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Heinze cobra presença de Haddad no Senado para tratar crise agropecuária no RS

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Diante da grave crise enfrentada pelo setor agropecuário no Rio Grande do Sul, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) protocolou, nesta terça-feira (8), um requerimento solicitando a convocação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o parlamentar, o ministro não respondeu a um pedido de reunião enviado em 17 de março, que contou com o respaldo de diversas entidades rurais participantes do painel da Expodireto Cotrijal.

Heinze propõe que Haddad compareça à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre as medidas do governo federal frente à crise no campo. “Já se passaram quase 20 dias desde o envio do pedido, e até agora não houve qualquer resposta. Diante do silêncio, não nos resta alternativa senão convocá-lo e realizar uma sabatina à altura da gravidade enfrentada pelos nossos agricultores. Já recebemos relatos de tentativas de suicídio — o governo precisa agir”, declarou o senador.

Na justificativa do requerimento, Heinze menciona a Carta da Expodireto Cotrijal e acusa o Ministério da Fazenda de omissão. “É imperativa a convocação do ministro. Estamos colocando em risco o sustento de milhares de famílias gaúchas”, alertou.

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Os números que dimensionam a crise reforçam a urgência da demanda: segundo levantamento da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), os prejuízos acumulados pelos produtores rurais nos últimos quatro anos somam R$ 117 bilhões. Já o impacto econômico total no Estado chega a R$ 319 bilhões — o equivalente a 49% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cacau reage no mercado internacional após avanço no processamento e ajuste de posições

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Mercado de cacau alterna correção e recuperação nas bolsas internacionais

O mercado de cacau passou por uma fase recente de correção, com quedas relevantes nas bolsas de Nova York e Londres, refletindo uma percepção de maior conforto na oferta global no curto prazo.

Segundo análises da StoneX, o movimento foi influenciado por rumores de uma produção acima do esperado na safra 2025/26 da Costa do Marfim, além de condições climáticas favoráveis na região Oeste da África — principal polo produtor mundial.

Esse conjunto de fatores reforçou a expectativa de maior disponibilidade da commodity, sustentada pelo aumento das entregas, crescimento dos estoques e projeções de superávit global tanto para 2025/26 quanto para 2026/27. Esse cenário reduziu o espaço para altas mais consistentes e manteve pressão sobre as cotações internacionais.

Dados de moagem surpreendem e impulsionam reação dos preços

No início desta semana, no entanto, o mercado apresentou forte reação positiva, com alta que chegou a superar 8% durante a manhã.

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Além do impacto do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no sentimento global dos mercados, o movimento também foi influenciado por ajustes de posições de fundos, após a divulgação de novos dados sobre o processamento de cacau.

A moagem na Costa do Marfim avançou 39,7% em maio na comparação anual. No acumulado do ano, o crescimento foi de 1,7%, desempenho que surpreendeu o mercado e sinalizou uma possível recuperação parcial da demanda industrial.

Cenário ainda é de equilíbrio entre pressão e suporte

Apesar da reação positiva recente, o mercado de cacau segue em um ambiente de forças opostas.

De um lado, o avanço da moagem indica maior utilização das amêndoas e algum fortalecimento da demanda no curto prazo. De outro, as projeções de produção elevada, o aumento dos estoques e a perspectiva de superávits globais nos próximos ciclos continuam limitando uma tendência mais consistente de recuperação das cotações.

Assim, o mercado permanece sensível a novos dados de oferta e demanda, com alta volatilidade e ajustes frequentes de posicionamento por parte dos investidores.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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