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Hortitec 2025: Inovação, Capacitação e Tecnologia em Destaque na 30ª Edição da Maior Exposição de Horticultura da América Latina

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Entre os dias 25 e 27 de junho, Holambra, no interior de São Paulo, será o centro da horticultura nacional com a realização da 30ª edição da Hortitec – Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas. O evento reunirá 520 expositores, de empresas brasileiras e internacionais, e espera atrair cerca de 32 mil visitantes, gerando uma movimentação de aproximadamente R$ 600 milhões em negócios. Além da tradicional feira, a programação contará com painéis, palestras e atividades de capacitação para profissionais e empresários do setor agropecuário.

Inovação e Sustentabilidade no Centro das Discussões

A Hortitec 2025 trará discussões de grande relevância para o setor, com destaque para o Painel de Inovação Embrapa e Ibrahort. A programação abordará o tema “Resiliência Climática na Horticultura”, alinhando-se aos debates globais sobre mudanças climáticas que ganham força com a COP 30. O painel, que ocorrerá no dia 26 de junho, às 13h30, trará insights sobre como a horticultura pode se adaptar e mitigar os efeitos das alterações climáticas nos sistemas produtivos.

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Além disso, o Sebrae-SP marcará presença no evento com um espaço dedicado, oferecendo palestras e rodadas de negócios. Produtores de hortaliças, frutas e flores, assim como empresários do setor, terão a oportunidade de aprimorar suas práticas de gestão e transformar suas ideias em soluções concretas, com o apoio especializado do Sebrae.

Atividades de Campo: A Inovação em Ação

A Hortitec 2025 não se limitará apenas à teoria. Empresas expositoras do setor promoverão atividades de campo que proporcionarão uma experiência prática sobre as inovações tecnológicas aplicadas à horticultura.

A Hortinov 2025, realizada pela Sakata e Biotrop, destacará soluções biológicas para cultivos. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer o Bio Oracle, centro de difusão de tecnologias biológicas localizado em Santo Antônio de Posse (SP). Este centro será um ponto chave para entender como as soluções biológicas podem impactar positivamente os cultivos.

Outro evento de campo será o Open Field Day, organizado pela Agristar do Brasil. Em sua 19ª edição, a atividade será realizada na Estação Experimental da empresa, também em Santo Antônio de Posse, oferecendo uma imersão prática nas novas tecnologias que estão transformando o setor da horticultura.

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Para facilitar o acesso aos eventos de campo, a organização oferecerá traslados gratuitos entre a Hortitec e os locais das atividades, como a Hortinov e o Open Field Day.

Hortitec: Um Marco para a Horticultura Nacional

A Hortitec é a maior exposição de horticultura da América Latina e um dos eventos mais importantes do Brasil para o setor. Além de ser um ponto de encontro para troca de conhecimentos e novidades, o evento é uma excelente oportunidade para o setor se atualizar, expandir redes de contato e explorar as últimas tendências e tecnologias disponíveis no mercado.

A 30ª edição promete ser um marco para a horticultura nacional, consolidando a Hortitec como um evento essencial para todos os profissionais e empresas do setor, conectando-os aos principais protagonistas da horticultura brasileira e internacional.

Informações

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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