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Importação de óleo de palma pela Índia sobe 22% em novembro com preços mais baixos

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As importações de óleo de palma pela Índia em novembro aumentaram mais de um quinto em relação ao mês anterior, uma vez que as refinarias favoreceram o produto devido aos grandes descontos em comparação com os concorrentes óleo de soja e óleo de girassol, disseram cinco negociantes à Reuters nesta segunda-feira.

O aumento das compras pelo maior importador mundial de óleos vegetais pode ajudar a reduzir os estoques de óleo de palma nos principais produtores, Indonésia e Malásia, e apoiar os futuros de referência.

As importações de óleo de palma pela Índia em novembro aumentaram 22% em relação ao mês anterior, atingindo 867.000 toneladas, o maior volume em três meses, segundo estimativas dos negociantes.

O desconto do óleo de palma em relação ao óleo de soja e ao óleo de girassol tem se ampliado nas últimas semanas, incentivando as refinarias a mudar para o óleo de palma, disse Sandeep Bajoria, CEO do Sunvin Group, uma corretora de óleos vegetais.

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O aumento das importações de óleo de palma elevou o total das importações de óleos comestíveis da Índia em novembro para 1,13 milhão de toneladas, um aumento de 13% em relação ao mês anterior, segundo os negociantes.

Os estoques de óleo comestível no país subiram para perto de um recorde, levando as refinarias a liquidar os estoques portuários antes de fazer novos pedidos, disse Rajesh Patel, sócio-gerente da corretora e comerciante de óleo comestível GGN Research.

Os estoques domésticos de óleo vegetal saltaram para 3,1 milhões de toneladas em 1º de novembro, em comparação com 2,45 milhões no ano anterior, informou a Associação de Extratores de Solventes da Índia (SEA), que provavelmente publicará seus dados sobre as importações de novembro em meados de dezembro.

As importações de óleo de soja em novembro aumentaram 7% em relação ao mês anterior, para 145.000 toneladas, mas muito abaixo da média de importações de 306.000 toneladas no último ano comercial, estimaram os comerciantes.

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As importações de óleo de soja vêm caindo nos últimos dois meses devido às margens negativas de refino, a seu elevado prêmio sobre os óleos rivais e ao aumento dos suprimentos locais, disse Vipin Gupta, CEO da Glentech Group, uma comercializadora com sede em Dubai.

As importações de óleo de girassol caíram 21%, ficando em 122.000 toneladas, o menor volume em 17 meses, segundo os negociantes.

A Índia compra óleo de palma principalmente da Indonésia, Malásia e Tailândia, enquanto importa óleo de soja e óleo de girassol da Argentina, Brasil, Rússia e Ucrânia.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Vazio sanitário na suinocultura reforça biosseguridade e melhora desempenho produtivo das granjas

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A adoção de protocolos rigorosos de biosseguridade nas granjas foi um dos principais temas debatidos durante a 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos, realizada em 17 de abril no Centro Municipal de Eventos, em São Paulo. O encontro reuniu produtores, técnicos e especialistas da cadeia produtiva para discutir inovações e boas práticas na suinocultura e avicultura.

Biosseguridade é fator decisivo na suinocultura moderna

Durante o evento, o especialista em sanidade da Topigs Norsvin, Tarcísio Vasconcelos, destacou a importância do manejo sanitário adequado entre os ciclos de produção como pilar essencial para a eficiência produtiva.

Segundo ele, o vazio sanitário — período em que as instalações permanecem sem animais após a saída de um lote — é uma etapa estratégica no controle de doenças e na manutenção da saúde dos plantéis.

“O encontro reforça a importância da adoção de tecnologias e da troca de experiências reais do campo, que ajudam a manter a atualização constante sobre práticas fundamentais no dia a dia do agronegócio”, afirmou o especialista.

Limpeza e desinfecção são etapas críticas entre lotes

Vasconcelos participou de uma mesa redonda dedicada ao preparo das instalações antes do alojamento de novos lotes. Ele enfatizou que os procedimentos de limpeza e desinfecção dos barracões são determinantes para o sucesso do ciclo produtivo.

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A correta execução dessas etapas reduz a pressão de agentes patogênicos e contribui diretamente para a biosseguridade das granjas, impactando o desempenho zootécnico e a eficiência dos sistemas de produção.

Vazio sanitário garante maior segurança e produtividade

De acordo com o especialista, o vazio sanitário não deve ser visto apenas como uma pausa operacional, mas como uma ferramenta estratégica de controle sanitário.

Esse intervalo permite a quebra do ciclo de transmissão de doenças, reduz riscos sanitários e melhora as condições para o alojamento de novos animais, refletindo em maior desempenho produtivo e estabilidade dos resultados.

Evento reuniu cadeia produtiva e debateu inovação no campo

A programação da 4ª Feira AgroExperts Boituva Aves e Suínos abordou temas como políticas públicas para o setor, controle de doenças virais e modernização das estruturas produtivas.

O evento contou com entrada gratuita e foi promovido pela consultoria AgroExperts, com apoio do Sistema FAESP/SENAR, do Sindicato Rural de Boituva, da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), da Prefeitura Municipal e da Associação Paulista de Avicultura (APA).

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, tecnologia e campo para o fortalecimento da suinocultura brasileira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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