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Inadimplência dispara, supera R$ 205 bilhões e acende alerta no agronegócio

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O avanço da inadimplência rural começou a expor uma das maiores crises financeiras já enfrentadas pelo agronegócio brasileiro nos últimos anos. Dados do Banco Central mostram que o índice de atraso entre produtores rurais pessoas físicas saltou de 2,7% para 7,3% em apenas um ano. Na prática, isso significa mais de R$ 205 bilhões em operações rurais com parcelas em atraso, considerando câmbio médio de R$ 5 por dólar e o crescimento das dívidas contratadas com juros de mercado.

O problema se agravou após uma combinação considerada explosiva para o caixa do produtor: queda nos preços das commodities desde 2022, custos de produção ainda elevados e taxa Selic mantida em 15% ao ano. Em operações contratadas fora das linhas subsidiadas, a inadimplência já alcança 13,5%, pressionando principalmente médios produtores de soja, milho e pecuária.

Nos bastidores do setor, bancos, cooperativas e tradings passaram a conviver com um cenário que até poucos anos atrás parecia improvável: produtores que sempre conseguiram honrar compromissos, investir em tecnologia e ampliar a produção agora enfrentam dificuldade para fechar as contas. Em muitas propriedades, a renda da safra já não acompanha o aumento dos custos, e a dívida que antes parecia controlada começou a crescer rapidamente.

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Especialistas em crédito rural afirmam que muitos produtores acabam agravando a crise ao aceitar renegociações sem avaliar o impacto real das novas condições. Em diversos casos, a dívida apenas muda de prazo, mas continua crescendo devido aos juros elevados e às novas garantias exigidas pelas instituições financeiras.

O principal risco hoje envolve operações com alienação fiduciária de imóveis rurais. Nesse modelo, bastante utilizado nas renegociações recentes, a propriedade passa a ficar vinculada diretamente ao banco. Em caso de inadimplência, o produtor pode perder a terra por via extrajudicial, em um processo muito mais rápido que as execuções tradicionais.

O aumento das dificuldades financeiras também provocou explosão nos pedidos de recuperação judicial no agro após a aprovação da Lei 14.112, que ampliou o acesso do produtor rural ao mecanismo.

Levantamentos do setor mostram que os pedidos saltaram de menos de 100 casos em 2021 para quase 2 mil em 2025, movimento que levou o próprio Conselho Nacional de Justiça a endurecer as regras neste ano, exigindo comprovação detalhada da atividade rural, documentos contábeis e possibilidade de perícia técnica nas propriedades.

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Ao mesmo tempo, programas de renegociação começam a ganhar espaço. O Banco do Brasil lançou linhas de reorganização de dívidas com prazo ampliado e carência, enquanto produtores tentam recorrer a mecanismos previstos no Manual de Crédito Rural para prorrogação de parcelas em casos de quebra de safra, dificuldade de comercialização ou frustração de receita.

No campo, porém, o sentimento predominante ainda é de insegurança. Com juros elevados, margens mais apertadas e aumento da pressão bancária, cresce entre produtores o receio de que a crise financeira avance sobre patrimônios construídos ao longo de décadas.

A avaliação de consultores do setor é que 2026 pode marcar uma virada decisiva para o crédito rural brasileiro: ou o mercado encontra soluções sustentáveis de renegociação, ou o agro poderá entrar em um ciclo mais amplo de descapitalização e concentração de terras.

A edição de abril da Revista Pensar agro trouxe uma análise aprofundada do endividamento rural. 

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Fonte: Pensar Agro

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Sorp celebra Mês das Mães com café da manhã especial para servidoras

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A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp) promoveu, na manhã desta quinta-feira (15), um café da manhã especial em homenagem ao Mês das Mães. Ao todo, 60 servidoras da Sorp e do Procon Municipal de Cuiabá participaram da celebração realizada no auditório da Pasta.

A homenagem alusiva ao Dia das Mães, celebrado no segundo domingo de maio, reuniu a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, o secretário adjunto, Robson Pereira dos Santos, diretoras, fiscais e demais servidoras em um momento de integração, reconhecimento e valorização. As homenageadas também prestigiaram a apresentação musical do projeto Cuiabá Sonoro, iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura.

Durante o encontro, a secretária Juliana parabenizou todas as mães da secretaria e também de Cuiabá. Segundo ela, o gesto de carinho representa um reconhecimento àquelas que merecem respeito e admiração. “É uma forma de valorizar essas mulheres que desempenham com dedicação tanto o papel profissional quanto o papel de mãe, contribuindo diariamente para uma cidade mais organizada e humana”, destacou.

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O evento contou ainda com palestra ministrada pela mestre Janaina Gomes dos Santos, que abordou os desafios de conciliar a maternidade com a vida profissional. A especialista destacou a importância do autocuidado. Ela reforçou a necessidade de as mães se priorizarem, cuidando da saúde física e mental, praticando atividades físicas e reservando tempo para o lazer. “Cuidar de si é fundamental para conseguir exercer a maternidade de forma mais equilibrada e saudável”, pontuou Janaina Gomes.

A agente de regulação e fiscalização, Andrea Gama também compartilhou seu sentimento sobre a data e a experiência de ser mãe. Em um relato emocionante, ela falou sobre a saudade da mãe e sobre a realização de viver a maternidade. “O Dia das Mães é muito importante. É um dia que me remete ao colo da minha mãe, à saudade dela, porque ela já não está mais entre nós. Eu sempre quis ser mãe. Tive cinco gestações e tenho uma filha viva, que é o meu tesouro. Ser mãe para mim é maravilhoso, não tem palavras para descrever o quanto é bom sentir a barriga crescer, ter o filho nos braços, amamentar. É uma coisa divina”, declarou Andrea.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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