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Horto Florestal recebe 120 crianças e está aberto para visitação

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“Eu espero que vocês tenham conhecimento e tratem a natureza de forma a preservá-la.” A mensagem do prefeito Abilio Brunini marcou, nesta segunda-feira (8), o encerramento da programação alusiva à Semana do Meio Ambiente no Horto Florestal Tote Garcia, em Cuiabá. Reaberto para visitação, o espaço recebeu 120 estudantes, com idades entre 7 e 15 anos, de escolas públicas municipais e estaduais que integram o projeto esportivo do Instituto Desportivo da Criança (IDC), do bairro Quilombo.

Considerado um importante espaço natural dentro do perímetro urbano da capital, o Horto Florestal segue em processo de revitalização para se tornar ainda mais acolhedor aos visitantes. Os estudantes percorreram as trilhas do local e foram recebidos pelo prefeito Abilio Brunini, pelos secretários municipais de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Botura Portocarrero, e de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, além da equipe do Horto Florestal. O grupo estudantil reúne participantes de quatro polos atendidos pelo IDC, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, no contraturno escolar.

Durante o passeio, os visitantes conheceram peculiaridades da vegetação, da fauna, da flora e das águas do rio Coxipó, que percorrem a área até desaguarem no Rio Cuiabá. Além da experiência educativa, cada participante recebeu uma muda frutífera. Na ocasião, o prefeito Abilio Brunini percorreu toda a estrutura do Horto Florestal acompanhado dos secretários. Durante a vistoria, foram definidas ações para revitalizar o espaço, entre elas a reconstrução de pontes ao longo das trilhas, com o objetivo de reforçar a segurança e melhorar a experiência dos visitantes.

O prefeito também aproveitou para reforçar a importância da conscientização ambiental desde a infância. “Ultimamente temos visto em Cuiabá uma situação muito triste, com muitas pessoas cortando árvores por motivos desnecessários e realizando podas drásticas. Aqui é um espaço onde estamos produzindo mudas para ajudar a rearborizar a cidade. Espero que cada um de vocês leve para casa uma muda produzida aqui, para plantar e cuidar”, destacou.

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O gestor ainda sugeriu que cada criança escolhesse uma muda do próprio tamanho e acompanhasse seu crescimento ao longo dos anos, como forma de estimular a conexão com a natureza.

As gêmeas Anna Flávia de Souza e Anna Julia de Souza, de 11 anos, moradoras do Tijucal, setor 4, lembraram que estiveram no Horto Florestal há alguns anos durante outra atividade escolar. Na ocasião, uma delas recebeu uma muda de amoreira.

“Ela cresceu, está grande e produzindo amoras”, relatou Anna Flávia.

Desta vez, além das trilhas, que sempre reservam surpresas por conta dos animais, especialmente os macaquinhos, que são uma atração à parte, as estudantes também gostaram das explicações sobre espécies da flora, como o mogno, protegido por lei e ameaçado de extinção, além do angico e do novateiro, entre outras.

Para a coordenadora didática do IDC, Deise Rodrigues de Souza Nascimento Braga, o passeio pelas trilhas reforça a conscientização ambiental. “Temos três linhas de atuação e uma delas é o meio ambiente. Aproveitamos a Semana do Meio Ambiente para fortalecer esse trabalho. As outras duas linhas são saúde e educação”, explicou.

Deise também destacou o encantamento e o interesse dos estudantes pelo tema. “É uma oportunidade muito rica que eles têm aqui, tão perto de onde vivem. Conhecer e vivenciar tudo isso é um aprendizado para a vida toda. Muitos têm quintal em casa e poderão aplicar esse conhecimento, compartilhando-o também com suas famílias”, afirmou.

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O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Portocarrero, destacou que a retomada das trilhas marca o retorno de um importante projeto de educação ambiental, interrompido devido às condições inadequadas do espaço. Segundo ele, a recuperação ocorre gradualmente, com foco na segurança e no conforto dos visitantes. “A atividade será permanente ao longo do ano, mediante agendamento por escolas, ONGs, igrejas e outras instituições. Esse espaço é muito importante para a cidade. Ele é o embrião do futuro Jardim Botânico de Cuiabá”, pontuou.

Portocarrero ressaltou ainda que a educação ambiental é fundamental para formar, desde cedo, uma consciência voltada à preservação. Em relação à sustentabilidade, explicou que os recursos naturais devem ser utilizados de forma responsável para que permaneçam disponíveis às futuras gerações, reforçando a importância de cuidar hoje para deixar um legado para o amanhã.

São parceiros da iniciativa o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio do Projeto Verde Novo, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Águas Cuiabá e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com estudantes de Engenharia Florestal.

AGENDAMENTO

Os passeios acontecem no período da manhã e podem ser agendados junto ao setor de Educação Ambiental do Horto Florestal pelo e-mail [email protected].

Os interessados em receber mudas também podem realizar a retirada pela manhã. No período da tarde, a equipe se dedica à produção de novas mudas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Piscicultura em viveiros escavados cresce no Brasil com tecnologia de manejo e fortalece produção familiar

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A piscicultura brasileira segue em expansão e encontra nos viveiros escavados um dos principais sistemas de produção para pequenos e médios produtores. A adoção de tecnologias de manejo, aliada a práticas de gestão mais eficientes, tem impulsionado a produtividade e reduzido riscos na atividade aquícola.

Em 2024, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes cultivados, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (PeixeBR). O desempenho reforça o papel da piscicultura familiar, especialmente em sistemas de viveiros escavados, que concentram grande parte da produção nacional.

Tocantins se destaca na produção aquícola com espécies nativas

No recorte regional, o Tocantins registrou aproximadamente 18,1 mil toneladas de peixes cultivados em 2024, também de acordo com a PeixeBR. O estado se destaca pela produção de espécies nativas e pela forte presença de pequenos produtores na cadeia aquícola.

Esse cenário foi tema do programa Prosa Rural, da Embrapa, com base no Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados, reunindo orientações técnicas sobre manejo, produção e organização da atividade no campo.

Viveiros escavados oferecem flexibilidade produtiva ao piscicultor

De acordo com a pesquisadora Ana Paula Rodrigues, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO), o principal diferencial dos viveiros escavados é a flexibilidade de intensificação do sistema produtivo.

Segundo ela, o modelo pode ser ajustado conforme a realidade do produtor, variando entre sistemas extensivo, semi-intensivo e intensivo.

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No sistema extensivo, há menor uso de ração e maior dependência de alimento natural. Já o intensivo utiliza maior densidade de estocagem e alimentação exclusivamente com ração comercial. O semi-intensivo combina características dos dois modelos e é o mais adotado na prática.

Manejo técnico e gestão elevam eficiência da produção de peixes

O Manual de Piscicultura Familiar em Viveiros Escavados reúne orientações fundamentais para a atividade, incluindo construção de viveiros, qualidade da água, sanidade, alimentação e comercialização.

O material também traz ferramentas de gestão econômica e incentiva a organização coletiva dos produtores como estratégia para fortalecimento da piscicultura familiar.

A adoção de práticas técnicas contribui para reduzir perdas produtivas, melhorar o desempenho dos sistemas e aumentar a eficiência em pequenas propriedades rurais.

Controle alimentar é decisivo para rentabilidade da piscicultura

O manejo da alimentação é considerado um dos pontos mais críticos da atividade. A pesquisadora Ana Paula Rodrigues destaca a importância do controle do estoque de peixes no viveiro para ajuste correto da ração.

Segundo ela, o produtor precisa conhecer com precisão a quantidade e o peso dos animais.

“É muito importante o produtor saber quantos peixes ele tem no viveiro”, afirma a pesquisadora.

O uso de biometrias mensais e tabelas de alimentação permite ajustar a oferta de ração conforme a fase de crescimento dos peixes, garantindo maior eficiência produtiva.

Custos elevados reforçam importância da gestão na piscicultura

De acordo com o supervisor do SENAR, Vicente Neto, a piscicultura deve ser tratada como uma atividade empresarial, com foco em gestão e planejamento.

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Ele destaca cinco desafios principais: gestão da atividade, regularização fundiária, organização dos produtores, qualidade da água e manejo alimentar.

A ração pode representar até 90% do custo operacional, o que torna o controle alimentar um fator decisivo para a rentabilidade.

Organização coletiva amplia competitividade dos produtores

A formação de associações entre produtores é apontada como estratégia essencial para fortalecer a piscicultura familiar. A compra coletiva de insumos e a comercialização conjunta aumentam o poder de negociação e reduzem custos.

Segundo Vicente Neto, a falta de regularização fundiária limita o acesso ao crédito rural, enquanto a baixa organização reduz a competitividade no mercado.

O uso de ferramentas técnicas, como o manual da Embrapa, contribui para a profissionalização da atividade e melhora a tomada de decisão no campo.

Tecnologia e planejamento impulsionam piscicultura familiar no Brasil

O programa Prosa Rural reforça que o avanço da piscicultura depende da integração entre tecnologia, gestão e planejamento.

A combinação desses fatores aumenta a eficiência dos sistemas em viveiros escavados, reduz riscos produtivos e melhora a previsibilidade da atividade.

Com a modernização do manejo e o fortalecimento da organização produtiva, a piscicultura familiar se consolida como uma alternativa estratégica de geração de renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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