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IGP-10 avança 1,34% em outubro, impulsionado por agropecuária e energia

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O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou um aumento de 1,34% em outubro, acelerando em comparação à alta de 0,18% observada em setembro. Com este resultado, o índice acumula um avanço de 3,91% no ano e 5,10% nos últimos 12 meses. No mesmo mês do ano passado, o IGP-10 havia subido 0,52%, mas acumulava uma queda de 4,88% no período de 12 meses.

Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, “a aceleração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi influenciada pelos produtos agropecuários, que continuam a sentir os efeitos da seca. No lado do consumidor, o acionamento da bandeira vermelha patamar 2, vigente desde o início de outubro, resultou em aumento nas tarifas de energia elétrica, principal fator para a elevação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Na construção civil, a alta foi refletida, sobretudo, pelo aumento nos preços de materiais, equipamentos e serviços.”

Desempenho dos índices

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou uma alta expressiva de 1,66% em outubro, comparado ao avanço de 0,14% no mês anterior. Entre os Bens Finais, houve uma variação de 1,06%, frente ao aumento de 0,60% registrado em setembro, impulsionado principalmente pelo subgrupo de alimentos processados, cuja taxa passou de 1,54% para 3,63%. O índice de Bens Finais, excluindo alimentos in natura e combustíveis, subiu 1,61% em outubro, ante 0,78% em setembro.

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No grupo de Bens Intermediários, a taxa recuou de 0,60% em setembro para 0,21% em outubro, impactada pela queda nos preços de suprimentos, que passaram de 1,02% para -0,82%. Excluindo combustíveis e lubrificantes, o índice de Bens Intermediários variou 0,62%, abaixo da alta de 1,01% registrada no mês anterior.

Já o grupo de Matérias-Primas Brutas teve forte aceleração, passando de -0,86% em setembro para 3,94% em outubro. Os itens que mais contribuíram para esse movimento foram minério de ferro (-8,41% para 1,84%), soja em grão (-0,99% para 6,58%) e bovinos (2,83% para 8,36%). Por outro lado, aves, suínos e mandioca apresentaram quedas relevantes.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou alta de 0,53% em outubro, contra 0,02% em setembro. Sete das oito classes de despesa que compõem o índice tiveram acréscimos, com destaque para Habitação (0,23% para 1,60%) e Alimentação (-0,43% para 0,08%). A tarifa de eletricidade residencial saltou de 0,83% para 6,35%, enquanto hortaliças e legumes reduziram a queda de -14,92% para -7,75%.

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Por outro lado, o grupo Transportes foi o único a apresentar decréscimo, caindo de 0,13% para -0,23%, impulsionado pela redução no preço da gasolina, que variou de 0,24% para -0,78%.

Construção Civil também registra alta

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,57% em outubro, desacelerando em relação à alta de 0,79% em setembro. O grupo Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,58%, enquanto o grupo de Serviços avançou de 0,31% para 0,70%. A Mão de Obra, por sua vez, teve um aumento mais modesto, passando de 0,80% em setembro para 0,53% em outubro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

ADM moderniza logística em Rondonópolis (MT) e dobra produtividade com nova frota de caminhões

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RONDONÓPOLIS (MT) – LOGÍSTICA DO AGRONEGÓCIO

A ADM, uma das líderes globais no processamento e comercialização de grãos, insumos e nutrição humana e animal, está promovendo uma ampla modernização de sua operação logística em Rondonópolis (MT). A iniciativa envolve a renovação da frota de caminhões que atende a unidade e já resulta em ganhos expressivos de produtividade, eficiência operacional e segurança no transporte.

O projeto integra a estratégia da companhia para otimizar o escoamento de farelo de soja até o terminal ferroviário da região, localizado a cerca de 20 quilômetros da planta industrial, de onde o produto segue até o Porto de Santos (SP).

FROTA MAIS MODERNA E OPERAÇÃO MAIS EFICIENTE

A transformação logística prevê a substituição gradual de aproximadamente 70 caminhões por uma frota menor, porém mais moderna e eficiente. Ainda em 2026, 31 novos veículos passam a operar na rota, com previsão de expansão para 41 caminhões até 2027.

O novo modelo também inclui mudanças na gestão operacional, com adoção de contratos com transportadoras parceiras responsáveis pela execução do serviço.

Segundo a ADM, a reestruturação permitirá dobrar a produtividade da operação, mesmo com uma frota reduzida, mantendo níveis de desempenho próximos de 100%.

“Estamos estruturando um novo modelo operacional, com foco total em eficiência e confiabilidade. A modernização da frota vem acompanhada de inteligência no agendamento de carga e descarga, além de uma operação 24 horas, com caminhões reserva e motoristas substitutos para assegurar a continuidade das atividades”, afirma Vitor Vinuesa, diretor de Logística da ADM para a América Latina.

PARCERIAS FORTALECEM NOVO MODELO LOGÍSTICO

As transportadoras parceiras também destacam os impactos positivos da modernização na operação regional.

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Para a Bandeira Transportes, a mudança representa um avanço significativo na qualidade operacional e nas condições de trabalho.

“Essa nova etapa representa um avanço importante em eficiência e qualidade da operação, trazendo mais segurança para o transporte e melhores condições para o trabalho dos motoristas”, afirma Guilherme Bandeira, sócio-proprietário da empresa.

Já a Bortolli Transportes ressalta os ganhos diretos na produtividade e na agilidade dos processos.

“As novas composições trazem melhorias importantes para a produtividade, especialmente com processos mais eficientes de carga e descarga, que reduzem o tempo e aumentam o rendimento dos veículos no dia a dia”, destaca Ricardo Bortolli, proprietário da empresa.

TECNOLOGIA, SEGURANÇA E REDUÇÃO DE CUSTOS OPERACIONAIS

Os novos caminhões incorporam soluções tecnológicas voltadas à segurança, ergonomia e eficiência operacional. Entre os principais diferenciais estão o sistema de caçamba única, que elimina impactos durante o descarregamento, e o acionamento remoto do basculante, reduzindo a exposição dos motoristas a riscos.

Outro destaque é a adoção de manta deslizante antiaderente, que reduziu o tempo de descarga de mais de 20 minutos para cerca de 6 minutos por operação, gerando impacto direto na produtividade logística.

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Além disso, os veículos são até cinco toneladas mais leves, o que contribui para a redução do consumo de combustível e melhora a eficiência energética da operação.

COMPROMISSO COM SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA

A modernização da frota também reforça o compromisso da ADM com práticas mais sustentáveis na cadeia do agronegócio. A redução do peso dos veículos e a otimização das operações contribuem para a diminuição da pegada de carbono, sem comprometer o volume transportado.

“Esse projeto em Rondonópolis mostra, na prática, como ajustes no modelo operacional e o uso de novas tecnologias podem trazer ganhos relevantes de eficiência, mantendo a segurança e a confiabilidade da operação”, completa Vinuesa.

RONDONÓPOLIS COMO REFERÊNCIA EM LOGÍSTICA NO AGRONEGÓCIO

Com a nova estrutura, a unidade de Rondonópolis se consolida como uma operação estratégica e pioneira dentro da ADM no Brasil. A iniciativa fortalece o papel da região no escoamento da produção agrícola nacional, apoiando a cadeia de grãos com soluções logísticas mais modernas, seguras e eficientes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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