consideração as necessidades e especificidades do nosso setor”, comentou Isan.

De acordo com um estudo da FGV, caso as alíquotas não sejam mantidas em zero para produtos da cesta básica, isso poderá resultar em um aumento nos preços de produtos essenciais para a população, impactando negativamente o consumo.

Por essa razão, representantes do setor agropecuário defendem a manutenção das reduções tributárias, com a sugestão de elevar as alíquotas de 60% para 80% e ampliar a lista de produtos considerados como cesta básica.

Leia Também:  Exportações de carne de frango atingem 482 mil toneladas em setembro com África do Sul como principal destino

Em comparação com outros países, onde o tempo médio de conformidade tributária é de 240 horas, no Brasil, esse processo é muito mais complexo, demandando 1.898 horas, devido à intricada estrutura tributária e às obrigações acessórias.

A simplificação do sistema tributário em um imposto único é considerada fundamental, porém, as incertezas em torno da Reforma Tributária e seu impacto no agronegócio e nos investimentos são temas de discussão entre especialistas.

“As alíquotas para os produtos da cesta básica precisam ser definidas com cuidado, de modo a não impactar negativamente o consumo de itens essenciais, prejudicando a população em geral e o agronegócio que é o grande motor econômico desse país”, frisou o presidente do IA.

As alíquotas de impostos para produtos da cesta básica variam entre 60% e 100%. Produtos agropecuários, agrícolas, pesqueiros e florestais estão sujeitos a uma alíquota de 60%, enquanto os hortifrutigranjeiros enfrentam uma alíquota de 100%.

Leia Também:  Preços da Cesta Básica Sobem em Dezembro em Diversas Capitais; Rio de Janeiro Mantém Maior Custo

Os regimes diferenciados para biocombustíveis permanecerão conforme estabelecido pela Constituição Federal. Produtores rurais, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, terão a opção de aderir ao CBS ou ao IBS, ou optar por não aderir a nenhum deles. Aqueles com receita anual inferior a R$ 3,6 milhões permitirão que seus compradores possam receber créditos relacionados a esses impostos.

“A classificação dos alimentos que compõem a cesta básica ainda não está completamente definida. Há até mesmo discussões sobre a possibilidade de criar duas categorias distintas para a cesta básica, uma com alíquota zero e outra com reduções, que seriam aplicadas a itens considerados essenciais e flexíveis. No entanto, os detalhes sobre quais produtos se enquadram em cada categoria ainda não estão claros e essa indefinição é prejudicial para todos”, completou Isan Rezende.

Já aprovado na Câmara dos Deputados, o projeto de reforma tributária começa a ser discutido e votado na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na próxima terça-feira (07.11).

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Noite fria em Cuiabá tem ação solidária com entrega de alimentos e cobertores

Published

on

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, realizou mais uma ação de assistência às pessoas em situação de rua, com a distribuição de 200 marmitas quentes e 200 cobertores no Beco do Candeeiro e no bairro Porto. A iniciativa contou com a participação da Defesa Civil de Cuiabá, na noite desta sexta-feira (3).

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, a ação integra as medidas de proteção social intensificadas durante o período de baixas temperaturas na capital. “Entregamos 200 marmitas quentes e 200 cobertores para aquecer quem mais precisa em mais uma noite fria em Cuiabá”, destacou a secretária.

Na semana anterior, a Secretaria já havia promovido uma ação semelhante no bairro Porto, com a distribuição de 200 marmitas e 100 cobertores. A continuidade das ações reforça o compromisso da administração municipal com o atendimento à população em situação de rua, especialmente durante o período de temperaturas mais baixas.

Leia Também:  Justiça Argentina suspende reforma trabalhista de Milei

Além desse atendimento, a Secretaria ampliou a distribuição de cobertores para famílias acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), fortalecendo a rede de proteção social e garantindo apoio às famílias em maior situação de vulnerabilidade.

No fim de junho, a Pasta também participou da ação “COMPOD pela Vida”, que atendeu cerca de 300 pessoas e ofertou 1.867 serviços. A iniciativa reforçou o trabalho contínuo da rede socioassistencial do município, que atua diariamente no acolhimento, na assistência e na garantia de direitos das pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA