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Preço da laranja continua caindo, mas processamento pode ganhar ritmo em maio

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O levantamento do Cepea indica que os preços da laranja continuam em queda no mercado in natura, afetados pela redução da demanda e pelo aumento da oferta de frutas precoces e tangerina poncã. Na média parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), o preço da laranja pera na árvore está em R$ 83,52 por caixa de 40,8 kg, uma queda de 0,79% em relação ao período anterior. No mês de abril, a média do preço da laranja pera in natura foi de R$ 91,28 por caixa, representando uma redução de 3% em comparação com março.

Segundo pesquisadores do Cepea, a intensificação do processamento de laranjas da safra 2024/25 em maio pode suavizar essa tendência de queda nos preços, já que os produtores terão a indústria como alternativa para escoar a produção. No entanto, a entrada mais significativa da safra de tangerina poncã e as possíveis temperaturas mais baixas do outono podem enfraquecer a demanda por laranjas durante o mês de maio.

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A combinação de menor demanda e maior oferta cria um cenário desafiador para os produtores de laranja, que precisam encontrar novas estratégias para manter a rentabilidade. O aumento no ritmo do processamento pode ser uma solução para evitar uma queda acentuada nos preços, proporcionando um caminho alternativo para a comercialização das frutas.

Os pesquisadores do Cepea recomendam que os produtores fiquem atentos ao mercado, acompanhando as tendências e procurando oportunidades para diversificar a distribuição de suas colheitas. Com as oscilações nos preços e a variação na demanda, uma estratégia flexível pode ser a chave para atravessar este período de incertezas no setor citrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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