AGRONEGÓCIO

Ibovespa vacila com cena corporativa em foco; Rede D’Or perde 3,5%

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O Ibovespa mostrava fraqueza nesta quarta-feira, com o noticiário corporativo colocando as ações de empresas como JBS, Rede D’Or e CVC Brasil sob holofotes, enquanto o cenário externo mostrava altas em Wall Street, mas declínio dos preços do minério de ferro e do petróleo.

Às 10h41, o Ibovespa caía 0,2%, a 126.614,34 pontos. Na máxima até o momento, chegou a 126.965,26 pontos. Na mínima, a 126.549,39 pontos. O volume financeiro somava 2,1 bilhões de reais.

Na visão da equipe da Ágora Investimentos, as persistentes – e fortes – quedas do minério de ferro limitam um grande desempenho do Ibovespa, haja vista a participação relativa de Vale no índice, assim como dos ativos correlatos, conforme relatório enviado a clientes.

Além disso, citou, após a ata da última decisão de juros do Banco Central brasileiro, o mercado aparentemente continua dividido sobre os próximos passos da política monetária, uma vez que o documento atrelou a definição do ritmo e da taxa terminal de juros à evolução dos dados da economia doméstica e global.

DESTAQUES
  • JBS ON caía 1,79%, a 21,99 reais, após reportar lucro líquido de 82,6 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, recuo de 96,5% ano a ano. A empresa também propôs a criação de dois novos assentos no conselho de administração, elevando o número de 9 para 11, e a eleição dos irmãos Wesley e Joesley Batista para ocuparem as novas vagas. Ainda, uma fonte afirmou a Reuters que a JBS enviará na terça-feira informações complementares para a SEC, sobre o plano de fazer dupla listagem de ações nas bolsas de Nova York e São Paulo.
  • REDE D’OR ON recuava 3,53%, a 24,77 reais, após divulgar queda de 12,1% no lucro líquido do quarto trimestre ante os três meses imediatamente anteriores, com baixa no resultado operacional e estabilidade na receita.
  • CVC BRASIL ON perdia 4,32%, a 3,10 reais, após reportar prejuízo líquido de 74,5 milhões de reais no quarto trimestre de 2023, inferior ao prejuízo de 96,8 milhões no mesmo período um ano antes.
  • AREZZO&CO ON tinha alta de 3,25%, a 64,18 reais, após a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendar a aprovação, sem restrições, da união da companhia com o Grupo Soma. GRUPO SOMA ON mostrava elevação de 3,11%, a 7,62 reais.
  • SLC AGRÍCOLA ON avançava 3,47%, a 20,27 reais, tendo no radar relatório de analistas do Bradesco BBI elevando a recomendação para “outperform” e o preço-alvo de 21 para 27 reais, afirmando estar mais otimistas (bullish) com os preços de grãos.
  • KLABIN UNIT valorizava-se 2,60%, a 25,24 reais, apoiada por relatório de analistas do Itaú BBA elevando a recomendação para “outperform” e o preço-alvo de 24 para 29 reais. Os analistas também aumentaram o preço-alvo de Suzano de 63 para 75 reais, enquanto reiteraram a classificação “outperform”. SUZANO ON subia 0,94%, a 63,56 reais.
  • PETROBRAS PN registrava variação negativa de 0,08%, a 36,23 reais, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent cedia 0,59%, a dólares.
  • VALE ON caía 0,02%, a 60,04 reais, em dia de queda dos preços futuros do minério de ferro na China, diante da falta de medidas políticas significativas para impulsionar a produção de aço. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com queda de 3,53%, a 805,5 iuans (111,43 dólares) a tonelada.
  • ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,23%, a 34,31 reais, enquanto BRADESCO PN subia 0,35%, a 14,19 reais.
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Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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