AGRONEGÓCIO
Exportações de Carne Bovina Brasileira Atingem Novo Recorde em Julho
Publicado em
14 de agosto de 2024por
Da RedaçãoEm julho, as exportações totais de carne bovina do Brasil, que incluem tanto carnes processadas quanto carne in natura, alcançaram 291.075 toneladas, marcando um novo recorde histórico para o país. Esse volume representa um crescimento de 42% em relação ao mês anterior, superando o recorde anterior de 282.514 toneladas registrado em dezembro de 2023. No entanto, os preços médios da carne bovina continuam abaixo dos praticados no mesmo mês do ano passado, com uma redução de 6%, passando de US$ 4.265 em julho de 2023 para US$ 4.007 em julho de 2024.
A receita gerada pelas exportações subiu 33%, passando de US$ 876,9 milhões em 2023 para US$ 1,166 bilhão em julho de 2024. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que analisou dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado do ano, de janeiro a julho, o Brasil exportou 1.731.944 toneladas de carne bovina, um aumento de 35% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 1.281.943 toneladas. A receita total até agora cresceu 20%, passando de US$ 5,810 bilhões em 2023 para US$ 6,988 bilhões em 2024, estabelecendo um novo recorde para o período.
A tendência de queda nos preços médios é atribuída em parte às negociações com a China, o principal comprador de carne bovina brasileira, responsável por 40% das exportações do país. Em 2023, a China comprou 611.959 toneladas, enquanto em 2024 adquiriu 689.867 toneladas, um aumento de 12,7%. No entanto, a receita caiu 0,2%, passando de US$ 3,058 bilhões para US$ 3,052 bilhões, devido à queda no preço médio, que passou de US$ 4.998 em 2023 para US$ 4.424 em 2024.
Os Estados Unidos, o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, experimentaram uma queda acentuada nos preços médios pagos. De janeiro a julho de 2023, os EUA compraram 142.647 toneladas, gerando uma receita de US$ 254,5 milhões. No mesmo período de 2024, as compras aumentaram para 263.244 toneladas (+84,5%), com uma receita de US$ 766,4 milhões (+37,5%). No entanto, o preço médio caiu de US$ 3.910 por tonelada em 2023 para US$ 2.910 por tonelada em 2024.
Os Emirados Árabes Unidos ascenderam à terceira posição entre os maiores compradores de carne bovina brasileira em 2024, com aquisições de 106.480 toneladas (+212%) e uma receita de US$ 484,8 milhões (+218,6%). Em 2023, o país havia importado apenas 34.128 toneladas, com uma receita de US$ 152,1 milhões. O preço médio para os Emirados Árabes Unidos subiu de US$ 4.460 por tonelada em 2023 para US$ 4.550 por tonelada em 2024.
O Chile foi o quarto maior comprador, adquirindo 57.241 toneladas de carne bovina em 2024, comparado a 57.299 toneladas em 2023. A receita gerada foi de US$ 271 milhões, uma queda de 3,5% em relação aos US$ 280,8 milhões do ano passado. O preço médio caiu de US$ 4.910 em 2023 para US$ 4.740 em 2024. No total, 92 países aumentaram suas importações de carne bovina do Brasil em 2024, enquanto 71 reduziram suas aquisições.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
Published
7 horas agoon
3 de junho de 2026By
Da Redação
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
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Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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