AGRONEGÓCIO
IHARA celebra 59 anos de inovação e compromisso com a sustentabilidade da agricultura brasileira
Publicado em
9 de abril de 2024por
Da RedaçãoA IHARA, uma das principais empresas de defensivos agrícolas para a proteção de cultivos no Brasil, comemora, este ano, bodas de cereja ao completar 59 anos de trajetória marcada por inovação, compromisso com a qualidade e sustentabilidade no campo. Ao longo de sua história, a empresa tem se destacado pelo constante investimento em pesquisa e desenvolvimento, proporcionando soluções eficazes para os desafios enfrentados pelos agricultores brasileiros.
Esses investimentos têm permitido à empresa lançar novos produtos e modernizar seu portfólio, contribuindo para a proteção e aumento da produtividade dos mais diversos cultivos no País. Somente em 2023, foram lançados sete novos produtos, marcando um significativo avanço no seu portfólio, incluindo um inseticida, um fungicida, quatro herbicidas e um biológico. Em 2024, a empresa pretende oferecer aos agricultores mais sete novas soluções, e até 2026, espera-se obter o registro para mais 10 produtos, incluindo biológicos.
“Estamos comprometidos em oferecer soluções inovadoras e sustentáveis para os agricultores brasileiros, contribuindo para o aumento da produtividade e qualidade das lavouras. Para isso, direcionamos todo o nosso potencial na pesquisa e desenvolvimento de novas soluções para a proteção de cultivos, com tecnologias sustentáveis, produtivamente eficientes e ambientalmente seguras, trazendo moléculas cada vez mais modernas, desenvolvidas no Japão, porém adequando-as à realidade da agricultura brasileira”, enfatiza o diretor de Marketing, Cultura e Acesso da IHARA, Rodrigo Lima. “Essas novas moléculas contribuem para que possamos desenvolver formulações mais concentradas e com menor dose de aplicação, sendo seletivas e de baixo impacto ambiental. Isso resulta também na redução dos custos logísticos, otimização de espaço de armazenamento e menor retorno de embalagens. Além disso, as bulas dos nossos produtos estão cada vez mais amplas para controlar o maior número de alvos de uma única vez, com o objetivo de alcançar o máximo potencial produtivo e reduzir o número de entradas nas lavouras”, complementa Lima
Nesse sentido, hoje a empresa trabalha com 18 novos ingredientes ativos, o que representa um potencial de gerar 164 novos produtos fungicidas, herbicidas, inseticidas e biológicos nos próximos anos. Para se ter uma ideia, somente em 2023, a IHARA conduziu mais de 200 projetos de pesquisa, que abrangeram o desenvolvimento de novos produtos, formulações inéditas e novas aplicações para produtos já existentes. Em 2024, a empresa já está conduzindo mais de 160 projetos em P&D.
O estudo de novos ingredientes ativos para o controle biológico das principais pragas e doenças vem se tornando parte importante da estratégia da área de P&D da IHARA. Para isso, a empresa investiu em um laboratório focado no desenvolvimento de produtos biológicos, com uma equipe técnica dedicada para a prospecção de novos ingredientes ativos, buscando lançar, pelo menos, 15 potenciais novas soluções biológicas.
“O uso dos defensivos agrícolas, sejam eles químicos ou biológicos, são de extrema importância para garantir a produtividade, controlando as principais pragas, doenças e plantas daninhas que prejudicam o desenvolvimento da lavoura. Sem o uso dessas soluções, as perdas na produção agrícola poderiam atingir mais de 40%”, enfatiza Lima.
Para impulsionar o desenvolvimento de novos produtos, sejam eles químicos ou biológicos, a IHARA dispõe, atualmente, de três Centros de Pesquisa próprios, localizados em Sorocaba (SP), Sarandi (PR) e Primavera do Leste (MT). Esses centros são responsáveis por 90% das atividades de pesquisa da empresa e a parcela restante das atividades é realizada por meio de parcerias com a Embrapa, universidades e outras instituições privadas de renome, tanto nacionais quanto internacionais.
Com um portfólio de mais de 80 produtos para proteger mais de 100 tipos de cultivos, a IHARA continua a ser uma parceira próxima dos agricultores brasileiros, colaborando para que possam produzir alimentos e energia com mais qualidade e de forma sustentável.
Fonte: Attuale Comunicação
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
22 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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