AGRONEGÓCIO

HELM do Brasil anuncia entrada no mercado de nutrição vegetal e contrata Emerson Oliveira para comandar nova área

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A multinacional HELM, especializada em soluções para agricultura, anuncia sua entrada no crescente mercado Crop Nutrition brasileiro, com a criação da unidade de nutrição e bioestimulantes de plantas. Com isso, a centenária alemã passa a oferecer, já a partir da safra 2024/2025, um excelente portfólio de insumos agrícolas, completando o pilar Crop Solution no Brasil.

Para entrar com competitividade nesse mercado, a HELM conta com o reforço do engenheiro agrônomo Emerson Alexandre Oliveira, um dos maiores especialistas em fertilizantes especiais, bioestimulantes, adjuvantes e biodefensivos do mercado. Com mais de 25 anos de experiência e passagens por grandes grupos de insumos agrícolas, especialmente na área de fertilizantes especiais, Oliveira será diretor da área Crop Nutrition.

Dentro dessa nova área, já está previsto o lançamento de dois produtos: SCYON® e CALFIT®. O SCYON® será voltado para a soja, cultura mais importante do país. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a área prevista de plantio de soja para a safra atual é de mais de 45 milhões de hectares. Já o CALFIT® será destinado ao cultivo de Hortifruti e vai atender às lavouras de batata, uva e maçã.

“Apesar do potencial, o mercado de nutrição vegetal e bioestimulantes no Brasil ainda é fragmentado e pouco consolidado. O que estamos trazendo é uma perspectiva de estabilidade, de confiança, com todo o know-how da HELM, uma empresa familiar que tem 123 anos e vai continuar passando de geração em geração”, diz o vice-presidente Crop Protection no Brasil, Sebastian Lüth.

O vice-presidente afirma que o objetivo da HELM é providenciar um pacote completo de soluções integradas para o produtor rural, que consiste em um manejo complementar entre defensivos, nutrição e estimulação.

“Tudo isso para o produtor rural maximizar, chegar o mais perto possível do potencial produtivo da semente que ele plantou. Com a solução completa que vamos oferecer, o produtor vai ter isso na mão e vai poder sempre trabalhar e maximizar a produtividade dele.”

Diretor de Marketing e Portfólio da HELM, Fabio Del Cistia salienta que, nos próximos três anos, serão lançados mais três produtos para o mercado brasileiro. “São tecnologias patenteadas, diferenciadas com base em metabólitos e micronutrientes que vão fortalecer o nosso portfólio e ajudar o agricultor no aumento de produtividade.

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Ainda segundo ele, a HELM pretende mais. “Vamos entrar no mercado que mais cresce no Brasil, que é o de nutrição e bioestimulantes, dentro do setor de insumos agrícolas. Definimos entrar num portfólio de produtos mais sofisticados, diferenciados e com maior valor agregado. Além de mais tecnologia, vamos oferecer para o produtor soluções do plantio à colheita”.

Responsável por dirigir a nova unidade, Emerson Oliveira observa o crescimento do uso da nutrição vegetal nas principais culturas do país. “Esse setor cresce muito acima do de defensivos e fertilizantes convencionais. Fechou 2022 com faturamento de R$ 16,6 bi (dados Abisolo) e se fizermos uma média de quatro anos, teremos uma taxa de crescimento na faixa de 33% no Brasil”, analisa Oliveira.

Mercado de nutrição

Emerson Oliveira explica que, até hoje, o negócio da HELM no Brasil foi focado em defensivos agrícolas e em químicos de uso industrial. “Agora, passa a ter no país uma linha de fertilizantes especiais que incluem micro e macro nutrientes, bioestimulantes e biodefensivos, que irão ser integrados na oferta tecnológica de Crop Solution da HELM no Brasil, juntamente com os defensivos e a plataforma digital SKYFLD® (Crop Protection/ Crop Nutrition/ Digital)”.

A HELM atua em todo o país, com presença sólida no negócio de grãos, incluindo a soja, o milho, o feijão, entre outros, a missão será atender a agricultura brasileira como um todo, ou seja, indo desde a soja, que é um negócio gigante, ao mercado de horticultura.

“Sabemos da importância de se trazer uma nova unidade de negócio que contribui para a correta oferta das tecnologias, buscando apresentar os posicionamentos técnicos corretos do portfólio para a melhora da produtividade do agricultor, favorecendo o aumento de produção por área e uma melhor qualidade dos alimentos que ele está produzindo”, completa.

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A nutrição de plantas com aplicações via folhas, sementes ou mesmo via solo, ele explica, é um procedimento em que se trabalha com aplicações de nutrientes em doses pequenas quando comparado com os fertilizantes tradicionais, porém em momentos precisos nas plantas. Segundo Oliveira, o objetivo da linha de nutrição de plantas, não é substituir os fertilizantes convencionais, mas sim complementar a fertilização em momentos de alta necessidade e agregar produtividade e maior rentabilidade ao agricultor.

Parceria

Para desenvolver a nova unidade, a HELM fechou parceria com a Unium Bioscience, empresa britânica de inovação científica na indústria biológica, de bioestimulantes, fertilizantes especiais e proteção de cultivos alternativos.

O acordo transfere para a HELM os direitos de comercialização das tecnologias da Unium no Brasil e em outros países da América Latina. “São tecnologias inovadoras e que vão agregar muito ao mercado”, afirma Oliveira.

A HELM formará uma equipe dedicada e integrada para atuar na nova unidade, dentro de sua estrutura comercial.

“Notamos que o mercado de nutrição de plantas precisa de muita qualidade, confiabilidade, serviço e atendimento. Então, está sendo montada uma equipe especializada e preparada com conhecimento, com boas informações técnicas, composta por engenheiros agrônomos que têm condição de levar tecnologia para o mercado, colaborando para que esse conhecimento chegue no campo”, diz.

Além dos produtos oriundos dessa parceria, outras inovações devem ser implementadas, formando toda uma oferta tecnológica para a área de nutrição de plantas, combinada com a área de defesa vegetal.

O vice-presidente Sebastian Lüth reforça que a empresa está desenvolvendo um trabalho de mercado e posicionamento técnico dos produtos, prestando assistência técnica ao produtor rural. O objetivo é que ele saiba como usar e aproveitar ao máximo essas tecnologias.

“O Emerson tem criado esse tipo de projeto em várias empresas. Com isso, queremos mostrar que estamos entrando nesse mercado para liderar.”

Fonte: HELM

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Irrigação por gotejamento reduz custos na cafeicultura e aumenta eficiência produtiva no interior de São Paulo

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A irrigação por gotejamento tem se consolidado como uma das principais tecnologias para aumento de eficiência e redução de custos na cafeicultura brasileira. Em uma propriedade localizada na região da Alta Mogiana (SP), a adoção do sistema, combinada com fertirrigação e automação, resultou em ganhos expressivos de produtividade e uma economia anual estimada em R$ 91 mil.

Tecnologia reduz custos operacionais e otimiza o manejo no café

O case do Grupo Agam, da família Branquinho, no município de Pedregulho (SP), mostra como a modernização do sistema produtivo pode impactar diretamente a rentabilidade da atividade cafeeira.

A propriedade, com mais de 300 hectares de café, implementou irrigação por gotejamento em 100 hectares em parceria com a Netafim. A tecnologia trouxe mudanças significativas na estrutura operacional da fazenda, especialmente na redução do uso de máquinas e insumos.

Economia supera R$ 90 mil por ano em operações mecanizadas

De acordo com os dados levantados na propriedade, os resultados econômicos incluem:

  • Redução de aproximadamente R$ 910 por hectare ao ano em custos com operações tratorizadas
  • Economia total de cerca de R$ 91 mil por ano nos 100 hectares irrigados
  • Evitação de investimento de aproximadamente R$ 340 mil em máquinas agrícolas, como trator e adubadeira

Além da redução de custos, o sistema proporcionou uma reorganização das atividades no campo, com impacto direto na eficiência operacional.

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Menos operações no campo e mais eficiência produtiva

Com a adoção do gotejamento, o número de operações mecanizadas caiu de 17 para 10 ciclos por safra, simplificando o manejo da lavoura e reduzindo a dependência de equipamentos pesados.

A mudança também trouxe maior previsibilidade operacional, permitindo melhor planejamento das etapas produtivas e menor exposição a riscos logísticos, como janelas climáticas curtas ou indisponibilidade de máquinas.

Outro ponto de destaque é o uso de sensores de umidade do solo e automação, que contribuíram para uma redução de até 50% no consumo de água, fator estratégico em regiões com maior restrição hídrica.

Fertirrigação aumenta eficiência no uso de insumos

A fertirrigação também desempenhou papel central na redução de custos. Segundo o responsável pela gestão das propriedades, William Ferreira, a aplicação precisa de nutrientes melhora o aproveitamento dos fertilizantes e reduz desperdícios.

“Quando aplicamos os fertilizantes via sistema de irrigação, conseguimos direcionar os nutrientes exatamente para a zona radicular, no momento em que a planta mais precisa. Isso aumenta significativamente o aproveitamento e reduz perdas por lixiviação ou aplicações ineficientes”, explica.

Ele destaca ainda o impacto econômico direto da tecnologia:

“Na prática, a fertirrigação diminui desperdícios e evita reaplicações desnecessárias. Como os fertilizantes representam uma parcela relevante do custo da lavoura, qualquer ganho de eficiência no uso já se traduz em economia direta para o produtor”, afirma.

Irrigação aumenta previsibilidade e reduz riscos climáticos

Além da redução de custos, a irrigação por gotejamento também contribui para maior estabilidade produtiva, especialmente em cenários de irregularidade climática.

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Para o especialista agronômico da Netafim, Rafael Gonzaga, a tecnologia permite maior controle sobre a produção.

“Na prática, sistemas como a irrigação por gotejamento permitem uma gestão mais precisa dos recursos, o que se reflete em redução de desperdícios e maior estabilidade produtiva”, afirma.

Ele reforça que a previsibilidade é um dos principais ganhos:

“Além de reduzir custos, a tecnologia traz mais controle sobre o sistema produtivo. Isso muda a lógica da operação, que passa a ser menos reativa e mais estratégica”, complementa.

Eficiência produtiva e sustentabilidade no café

Além dos ganhos econômicos, a irrigação por gotejamento também contribui para o uso mais eficiente de insumos e redução de impactos ambientais, como menor compactação do solo e redução de emissões associadas às operações mecanizadas.

O caso do Grupo Agam reforça uma tendência crescente na cafeicultura brasileira: a busca por sistemas produtivos mais eficientes, previsíveis e sustentáveis, com a tecnologia assumindo papel central na competitividade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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