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Importação de Borracha Natural Atinge US$ 1,8 Bilhão em 2024 com Perspectivas Positivas para o Futuro

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As importações de borracha natural, um insumo essencial para diversos setores da economia brasileira, alcançaram a marca de US$ 1,8 bilhão em 2024. Esse dado foi revelado em um estudo da Vixtra, fintech especializada em soluções para importadores, com base em informações da Secretaria do Comércio Exterior (SECEX).

Após um aumento significativo nas importações de borracha em abril, impulsionado pela queda acentuada do preço por quilograma, houve uma retração nas compras em maio. Esse movimento foi atribuído ao grande volume adquirido anteriormente, o que resultou em acúmulo de estoque e, consequentemente, na redução da necessidade de novas aquisições.

A borracha é um material de ampla aplicabilidade em vários setores econômicos, tornando-se indispensável para o mercado brasileiro. Na indústria automobilística, é utilizada na fabricação de pneus e componentes diversos. No setor agrícola, é crucial para a produção de máquinas e sistemas de irrigação. Na construção civil, a borracha é empregada em pisos, isolamentos e vedações, garantindo durabilidade. Além disso, no campo da saúde, é fundamental na produção de luvas, seringas e tubos, assegurando a segurança e a funcionalidade dos produtos médicos.

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De acordo com o estudo da Vixtra, espera-se que as importações de borracha em junho alcancem aproximadamente US$ 384 milhões, representando um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os estados que mais importam, destacam-se Santa Catarina, com 35% do total, seguido por São Paulo, com 19%, e Paraná, com 9%.

A expectativa para os próximos meses é positiva, especialmente com a estabilização dos preços por quilograma, que estão mais baixos em comparação ao ano anterior. “Outro fator que deve estimular o aumento das importações ao longo do ano é a crescente demanda da indústria automobilística nacional, impulsionada especialmente pela produção de veículos elétricos”, destaca Leonardo Baltieri, CEO da Vixtra.

Com o avanço da tecnologia e a transição para fontes de energia mais sustentáveis, a demanda por pneus e componentes específicos de borracha para veículos elétricos está crescendo rapidamente. De janeiro a maio de 2024, o valor das importações de carros elétricos aumentou 767% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Em resumo, a borracha continua sendo um recurso vital para o desenvolvimento industrial e tecnológico do Brasil. A estabilidade dos preços e a crescente demanda no segmento de veículos elétricos indicam um cenário favorável para as importações nos próximos meses, garantindo o suprimento contínuo desse insumo crucial para a economia nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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