AGRONEGÓCIO
HELM do Brasil anuncia entrada no mercado de nutrição vegetal e contrata Emerson Oliveira para comandar nova área
Publicado em
21 de dezembro de 2023por
Da RedaçãoA multinacional HELM, especializada em soluções para agricultura, anuncia sua entrada no crescente mercado Crop Nutrition brasileiro, com a criação da unidade de nutrição e bioestimulantes de plantas. Com isso, a centenária alemã passa a oferecer, já a partir da safra 2024/2025, um excelente portfólio de insumos agrícolas, completando o pilar Crop Solution no Brasil.
Para entrar com competitividade nesse mercado, a HELM conta com o reforço do engenheiro agrônomo Emerson Alexandre Oliveira, um dos maiores especialistas em fertilizantes especiais, bioestimulantes, adjuvantes e biodefensivos do mercado. Com mais de 25 anos de experiência e passagens por grandes grupos de insumos agrícolas, especialmente na área de fertilizantes especiais, Oliveira será diretor da área Crop Nutrition.
Dentro dessa nova área, já está previsto o lançamento de dois produtos: SCYON® e CALFIT®. O SCYON® será voltado para a soja, cultura mais importante do país. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a área prevista de plantio de soja para a safra atual é de mais de 45 milhões de hectares. Já o CALFIT® será destinado ao cultivo de Hortifruti e vai atender às lavouras de batata, uva e maçã.
“Apesar do potencial, o mercado de nutrição vegetal e bioestimulantes no Brasil ainda é fragmentado e pouco consolidado. O que estamos trazendo é uma perspectiva de estabilidade, de confiança, com todo o know-how da HELM, uma empresa familiar que tem 123 anos e vai continuar passando de geração em geração”, diz o vice-presidente Crop Protection no Brasil, Sebastian Lüth.
O vice-presidente afirma que o objetivo da HELM é providenciar um pacote completo de soluções integradas para o produtor rural, que consiste em um manejo complementar entre defensivos, nutrição e estimulação.
“Tudo isso para o produtor rural maximizar, chegar o mais perto possível do potencial produtivo da semente que ele plantou. Com a solução completa que vamos oferecer, o produtor vai ter isso na mão e vai poder sempre trabalhar e maximizar a produtividade dele.”
Diretor de Marketing e Portfólio da HELM, Fabio Del Cistia salienta que, nos próximos três anos, serão lançados mais três produtos para o mercado brasileiro. “São tecnologias patenteadas, diferenciadas com base em metabólitos e micronutrientes que vão fortalecer o nosso portfólio e ajudar o agricultor no aumento de produtividade.
Ainda segundo ele, a HELM pretende mais. “Vamos entrar no mercado que mais cresce no Brasil, que é o de nutrição e bioestimulantes, dentro do setor de insumos agrícolas. Definimos entrar num portfólio de produtos mais sofisticados, diferenciados e com maior valor agregado. Além de mais tecnologia, vamos oferecer para o produtor soluções do plantio à colheita”.
Responsável por dirigir a nova unidade, Emerson Oliveira observa o crescimento do uso da nutrição vegetal nas principais culturas do país. “Esse setor cresce muito acima do de defensivos e fertilizantes convencionais. Fechou 2022 com faturamento de R$ 16,6 bi (dados Abisolo) e se fizermos uma média de quatro anos, teremos uma taxa de crescimento na faixa de 33% no Brasil”, analisa Oliveira.
Mercado de nutrição
Emerson Oliveira explica que, até hoje, o negócio da HELM no Brasil foi focado em defensivos agrícolas e em químicos de uso industrial. “Agora, passa a ter no país uma linha de fertilizantes especiais que incluem micro e macro nutrientes, bioestimulantes e biodefensivos, que irão ser integrados na oferta tecnológica de Crop Solution da HELM no Brasil, juntamente com os defensivos e a plataforma digital SKYFLD® (Crop Protection/ Crop Nutrition/ Digital)”.
A HELM atua em todo o país, com presença sólida no negócio de grãos, incluindo a soja, o milho, o feijão, entre outros, a missão será atender a agricultura brasileira como um todo, ou seja, indo desde a soja, que é um negócio gigante, ao mercado de horticultura.
“Sabemos da importância de se trazer uma nova unidade de negócio que contribui para a correta oferta das tecnologias, buscando apresentar os posicionamentos técnicos corretos do portfólio para a melhora da produtividade do agricultor, favorecendo o aumento de produção por área e uma melhor qualidade dos alimentos que ele está produzindo”, completa.
A nutrição de plantas com aplicações via folhas, sementes ou mesmo via solo, ele explica, é um procedimento em que se trabalha com aplicações de nutrientes em doses pequenas quando comparado com os fertilizantes tradicionais, porém em momentos precisos nas plantas. Segundo Oliveira, o objetivo da linha de nutrição de plantas, não é substituir os fertilizantes convencionais, mas sim complementar a fertilização em momentos de alta necessidade e agregar produtividade e maior rentabilidade ao agricultor.
Parceria
Para desenvolver a nova unidade, a HELM fechou parceria com a Unium Bioscience, empresa britânica de inovação científica na indústria biológica, de bioestimulantes, fertilizantes especiais e proteção de cultivos alternativos.
O acordo transfere para a HELM os direitos de comercialização das tecnologias da Unium no Brasil e em outros países da América Latina. “São tecnologias inovadoras e que vão agregar muito ao mercado”, afirma Oliveira.
A HELM formará uma equipe dedicada e integrada para atuar na nova unidade, dentro de sua estrutura comercial.
“Notamos que o mercado de nutrição de plantas precisa de muita qualidade, confiabilidade, serviço e atendimento. Então, está sendo montada uma equipe especializada e preparada com conhecimento, com boas informações técnicas, composta por engenheiros agrônomos que têm condição de levar tecnologia para o mercado, colaborando para que esse conhecimento chegue no campo”, diz.
Além dos produtos oriundos dessa parceria, outras inovações devem ser implementadas, formando toda uma oferta tecnológica para a área de nutrição de plantas, combinada com a área de defesa vegetal.
O vice-presidente Sebastian Lüth reforça que a empresa está desenvolvendo um trabalho de mercado e posicionamento técnico dos produtos, prestando assistência técnica ao produtor rural. O objetivo é que ele saiba como usar e aproveitar ao máximo essas tecnologias.
“O Emerson tem criado esse tipo de projeto em várias empresas. Com isso, queremos mostrar que estamos entrando nesse mercado para liderar.”
Fonte: HELM
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Irrigação por gotejamento reduz custos na cafeicultura e aumenta eficiência produtiva no interior de São Paulo
Published
24 minutos agoon
16 de junho de 2026By
Da Redação
A irrigação por gotejamento tem se consolidado como uma das principais tecnologias para aumento de eficiência e redução de custos na cafeicultura brasileira. Em uma propriedade localizada na região da Alta Mogiana (SP), a adoção do sistema, combinada com fertirrigação e automação, resultou em ganhos expressivos de produtividade e uma economia anual estimada em R$ 91 mil.
Tecnologia reduz custos operacionais e otimiza o manejo no café
O case do Grupo Agam, da família Branquinho, no município de Pedregulho (SP), mostra como a modernização do sistema produtivo pode impactar diretamente a rentabilidade da atividade cafeeira.
A propriedade, com mais de 300 hectares de café, implementou irrigação por gotejamento em 100 hectares em parceria com a Netafim. A tecnologia trouxe mudanças significativas na estrutura operacional da fazenda, especialmente na redução do uso de máquinas e insumos.
Economia supera R$ 90 mil por ano em operações mecanizadas
De acordo com os dados levantados na propriedade, os resultados econômicos incluem:
- Redução de aproximadamente R$ 910 por hectare ao ano em custos com operações tratorizadas
- Economia total de cerca de R$ 91 mil por ano nos 100 hectares irrigados
- Evitação de investimento de aproximadamente R$ 340 mil em máquinas agrícolas, como trator e adubadeira
Além da redução de custos, o sistema proporcionou uma reorganização das atividades no campo, com impacto direto na eficiência operacional.
Menos operações no campo e mais eficiência produtiva
Com a adoção do gotejamento, o número de operações mecanizadas caiu de 17 para 10 ciclos por safra, simplificando o manejo da lavoura e reduzindo a dependência de equipamentos pesados.
A mudança também trouxe maior previsibilidade operacional, permitindo melhor planejamento das etapas produtivas e menor exposição a riscos logísticos, como janelas climáticas curtas ou indisponibilidade de máquinas.
Outro ponto de destaque é o uso de sensores de umidade do solo e automação, que contribuíram para uma redução de até 50% no consumo de água, fator estratégico em regiões com maior restrição hídrica.
Fertirrigação aumenta eficiência no uso de insumos
A fertirrigação também desempenhou papel central na redução de custos. Segundo o responsável pela gestão das propriedades, William Ferreira, a aplicação precisa de nutrientes melhora o aproveitamento dos fertilizantes e reduz desperdícios.
“Quando aplicamos os fertilizantes via sistema de irrigação, conseguimos direcionar os nutrientes exatamente para a zona radicular, no momento em que a planta mais precisa. Isso aumenta significativamente o aproveitamento e reduz perdas por lixiviação ou aplicações ineficientes”, explica.
Ele destaca ainda o impacto econômico direto da tecnologia:
“Na prática, a fertirrigação diminui desperdícios e evita reaplicações desnecessárias. Como os fertilizantes representam uma parcela relevante do custo da lavoura, qualquer ganho de eficiência no uso já se traduz em economia direta para o produtor”, afirma.
Irrigação aumenta previsibilidade e reduz riscos climáticos
Além da redução de custos, a irrigação por gotejamento também contribui para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de irregularidade climática.
Para o especialista agronômico da Netafim, Rafael Gonzaga, a tecnologia permite maior controle sobre a produção.
“Na prática, sistemas como a irrigação por gotejamento permitem uma gestão mais precisa dos recursos, o que se reflete em redução de desperdícios e maior estabilidade produtiva”, afirma.
Ele reforça que a previsibilidade é um dos principais ganhos:
“Além de reduzir custos, a tecnologia traz mais controle sobre o sistema produtivo. Isso muda a lógica da operação, que passa a ser menos reativa e mais estratégica”, complementa.
Eficiência produtiva e sustentabilidade no café
Além dos ganhos econômicos, a irrigação por gotejamento também contribui para o uso mais eficiente de insumos e redução de impactos ambientais, como menor compactação do solo e redução de emissões associadas às operações mecanizadas.
O caso do Grupo Agam reforça uma tendência crescente na cafeicultura brasileira: a busca por sistemas produtivos mais eficientes, previsíveis e sustentáveis, com a tecnologia assumindo papel central na competitividade do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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