AGRONEGÓCIO

Imersão empreendedora capacita mais 30 mulheres em programação especial ao Dia da Mulher

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Depois de uma semana de conteúdo distribuído em cinco cursos da imersão empreendedora, 30 mulheres estão mais preparadas e seguras para iniciar o próprio negócio e, para as que já são empreendedoras, desenvolver novas habilidades para ampliar a presença no mercado. A iniciativa foi conduzida pela Secretaria Municipal da Mulher entre os dias 9 e 13 de março, todos os dias, das 13h30 às 17h, na sede da Secretaria Municipal da Mulher, como parte da programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8, com a proposta de que cada vez mais mulheres possam desenvolver seus projetos com autonomia.

Outros eventos estão previstos para o mês, entre eles, nesta segunda-feira (16), palestra no Centro de Reabilitação do Planalto, das 8h às 12h, e no dia 18, na Praça Alencastro, das 8h às 16h, juntamente com a Rede de Enfrentamento à Violência e parceiros.

“O mais legal desse curso de Imersão Empreendedora para mulheres, organizado pela Secretaria da Mulher, é justamente a troca. Nós, mulheres, precisamos nos ajudar e não somos concorrentes umas das outras. Precisamos dessa rede de apoio ao empreendedorismo”, pontuou a advogada e contadora Ivana Borges.

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Francisca Cardoso é especialista em confecções de laços para cabelos e participou com o objetivo de ampliar o negócio. “Já fizemos vários cursos aqui pela Secretaria da Mulher, que valorizou muito nosso potencial, abrindo um grande leque de oportunidades e muita economia. Não foi diferente nessa Imersão Empreendedora, que trouxe um vasto conhecimento com cursos muito proveitosos e abriu meu entendimento para novas oportunidades no meu empreendimento”, frisou.

Entre as palestrantes estava Carla Monique, que ministrou o curso de vendas, atendimento e Inteligência Artificial, e ressaltou a experiência vivenciada. “São mulheres que estão iniciando na jornada empreendedora. Falamos sobre como vender o produto, o serviço e usar a Inteligência Artificial nos negócios para geração de demanda e otimização de processos. Foi um prazer ministrar o curso. Conheci histórias diferentes, onde elas compartilharam desafios e eu também pude compartilhar meus conhecimentos para que consigam alavancar os negócios”, explicou.

“Nosso objetivo foi justamente mostrar que elas são capazes de iniciar ou expandir seus próprios negócios com autonomia e segurança. A Secretaria Municipal da Mulher tem trabalhado para criar oportunidades reais de desenvolvimento, e iniciativas como essa reforçam o compromisso de apoiar cada vez mais mulheres a conquistarem espaço no mercado e transformarem ideias em empreendimentos de sucesso”, declarou a secretária da Mulher, tenente-coronel Hadassah Suzannah.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e abre mercado para agro brasileiro, com desafios distintos para café e frutas

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Após mais de duas décadas de negociações, o acordo entre Mercosul e União Europeia inicia uma nova fase com a entrada em vigor do chamado Acordo Interino de Comércio, marcando a abertura gradual do mercado europeu para produtos do agronegócio brasileiro. A partir de 1º de maio, o foco recai sobre o Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem a necessidade de aprovação pelos parlamentos dos 27 países do bloco europeu.

O movimento representa uma janela relevante de oportunidades para o Brasil, mas com impactos distintos entre setores. Enquanto o café solúvel avança de forma mais gradual e sob forte pressão regulatória, o segmento de frutas tende a capturar benefícios mais rapidamente, embora ainda enfrente desafios logísticos e sanitários.

Acesso ampliado, mas condicionado à sustentabilidade

A abertura tarifária não garante, por si só, o aumento das exportações. Especialistas destacam que o acesso ao mercado europeu dependerá do cumprimento de exigências ambientais rigorosas, especialmente ligadas ao Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Nesse cenário, produtores brasileiros precisarão comprovar, de forma estruturada, a rastreabilidade e a sustentabilidade de suas cadeias produtivas. A adaptação a essas regras deve ser um dos principais desafios no curto prazo, sobretudo para o setor cafeeiro.

Café solúvel: recuperação gradual e exigências mais rígidas

No caso do café solúvel, o acordo prevê redução tarifária progressiva ao longo de quatro anos. Já na fase inicial, há uma diminuição de 1,8 ponto percentual sobre a tarifa atual, hoje em 9%.

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O setor avalia que o novo cenário pode ajudar o Brasil a recuperar participação no mercado europeu, perdida nas últimas décadas. Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 20% a 22% das exportações brasileiras de café solúvel, com volume próximo de 16 mil toneladas ao ano.

Mesmo em caráter provisório, o acordo já começa a gerar efeitos positivos. Empresas exportadoras iniciaram negociações com compradores europeus, que passaram a demandar informações detalhadas sobre o novo ambiente tarifário e as condições de fornecimento.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações, acompanhando a redução das tarifas e o avanço na adequação às exigências ambientais.

Frutas: ganho mais imediato e expansão de mercado

Para o setor de frutas, o impacto tende a ser mais direto, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, passam a ter tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo. Outras frutas seguirão cronogramas de redução tarifária que podem se estender por quatro, sete ou até dez anos.

A avaliação do setor é de que o cenário é positivo, com potencial de aumento da competitividade e ampliação da presença brasileira no mercado europeu.

Exportadores já iniciaram processos de adaptação, com ajustes na documentação e nos padrões exigidos pelos compradores internacionais. A tendência é de avanço mais rápido em relação ao café, especialmente pela menor pressão regulatória ambiental direta sobre algumas cadeias produtivas.

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Desafios estruturais e competitividade

Apesar da abertura comercial, especialistas apontam que o principal obstáculo não está na produção, mas na capacidade de organização e adequação às exigências do mercado europeu.

A necessidade de consolidar sistemas de rastreabilidade, comprovação de origem e conformidade ambiental exige investimentos e coordenação entre produtores, cooperativas e exportadores.

Cenário político e limites do acordo

Outro ponto relevante é que o acordo mais amplo entre Mercosul e União Europeia ainda não foi totalmente ratificado, especialmente no que se refere às cláusulas ambientais. No entanto, a entrada em vigor do pilar comercial reduz a capacidade de países críticos ao acordo de interferirem no curto prazo.

Na prática, isso significa que a redução de tarifas já passa a valer, mesmo sem consenso total dentro do bloco europeu.

Perspectivas para o agro brasileiro

A implementação do acordo inaugura uma nova fase para o comércio entre Brasil e União Europeia, com potencial de ampliar exportações e diversificar mercados. No entanto, o sucesso dessa abertura dependerá diretamente da capacidade do agronegócio brasileiro de atender às exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade internacional.

A janela está aberta, mas o avanço efetivo dependerá da adaptação do setor às novas regras do comércio global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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