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Ícones da culinária espanhola apreciam carne de Zebu brasileiro

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No dia 11 de janeiro de 2024, Botucatu (SP) teve o privilégio de receber a visita de quatro grandes ícones da culinária espanhola. Foram eles o Sr. José Gordon, o dono da Bodega El Capricho – eleita a melhor carne bovina pela Steak Revolution -, David Diego Zarate, que é Metre da bodega El Capricho, Jorge Albamar, o dono da Albamar Bodegas, especializada em vinhos, e Alberto, dono da D’Berto Restaurante, especializada em frutos do mar.

Marco importante para o avanço do reconhecimento internacional da produção de carne de Nelore brasileiro, o evento reuniu produtores e distribuidores da carne nacional engajados com o melhoramento da qualidade da carne com trabalho e compromisso de décadas.

A experiência iniciou com a hospedagem na Fazenda Matão, do Dr. Ubirajara Amorim, onde foram recebidos por sua filha, a Dra. Denise Amorim Hassun, e seu marido, Dr. Péricles Hassun, com uma demonstração da produção, cria e recria do gado Nelore selecionado para qualidade de carne, fruto do trabalho de 40 anos do grupo da Fazenda Matão e Agropecuária Jarinã.

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Na sequência, durante a noite, seguiram para a Adega Barcellos, de Roberto Barcellos, um grande profissional da área de carnes de qualidade, onde puderam apreciar e degustar as carnes do Nelore do Golias com picanha, ancho, chorizo e o famoso cupim casqueirado, sendo que todas as peças foram advindas de novilhas Nelore com 5% a 7% de marmoreio.

“Foi uma honra ficarem impressionados com o marmoreio e, principalmente, sabor das carnes, sendo que o Sr, Gordon apreciou muito a intensidade e bouquet da carne Nelore, para finalizar, o cupim casqueirado representou o ápice do sabor”, avaliou Fábio Souza de Almeida Filho, associado à ABCZ desde 1990 e dono da marca Nelore Golias. Dra. Denise e Fabinho acreditam terem plantado sementes para parcerias futuras, um grande salto para a mudança de conceito sobre a carne do Nelore brasileiro.

Fonte: ABCZ

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café fecha maio com pressão sobre o arábica e valorização do conilon no Brasil e no mercado internacional

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O mercado internacional de café encerrou o mês de maio com movimentos distintos entre os contratos de arábica e robusta, refletindo fatores de oferta global, câmbio e ritmo da colheita brasileira. Enquanto o café arábica acumulou perdas na Bolsa de Nova York, o robusta registrou valorização em Londres, cenário que também impactou diretamente o mercado físico brasileiro.

Segundo análise de Safras & Mercado, a pressão sobre os preços do arábica esteve ligada às expectativas de uma safra recorde brasileira, além das projeções de aumento da produção mundial no ciclo 2026/27.

A previsão dos adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aponta crescimento da oferta global, com destaque para Brasil, Colômbia e Vietnã. O cenário reforçou a percepção de maior disponibilidade de café no próximo ciclo comercial e contribuiu para o viés baixista dos contratos futuros em Nova York.

Além da perspectiva de maior oferta, a volatilidade financeira internacional e a valorização do dólar frente ao real também pesaram sobre as cotações. Até o fechamento de 28 de maio, o dólar comercial acumulava alta de 1,6% no mês, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras.

No acumulado de maio, o contrato julho/2026 do café arábica na Bolsa de Nova York recuou 6,3%, saindo de 285,55 centavos de dólar por libra-peso no fim de abril para 267,65 centavos na manhã desta sexta-feira (29).

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Robusta sobe com estoques baixos e atraso na colheita brasileira

Na contramão do arábica, o café robusta apresentou valorização na Bolsa de Londres durante maio. Entre os fatores de sustentação estiveram os baixos estoques certificados no terminal londrino e o atraso da colheita brasileira, especialmente do conilon.

De acordo com Safras & Mercado, os primeiros relatos de produtividade abaixo do esperado nas lavouras brasileiras também deram suporte às cotações internacionais. O mercado ainda acompanhou o impacto do feriado na Indonésia e a lentidão das vendas no Vietnã, dois importantes players globais do segmento robusta.

No acumulado mensal, o contrato julho do robusta em Londres registrou alta de 4,1%.

Mercado físico brasileiro acompanha comportamento das bolsas internacionais

No Brasil, o mercado físico refletiu os movimentos observados no exterior, com queda nos preços do arábica e avanço do conilon.

O analista Gil Barabach destaca que o setor vive um período de transição entre safras, com a chegada dos cafés da safra nova ao mercado enquanto ainda há remanescentes da temporada anterior sendo comercializados.

Segundo ele, o mercado do arábica opera atualmente em duas realidades distintas. O café da safra 2026, especialmente nas melhores descrições, já é negociado em torno de R$ 1.500,00 por saca, valor mais de R$ 200 inferior aos preços praticados para os lotes remanescentes da safra 2025.

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“O comprador busca prioritariamente café novo, que neste momento é o produto que efetivamente está formando o mercado”, avalia Barabach.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa, referente à safra velha, acumulou desvalorização de 3,3% em maio, passando de R$ 1.790,00 para R$ 1.730,00 por saca na base de compra.

Já o conilon tipo 7, negociado em Vitória (ES), apresentou forte valorização no período. O produto subiu 9% ao longo do mês, avançando de R$ 890,00 para R$ 970,00 por saca na base de compra até 28 de maio.

Mercado de café segue atento ao clima, colheita e ritmo das exportações

Os próximos movimentos do mercado cafeeiro devem continuar sendo influenciados pelo avanço da colheita brasileira, pelas condições climáticas e pela confirmação do potencial produtivo das principais origens globais.

O comportamento do dólar, a demanda internacional e os níveis de estoques certificados também permanecem no radar dos agentes do setor, especialmente diante da diferença crescente entre os mercados de arábica e robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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