AGRONEGÓCIO

Hexagon leva inovação para a Agrishow 2024 para combater a cintilação ionosférica

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A Hexagon, líder global em soluções de posicionamento para maquinário agrícola, estará presente na Agrishow 2024, a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina. A participação da divisão de Autonomy & Positioning, que inclui a marca NovAtel, visa expandir o conhecimento dos agricultores sobre tecnologias que minimizam o impacto da cintilação ionosférica.

“O Brasil é um mercado com imenso potencial para soluções de autonomia, agricultura de precisão e posicionamento, especialmente porque o hemisfério sul é o mais afetado pelo fenômeno da cintilação ionosférica, que pode prejudicar o uso da tecnologia. Nossa presença na Agrishow é fundamental para reforçar a Hexagon como fornecedora de um conjunto único de tecnologias para o setor”, afirmou Bernardo de Castro, Vice-Presidente de Estratégia Agrícola da divisão de Autonomy & Positioning da Hexagon.

A cintilação ionosférica ocorre quando há variações rápidas e irregulares na intensidade dos sinais de radiofrequência que atravessam a ionosfera, camada da atmosfera terrestre que contém partículas ionizadas. Esse fenômeno, que afeta sistemas de navegação via satélite e comunicações por rádio, tornou-se mais problemático devido a um novo pico de explosões solares, causando dores de cabeça para quem depende de tecnologias de posicionamento por satélite para operar maquinário agrícola.

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Para lidar com esse problema, a Hexagon introduziu melhorias em seu firmware e combinou com sua solução de posicionamento preciso, TerraStar, para reduzir o erro de posição e o tempo de inatividade causados pela cintilação. Graças a uma ampla rede global, as correções TerraStar oferecem cobertura contínua em todo o mundo, fornecendo dados seguros e confiáveis para posicionamento em todas as condições climáticas.

Durante a Agrishow, a Hexagon destacará suas soluções para agricultura de precisão e controle de máquinas, que automatizam operações e monitoram diferentes etapas do processo agrícola. No estande da Hexagon, os especialistas explicarão como a tecnologia agrega valor ao maquinário agrícola, tornando-o mais preparado para atender às necessidades dos produtores rurais.

Além disso, serão apresentadas tecnologias de posicionamento baseadas em sinal de satélite, que podem ser usadas separadamente ou em conjunto para maior precisão e autonomia. Entre os destaques está a antena SMART7, um receptor primário de sinais GNSS multiconstelação e multifrequência, e a antena SMART2, uma solução de entrada que oferece rastreamento em dupla frequência e compensação de terreno.

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Os visitantes da Agrishow 2024 podem conhecer todas essas tecnologias no estande da Hexagon, localizado no espaço A5c, na Rua de Agricultura de Precisão, durante toda a feira. A presença da Hexagon na Agrishow reforça a importância da inovação para a agricultura moderna e a busca por soluções que superem desafios como a cintilação ionosférica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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