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HMC reforça regras de visitação, permanência e normas para acompanhantes

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A Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) por meio do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), reforça aos pacientes, acompanhantes e visitantes as normas de funcionamento e convivência nas dependências da unidade. O objetivo é garantir um ambiente seguro, organizado e confortável, contribuindo para a qualidade da assistência prestada.

As orientações abrangem desde a circulação nas áreas internas até cuidados de higiene, horários de visita e direitos e deveres de pacientes e acompanhantes.

Segundo o diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Israel Paniago, que administra o HMC, o cumprimento dessas regras é fundamental para manter a qualidade e a segurança da assistência. “O hospital recebe diariamente um grande número de pacientes e visitantes. Ter regras claras e respeitadas é essencial para que possamos oferecer um ambiente seguro, limpo e organizado, favorecendo a recuperação dos pacientes e o bom andamento dos serviços”, destacou.

Regras gerais
• O visitante deve permanecer exclusivamente no leito do paciente que veio visitar, sendo proibida a circulação em outros setores.
• Não é permitida a entrada com roupas curtas ou inadequadas ao ambiente hospitalar. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) é obrigatório o uso de calças compridas, vestidos ou saias longas.
• É proibida a entrada com ventiladores, umidificadores, televisores, notebooks, equipamentos de som, flores, plantas naturais ou alimentos externos.
• O paciente deve seguir exclusivamente a dieta prescrita pelo serviço de nutrição do hospital.
• É proibido fumar, consumir drogas ou bebidas alcoólicas, manter relações íntimas, deitar ou sentar no leito do paciente, manipular aparelhos médicos ou comercializar produtos no espaço hospitalar.
• É obrigatório o uso de calçados fechados e da pulseira de identificação para acompanhantes.
• Todos devem higienizar as mãos antes e após entrar no leito, e usar máscara ao acessar as UTIs.

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Horários de visita
As visitas ocorrem em horários específicos, variando conforme o setor. Na maioria das internações, o horário é das 13h às 14h, enquanto nas UTIs e áreas de emergência há períodos diferenciados. Em casos como as Salas Vermelhas (Clínica e Cirúrgica), as visitas podem ocorrer de manhã, à tarde e à noite, desde que não haja intercorrências médicas.

Direitos e deveres dos acompanhantes
Têm direito a um acompanhante pacientes idosos (acima de 60 anos), crianças e adolescentes, mulheres em trabalho de parto, lactantes, pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.

• O acompanhante deve ser maior de 18 anos, portar pulseira de identificação e permanecer junto apenas do paciente sob sua responsabilidade.
• Não é permitido sentar-se ou deitar nos leitos, acumular pertences em excesso, visitar outros pacientes ou lavar roupas no local.
• Troca de acompanhante: das 6h30 às 8h (manhã) e das 17h às 19h (noite).

Cuidados para evitar infecções hospitalares
• Higienizar as mãos antes e depois do contato com o paciente.
• Manter cabelos presos, unhas curtas e evitar adornos.
• Respeitar sinalizações e orientações de isolamento.
• Manter o ambiente limpo e organizado.

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Alerta de golpe
O HMC reforça que todo atendimento é 100% gratuito e exclusivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nenhum pagamento é solicitado pela unidade ou por seus profissionais. Em caso de suspeita, ligue para a polícia pelo 190.

Ouvidoria
Dúvidas, reclamações, denúncias, sugestões ou elogios podem ser encaminhados à Ouvidoria pelo telefone (65) 3318-6985 ou presencialmente no próprio hospital. Com essas medidas, o Hospital Municipal de Cuiabá reforça que o cumprimento das regras é essencial para garantir a segurança, o conforto e a recuperação dos pacientes, contando com a colaboração de todos para manter o ambiente hospitalar adequado e acolhedor.

#PraCegoVer

A imagem ilustra a fachada do Hospital Municipal de Cuiabá. A unidade possui as cores verde e amarela.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Brasil bate recorde de registros de defensivos agrícolas e avanço asiático transforma mercado de agroquímicos

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas e bioinsumos vive uma profunda transformação regulatória e comercial. O país registrou em 2025 o maior número de aprovações de pesticidas da história, enquanto cresce a presença de fabricantes asiáticos no setor nacional de agroquímicos.

O cenário será um dos principais focos da Brasil AgrochemShow 2026, marcada para os dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro deve reunir mais de 1.500 participantes, incluindo empresas, distribuidores, consultorias regulatórias, especialistas, importadores, indústrias químicas e representantes do agronegócio.

Brasil registra recorde histórico de aprovações de defensivos

Levantamento da AllierBrasil aponta que o Brasil aprovou 912 registros de pesticidas em 2025, o maior volume já registrado no país.

Do total liberado:

  • 323 foram produtos técnicos
  • 427 produtos formulados químicos
  • 162 produtos biológicos

O volume representa crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.

A expansão também impressiona no longo prazo. Entre 2006 e 2015, o Brasil aprovou 1.454 registros. Já no período entre 2016 e 2025, o número saltou para 5.442 aprovações, avanço de 274,3%.

Somente nos últimos cinco anos, foram liberados 3.344 registros, alta de 59,4% frente ao período anterior.

Especialistas alertam para morosidade regulatória

Apesar do crescimento expressivo no número de aprovações, especialistas afirmam que o sistema regulatório brasileiro continua lento, burocrático e altamente complexo.

Segundo Flávio Hirata, engenheiro agrônomo, especialista em registro de pesticidas e sócio da AllierBrasil, o aumento das liberações não significa necessariamente maior eficiência regulatória.

“O registro continua sendo burocrático, oneroso e sujeito a constantes mudanças de interpretação e exigências regulatórias”, afirma.

De acordo com a consultoria, o tempo médio de aprovação em 2025 foi de:

  • 63,4 meses para produtos formulados químicos
  • 67,4 meses para produtos técnicos equivalentes
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Na prática, muitos processos levam mais de cinco anos para serem concluídos.

“O maior desestímulo ao investimento no setor é justamente o tempo necessário para acessar o mercado. Em alguns casos, quando o registro é aprovado, parte da eficácia agronômica já foi comprometida ou o ingrediente ativo se aproxima de restrições regulatórias”, explica Hirata.

Judicialização cresce no mercado de defensivos agrícolas

A lentidão nas análises regulatórias também impulsionou o aumento da judicialização no setor.

Atualmente, cerca de 2.830 processos de registros de produtos formulados químicos aguardam avaliação no Brasil.

Segundo a AllierBrasil:

  • 397 processos estão parados há sete anos ou mais
  • 94 registros aguardam análise há mais de dez anos

Entre 2019 e 2025, os deferimentos obtidos via ações judiciais cresceram:

  • 395% contra a Anvisa
  • 2.666% contra o Ibama

Somente até 22 de abril de 2026, 47 avaliações toxicológicas foram aprovadas por meio de decisões judiciais.

“O uso da judicialização deixou de ser exceção e passou a integrar a estratégia regulatória das empresas para acelerar o acesso ao mercado”, destaca Hirata.

Avanço da China e da Índia redefine mercado global de agroquímicos

Outro tema central do AgrochemShow será o avanço das empresas asiáticas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas.

Segundo especialistas, a chamada “invasão asiática” representa uma reestruturação global da cadeia de produção de pesticidas.

“A China se consolidou como centro mundial de produção de defensivos agrícolas, enquanto o Brasil permanece como um dos maiores mercados consumidores do planeta”, afirma Hirata.

Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro registrou:

  • Crescimento de produtos pós-patente
  • Expansão de fabricantes chineses e indianos
  • Aumento de empresas nacionais com produção terceirizada na Ásia
  • Maior concorrência no setor de distribuição
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Atualmente, a China domina grande parte da produção global de ingredientes ativos utilizados nos defensivos agrícolas, enquanto a Índia amplia rapidamente sua participação.

Concorrência reduz custos, mas aumenta debate sobre segurança e rastreabilidade

O avanço asiático trouxe impactos diretos sobre preços, margens e competitividade no mercado brasileiro.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • Redução nos preços de moléculas tradicionais
  • Pressão sobre margens das distribuidoras
  • Maior concorrência comercial
  • Crescimento da agricultura digital
  • Expansão dos bioinsumos e biossoluções

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação do setor com:

  • Rastreabilidade dos produtos
  • Pureza dos ingredientes ativos
  • Equivalência técnica
  • Dependência externa
  • Segurança regulatória e logística

No Brasil, os defensivos agrícolas precisam passar por aprovação de três órgãos:

  • Anvisa
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
  • Ibama

“Existe uma preocupação crescente sobre segurança de abastecimento e dependência externa. Por outro lado, a maior concorrência também ajudou a reduzir custos para o produtor rural e acelerou a modernização do setor”, avalia Hirata.

AgrochemShow 2026 reunirá indústria, distribuidores e especialistas

Além dos debates regulatórios, o Brasil AgrochemShow 2026 reunirá representantes da indústria química, empresas de biológicos, distribuidores, consultorias, importadores, revendas e fornecedores internacionais.

O evento terá foco em:

  • Inovação no mercado agrícola
  • Estratégias regulatórias
  • Tendências globais
  • Logística
  • Agricultura digital
  • Bioinsumos
  • Parcerias técnico-comerciais

As inscrições para participação estão abertas no portal oficial do evento, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo.

Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, reforçando o caráter social do encontro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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