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Ibovespa Recua com Perdas em Nova York e Riscos Fiscais

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O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, registrava queda nesta sexta-feira, refletindo a falta de estímulos para compras, além da abertura em baixa de Wall Street e a divulgação de dados domésticos que apontam para uma estagnação econômica em abril. Persistem ainda as preocupações com o equilíbrio fiscal do país.

Por volta das 10h30, o Ibovespa apresentava um decréscimo de 0,61%, atingindo 118.839,60 pontos, acumulando até o momento uma queda semanal de 1,6%. O volume financeiro negociado somava 1,35 bilhão de reais.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado um indicador antecedente do PIB, teve uma variação positiva de apenas 0,01% em abril na comparação com o mês anterior, em dado ajustado sazonalmente, resultado bem abaixo das previsões do mercado.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também operavam em baixa nos primeiros negócios, apesar da queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro, com o yield do Treasury de 10 anos marcando 4,2247%, em comparação com 4,24% na véspera.

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A agenda econômica norte-americana revelou que os preços de importados caíram inesperadamente em maio, registrando uma redução de 0,4% ante a previsão de alta de 0,1%. Ainda nesta sexta-feira, serão divulgados os dados de confiança do consumidor de junho nos EUA.

Segundo a equipe da Ágora Investimentos, os sinais negativos nos principais mercados internacionais podem continuar a impactar o sentimento dos investidores locais, especialmente considerando os riscos fiscais em pauta.

Destaques do Mercado
  • VALE ON: Registrava uma queda de 0,71%, apesar da nova alta dos futuros de minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o dia com um avanço de 1,97%.
  • PETROBRAS PN: Apresentava um decréscimo de 0,9%, mesmo com a alta nos preços do petróleo no exterior, onde o barril de Brent subia 0,51%. Investidores aguardam anúncio sobre mudanças na diretoria da companhia.
  • ITAÚ UNIBANCO PN: Recuava 0,45%, enquanto BRADESCO PN mostrava uma queda de 0,39%, seguindo o viés negativo generalizado na bolsa.
  • DASA ON: Não integrante do Ibovespa, saltava 5,74% após anunciar acordo com a Amil para a criação de uma das maiores redes de hospitais do país. No mesmo setor, REDE D’OR ON recuava 1,16%.
  • ULTRAPAR ON: Avançava 2,07%, apoiada por um relatório dos analistas do Citi que elevaram a recomendação dos papéis para “compra”, mantendo o preço-alvo de 28 reais.
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Esta conjuntura demonstra a sensibilidade do mercado brasileiro às variáveis econômicas internas e externas, refletindo a cautela dos investidores diante de um cenário econômico desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia do Boi: Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2026 e reforça protagonismo no agro

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Avanço da produção, crescimento do rebanho e papel estratégico da carne bovina na alimentação colocam o Brasil no centro do mercado global, com atenção à saúde e ao consumo equilibrado.

Brasil assume liderança global na produção de carne bovina

Celebrado em 24 de abril, o Dia do Boi marca um momento histórico para o agronegócio brasileiro. O país consolidou sua posição como maior produtor mundial de carne bovina em 2025, superando os Estados Unidos e reforçando sua relevância no cenário global.

Dados recentes apontam que a produção nacional atingiu 11,1 milhões de toneladas em abates fiscalizados, crescimento de 7,2% em relação a 2024, segundo o IBGE. Quando considerados os abates informais, o volume total chega a 12,3 milhões de toneladas, conforme estimativas do setor.

Pecuária brasileira cresce com força e amplia presença nacional

A força da pecuária se distribui por todo o território nacional, com destaque para o Mato Grosso, que mantém a liderança com cerca de 14,4% do rebanho brasileiro.

Outros estados, como Bahia, Pará e Tocantins, também registram crescimento expressivo no número de animais, ampliando a base produtiva e fortalecendo a cadeia da carne bovina no país.

Consumo interno segue elevado no Brasil

No mercado doméstico, a carne bovina continua sendo um dos principais itens da dieta do brasileiro. O consumo médio anual gira em torno de 30 quilos por pessoa, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

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Esse patamar reforça a importância da proteína animal tanto para a alimentação quanto para a economia nacional, movimentando toda a cadeia produtiva.

Consumo equilibrado é essencial para a saúde

Especialistas destacam que, apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de carne vermelha deve ser feito com moderação, especialmente por grupos específicos.

A recomendação geral indica ingestão semanal entre 350 e 500 gramas de carne vermelha já preparada, o equivalente a duas a três porções.

Pessoas com risco cardiovascular, histórico de câncer colorretal, doenças renais ou condições metabólicas devem ter atenção redobrada, priorizando cortes magros e evitando o consumo excessivo.

Escolha de cortes influencia qualidade da dieta

A diferença entre os cortes está diretamente relacionada ao teor de gordura e ao valor calórico.

Cortes magros como patinho, coxão mole, lagarto, músculo e filé mignon são mais indicados para o consumo frequente. Já opções com maior teor de gordura, como picanha, costela e cupim, devem ser consumidas com menor frequência.

Além disso, práticas como retirar a gordura aparente, evitar frituras e reduzir o consumo de carnes muito tostadas contribuem para uma alimentação mais saudável.

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Benefícios nutricionais reforçam importância da carne bovina

Quando consumida de forma equilibrada, a carne bovina pode trazer benefícios relevantes para a saúde. Entre os principais destaques estão:

  • Proteína de alto valor biológico, essencial para manutenção e ganho de massa muscular
  • Fonte de ferro heme, com alta absorção pelo organismo
  • Rica em vitamina B12, importante para o sistema nervoso
  • Presença de zinco, que contribui para a imunidade
  • Aporte de nutrientes essenciais, especialmente em dietas com alimentos de origem animal

Especialistas reforçam que não existe um único padrão alimentar ideal, e que a dieta deve ser individualizada, considerando necessidades, estilo de vida e preferências de cada pessoa.

Conclusão: liderança global e consumo consciente caminham juntos

O avanço da produção de carne bovina coloca o Brasil em posição de destaque no cenário global do agronegócio, consolidando a força da pecuária nacional.

Ao mesmo tempo, o equilíbrio entre produção, consumo e saúde se torna cada vez mais relevante, reforçando a importância de práticas sustentáveis e de uma alimentação consciente para garantir o futuro do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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