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Ibá entrega novo Relatório Anual 2023 a Fernando Haddad

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O novo Relatório Anual da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) foi lançado nesta sexta-feira, 17, em reunião com o ministro da Fazenda. Na ocasião, Haddad recebeu o relatório do presidente da entidade, Paulo Hartung. O documento aponta que o setor de árvores cultivadas acumulou uma série de recordes, entre receita, produção, exportação e geração de bioenergia. Com dados referentes ao ano de 2022, o documento, produzido pela primeira vez em parceria com a ESG Tech, aponta que o setor que planta árvores para fins industriais teve receita de R$ 260 bilhões, crescimento de 6,3% sobre o ano anterior.

As empresas de base florestal produziram 25 milhões de toneladas de celulose, 11 milhões de toneladas de papel, números mais altos já registrados pelo anuário da entidade, além de 8,5 milhões de m³ de painéis de madeira. Preservando seu posto como maior exportador de celulose do mundo, o Brasil bateu recorde de exportação, com 19,1 milhões de toneladas. O setor também vendeu no mercado externo 1,5 milhão de m³ de painéis de madeira, 2,5 milhões de toneladas de papel, maiores números já registrados até hoje. As vendas geraram divisas no montante de US$ 14,3 bilhões ao País, outro recorde de acordo com a série histórica do setor.

Tais recordes se refletem na ampla carteira de investimentos do setor, no montante de R$ 61,9 bilhões até 2028. Desse total, R$ 22,2 bilhões estão sendo investidos na nova fábrica da Suzano, em Ribas do Rio Pardo (MS). Com capacidade para produção de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano, a fábrica deve entrar em 2024.

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Para produzir mais de 5 mil bioprodutos, como celulose, embalagens de papel, papel higiênico, pisos laminados, móveis, entre outros, o setor já planta, colhe e replanta árvores em 9,94 milhões de hectares no Brasil, expandindo-se principalmente sobre áreas previamente degradadas ou com baixa produtividade. O eucalipto segue como a cultura mais difundida nas áreas de cultivo, abrangendo 7,6 milhões de hectares (76%), seguido pelo pinus, com 1,9 milhão de hectares (19%).

Entre os estados, Minas Gerais continua liderando em extensão de áreas plantadas, com 2,2 milhões de hectares (29%), seguido por Mato Grosso do Sul, com 1,1 milhão (15%) e São Paulo, que mantém 1 milhão de hectares de áreas de cultivo (13%).

Além disso, o setor agora conserva outros 6,73 milhões de hectares de mata nativa, uma área maior que o estado do Rio de Janeiro, aumento de cerca de 10% com relação ao ano anterior.

Em técnica de manejo sustentável chamada mosaico florestal, as áreas de preservação são integradas com os cultivos produtivos, regulando o fluxo hídrico e beneficiando a biodiversidade. Segundo o relatório, entre áreas preservadas e produtivas, o setor já estoca 4,8 milhões de toneladas de CO2 equivalente, contribuindo com a mitigação da crise climática.

Aprofundando-se na rota da descarbonização, o setor já gera 86% de toda energia que consome a partir de fontes renováveis, principalmente a partir do licor preto, um subproduto da fabricação de celulose.

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Essa circularidade também está presente no pós-uso dos produtos do setor. Segundo dados da Ibá e IBRE/FGV, o índice de reciclagem das aparas de papel ficou em 69,9%. Quando considerado apenas o papel para embalagem, este número é de 75,8%, colocando o setor de papel brasileiro entre os maiores recicladores globais do produto.

“Vivemos um cenário de turbulências climáticas, geopolíticas e econômicas. Uma realidade complexa que também ecoa no Brasil. Mas, além de constatar e enfrentar desafios, é preciso que enxerguemos as oportunidades de cada tempo e saibamos aproveitá-las. Nesse processo, é fundamental ter em mãos as bússolas dos bons caminhos. Este Relatório Anual da Ibá é um verdadeiro mapa de saídas, rumos, alternativas e sinalizações para a travessia socioeconômica e ambiental que se impõe ao Brasil e ao planeta”, afirma Paulo Hartung, presidente da Ibá.

O documento também aponta que o setor gerou 2,6 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil em 2022, segundo dados RAIS & ESG Tech. Atestando sua responsabilidade socioambiental com colaboradores, comunidades e seu impacto sobre a natureza, as empresas de base florestal são certificadas por respeitados esquemas internacionais, como o FSC e PEFC, algumas há mais de 20 anos. Segundo o Relatório, as áreas certificadas do setor tiveram um considerável salto de 7,5 milhões de hectares em 2021 para 9,1 milhões de hectares em 2022.

O material completo pode ser encontrado nas versões português e inglês em www.iba.org.

Fonte: IBÁ

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semeadura de algodão nos EUA avança acima da média e mercado monitora impacto nos preços

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A semeadura da safra 2026/27 de algodão nos Estados Unidos segue em ritmo acelerado e já supera os índices registrados na temporada passada e a média histórica dos últimos anos. O avanço do plantio, aliado à melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras, mantém o mercado internacional atento ao comportamento da oferta e dos preços da fibra na bolsa de Nova York.

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos apontam que 41% da área projetada para o algodão já havia sido semeada até 17 de maio.

O percentual representa avanço de 3 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra 2025/26 e também fica 1 ponto percentual acima da média dos últimos cinco anos.

Clima melhora e reduz preocupações nas áreas produtoras

Nas últimas semanas, condições climáticas desfavoráveis em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos chegaram a gerar preocupação no mercado internacional de algodão.

Entretanto, conforme destaca o levantamento do instituto, os últimos dias foram marcados por melhora no clima, além da previsão de chuvas mais volumosas para áreas estratégicas de produção.

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O cenário climático mais favorável tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras e pode influenciar diretamente as expectativas de produtividade da safra norte-americana.

Mercado acompanha próximo relatório do USDA

O mercado agora concentra atenção no próximo relatório oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que deverá trazer informações mais detalhadas sobre as condições das lavouras em campo.

A expectativa dos agentes é de que o novo levantamento apresente um panorama mais consistente sobre o potencial produtivo da safra 2026/27, especialmente após as recentes oscilações climáticas observadas no cinturão produtor norte-americano.

Safra dos EUA influencia preços do algodão global

Os Estados Unidos permanecem entre os maiores exportadores mundiais de algodão e exercem forte influência sobre a formação dos preços internacionais da commodity.

Por isso, o desenvolvimento da safra norte-americana segue no radar de traders, indústrias têxteis e produtores rurais em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o comportamento das lavouras nos Estados Unidos deverá continuar sendo um dos principais fatores de impacto sobre os contratos futuros do algodão negociados na bolsa de Nova York nas próximas semanas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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