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Impactos do Veto à Isenção Fiscal de FIIs e Fiagros: Repercussões no Mercado Imobiliário e do Agronegócio

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O recente veto à isenção da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) para Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e Fundos de Investimento na Cadeia Produtiva do Agronegócio (Fiagros) gerou ampla repercussão no mercado financeiro. A decisão do governo, fundamentada na falta de respaldo constitucional para benefícios fiscais setoriais, conforme a Emenda Constitucional 132/2023, tem gerado debates sobre os impactos no setor. Embora o governo defenda a medida como uma forma de evitar privilégios fiscais e aumentar a arrecadação, especialistas alertam para os efeitos adversos que podem desestimular investimentos e prejudicar áreas essenciais da economia.

O Veto e Seus Efeitos no Mercado Financeiro

A decisão de vetar a isenção fiscal para FIIs e Fiagros altera a estrutura tributária desses fundos, que até então eram tributados apenas nos dividendos pagos às pessoas jurídicas e nos ganhos de capital obtidos na venda de cotas. Com o veto, os fundos passam a ser tributados diretamente pelos novos tributos, o que pode reduzir a rentabilidade dos investimentos e afastar potenciais investidores. De acordo com Veridiana Selmi, Gerente de Inteligência Tributária da Synchro, a medida modifica a dinâmica tributária e pode prejudicar a captação de recursos essenciais para os setores imobiliário e agropecuário.

“O veto impacta diretamente a estrutura dos FIIs e Fiagros, que perdem o tratamento fiscal diferenciado já consolidado, tornando-se contribuintes diretos dos novos tributos. Essa mudança pode diminuir a competitividade desses fundos no mercado”, afirma Selmi. Ela ressalta que, caso o veto seja mantido, o volume de recursos destinados a esses setores pode sofrer retração, uma vez que o aumento nos custos operacionais pode afastar os investidores.

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A Resposta do Governo e Possíveis Alternativas

Embora o governo tenha defendido o veto como uma forma de aumentar a arrecadação, a especialista aponta que a medida pode ter o efeito contrário. Se os investidores migrarem para outras opções de investimento, a base tributável dos fundos pode diminuir, frustrando a expectativa de aumento de arrecadação. Em contrapartida, a Lei Complementar nº 214/2025 prevê uma redução de 70% na alíquota do IBS e da CBS sobre aluguéis, o que poderia amenizar o impacto para alguns FIIs, especialmente os focados na locação de imóveis. No entanto, esse benefício não se aplica a todas as operações dos fundos, o que gera incertezas sobre sua implementação prática.

Reações do Mercado e Preparação para o Novo Cenário

Para lidar com os novos desafios impostos pela tributação, especialistas recomendam que gestores e investidores reavaliem suas estratégias. A diversificação das carteiras e a revisão das estruturas de financiamento emergem como alternativas para mitigar os impactos da nova tributação. “O setor imobiliário e o agronegócio precisarão repensar suas estruturas de financiamento e buscar soluções para minimizar os custos adicionais gerados pela nova tributação”, afirma Selmi.

Além disso, as discussões sobre o veto seguem no Congresso Nacional, onde há uma forte mobilização para contestar a decisão presidencial. Caso o Congresso decida derrubar o veto, o regime fiscal diferenciado poderá ser restaurado, o que traria maior previsibilidade ao mercado.

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Perspectivas a Longo Prazo

FIIs e Fiagros experimentaram um crescimento considerável nos últimos anos, impulsionados pela entrada de investidores pessoas físicas e pelo aumento da capitalização privada nos setores imobiliário e agropecuário. O novo regime tributário, no entanto, pode desacelerar esse crescimento. Se o veto for mantido, os setores impactados poderão enfrentar uma redução no volume de novos investimentos, o que afetaria a captação de recursos e a criação de novos projetos.

O Futuro dos FIIs e Fiagros no Brasil

A decisão do Congresso Nacional será determinante para o futuro dos FIIs e Fiagros no Brasil. Caso o veto seja derrubado, o regime fiscal diferenciado poderá ser restaurado, trazendo mais segurança para investidores e empresas. Se mantido, os setores afetados precisarão se adaptar a um novo modelo tributário, o que poderá exigir reconfiguração de estratégias e estruturação de fundos.

Em meio a essas incertezas, Veridiana Selmi aconselha que gestores e investidores adotem um planejamento tributário estratégico e acompanhem de perto as discussões legislativas, já que qualquer mudança na tributação poderá ter impactos significativos no mercado financeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custos de produção agrícola nos EUA devem atingir novos recordes em 2027 e pressionam rentabilidade do setor

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas dos Estados Unidos deverão alcançar novos patamares históricos na safra de 2027, reforçando a pressão sobre a rentabilidade dos produtores. A projeção é da AMR Business Intelligence, com base nas estimativas mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Embora exista expectativa de alguma redução nos preços de combustíveis e fertilizantes nos próximos ciclos, a tendência é que esse alívio seja insuficiente para conter o avanço das despesas totais das propriedades rurais. O aumento dos custos deverá ser impulsionado principalmente por sementes, defensivos agrícolas, manutenção de equipamentos, mão de obra, maquinário e arrendamento de terras.

Arroz, milho, soja e algodão lideram alta dos custos

As estimativas indicam que o arroz continuará entre as culturas com maior custo de produção, alcançando US$ 1.427 por acre, o equivalente a aproximadamente US$ 3.526 por hectare em 2027.

Na sequência aparecem:

  • Amendoim: US$ 1.248 por acre;
  • Algodão: US$ 1.001 por acre;
  • Milho: US$ 952 por acre.

As projeções também mostram que soja, sorgo e trigo deverão registrar os maiores custos de produção da série histórica, refletindo o aumento contínuo das despesas operacionais nas principais cadeias agrícolas norte-americanas.

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Combustíveis e fertilizantes pressionam a safra de 2026

Na safra de 2026, os maiores reajustes continuam concentrados nos gastos com combustíveis, lubrificantes, eletricidade e fertilizantes.

Segundo a análise, as despesas com energia cresceram até 41% na produção de sorgo e mais de 34% nas lavouras de milho, trigo e arroz. Já os custos com fertilizantes avançaram entre 9% e 13%, influenciados pela volatilidade dos mercados de energia e pelos impactos logísticos provocados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar de pequenas reduções observadas nos preços de sementes e defensivos agrícolas, esses recuos não foram suficientes para compensar o aumento registrado nas demais categorias de custos.

Produtores enfrentam dificuldades para investir na produção

O cenário também evidencia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos agricultores norte-americanos. Pesquisa realizada pela American Farm Bureau Federation com mais de 5.700 produtores revelou que cerca de 70% deles não conseguiram adquirir todo o volume de fertilizantes considerado necessário para a safra de 2026.

A limitação no acesso aos insumos essenciais pode comprometer a produtividade das lavouras e ampliar os desafios de rentabilidade em um ambiente de custos elevados e margens cada vez mais estreitas.

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Custos mais que dobraram em duas décadas

A evolução dos custos agrícolas mostra uma escalada consistente desde 2005. De acordo com o levantamento, as despesas de produção mais do que dobraram em diversas culturas ao longo dos últimos 20 anos.

Os maiores aumentos acumulados foram registrados em:

  • Soja: alta de 165%;
  • Milho: aumento de 146%;
  • Trigo: crescimento de 106%;
  • Arroz: avanço de 103%.

Diante desse cenário, cresce a pressão do setor produtivo por medidas de apoio, incluindo a aprovação de uma nova Farm Bill, a manutenção da autorização anual para comercialização da gasolina com etanol E15 e novos programas de assistência aos produtores.

A próxima atualização das estimativas oficiais de custos agrícolas nos Estados Unidos está prevista para novembro e deverá servir como novo indicador para as perspectivas da safra de 2027.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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