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IFC Brasil 2024 bate recorde de submissão de trabalhos científicos, com 350 pesquisadores envolvidos

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A uma semana do início da 6ª edição do IFC Brasil, a Comissão Científica do evento anunciou um marco importante: 175 trabalhos científicos foram submetidos, envolvendo 350 pesquisadores de cinco países diferentes. No dia 25 de setembro, os autores dos 12 trabalhos selecionados para apresentação oral terão a oportunidade de expor suas pesquisas na Sala Minueto.

O International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil) será realizado de 24 a 26 de setembro, no Maestra Grand Convention Center, Recanto Cataratas Thermas & Resort, em Foz do Iguaçu, Paraná. O evento, que se consolida como o maior da América do Sul nos setores de aquicultura e pesca, reúne produtores, empresários, agentes públicos, acadêmicos e lideranças do setor. As discussões abrangem toda a cadeia produtiva, desde a produção primária até tecnologias, serviços, logística e o mercado consumidor.

A sexta edição do evento científico se destacou ao bater o recorde de submissões de trabalhos, organizados em oito áreas temáticas. “Esses trabalhos estarão disponíveis na página oficial do IFC Brasil para consulta dos participantes. São pesquisas atuais e de grande relevância para o desenvolvimento da aquicultura e pesca”, ressaltou o professor Aldi Feiden, coordenador dos trabalhos científicos no evento.

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Em 2023, foram submetidos 132 trabalhos científicos, com a participação de autores e coautores de mais de 40 instituições, entre universidades, institutos de pesquisa e empresas privadas. Este crescimento demonstra o fortalecimento do IFC Brasil como um espaço de divulgação científica de inovações e soluções práticas para o setor aquícola e pesqueiro.

Desde sua primeira edição, em 2019, o IFC Brasil tem se firmado como um elo essencial entre a academia, a indústria e o setor produtivo. O evento é promovido em cooperação com a Unioeste, Unila e o Instituto Federal do Paraná (IFPR), reforçando a qualidade e credibilidade dos trabalhos apresentados. “O congresso permite ao setor conhecer os caminhos indicados pelas pesquisas mais recentes”, afirmou Aldi Feiden.

Além disso, a Mostra de Trabalhos Científicos do IFC Brasil fomenta a colaboração entre pesquisadores, profissionais da indústria, estudantes e produtores, promovendo redes de contato e o desenvolvimento de projetos interdisciplinares. “Sempre resulta em parcerias produtivas e iniciativas que avançam o setor”, acrescentou Feiden.

O evento conta com o patrocínio de diversas instituições de peso, como o CNPq, Itaipu Binacional, Caixa Econômica Federal, MPA, Governo Federal, Sistema CFMV/CRMVs, Sanepar, Copel Energia, Governo do Paraná, BRDE e Sebrae. Também recebe apoio da Apex Brasil, ABIPESCA, Peixe BR e Unila, demonstrando a ampla articulação entre o setor público, privado e a academia para o fortalecimento da aquicultura e pesca no Brasil.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência artificial leva dieta sob medida a bois e suínos

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Sensores, câmeras, inteligência artificial e grandes bancos de dados estão mudando a forma como bovinos e suínos são alimentados. As novas ferramentas permitem acompanhar consumo, ganho de peso e comportamento dos animais, além de ajustar as dietas às condições de cada propriedade.

Na suinocultura, a evolução genética elevou o potencial produtivo dos animais, mas também tornou mais complexas suas necessidades nutricionais. Modelos baseados em uma única formulação para todo o lote podem não acompanhar as diferenças entre fases de crescimento, baias e indivíduos.

A nutrição de precisão procura reduzir essa distância. Sensores instalados nos comedouros registram o consumo, enquanto câmeras podem estimar peso e movimentação. Microfones e outros equipamentos ajudam a identificar alterações de comportamento e possíveis sinais de desconforto.

A inteligência artificial organiza os dados e aponta mudanças que poderiam demorar a ser percebidas pela equipe. Uma redução no consumo, por exemplo, pode indicar problemas ambientais, nutricionais ou sanitários antes que ocorra perda significativa de desempenho.

Com essas informações, o fornecimento de nutrientes pode ser ajustado por fase, grupo ou animal, conforme a estrutura da granja. O objetivo é evitar tanto a deficiência quanto a oferta excessiva de ingredientes.

A alimentação tem peso elevado no orçamento da suinocultura. Em maio, a ração representou 63% do custo de produção do suíno independente em Santa Catarina, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Por isso, pequenas melhorias na conversão alimentar podem produzir impacto relevante na margem do produtor.

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Nos confinamentos bovinos, a tecnologia atua principalmente no cruzamento de informações zootécnicas e econômicas. Sistemas analisam consumo de matéria seca, ganho diário de peso, conversão alimentar, características dos lotes e preços dos ingredientes disponíveis em cada região.

A partir desses dados, os programas simulam diferentes combinações de milho, soja, caroço de algodão e coprodutos da indústria de etanol. A proposta não é encontrar a dieta mais barata, mas aquela que oferece o melhor retorno financeiro.

Uma formulação de menor custo por tonelada pode reduzir o ganho de peso ou aumentar o período de confinamento. Em sentido contrário, uma dieta mais cara pode ser economicamente vantajosa quando melhora suficientemente o desempenho dos animais.

A disponibilidade regional também interfere na escolha. Em áreas próximas às indústrias de etanol de milho, por exemplo, os coprodutos podem substituir parte dos ingredientes tradicionais. Essa possibilidade depende do preço, do valor nutricional, do frete e da regularidade do fornecimento.

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Os sistemas ainda permitem testar cenários antes de alterar a alimentação de todo o rebanho. O produtor pode estimar os efeitos de uma alta do milho, da retirada de determinado aditivo ou da entrada de um novo ingrediente na dieta.

Além do possível ganho econômico, o fornecimento mais preciso contribui para reduzir desperdícios. Nutrientes oferecidos acima das necessidades dos animais elevam os custos e aumentam sua eliminação nos dejetos, sem assegurar crescimento proporcional.

A tecnologia, entretanto, não substitui o acompanhamento de nutricionistas e veterinários. A qualidade das recomendações depende da confiabilidade dos dados, da calibração dos equipamentos e da correta interpretação das informações.

Para o produtor, o avanço representa a possibilidade de substituir fórmulas gerais por decisões mais próximas da realidade de cada granja, confinamento ou lote. Com dados confiáveis e assistência técnica, a nutrição de precisão pode melhorar a conversão alimentar, reduzir custos e ampliar a eficiência da produção de carne.

Fonte: Pensar Agro

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