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Trabalhadores estrangeiros ampliam presença na indústria de suínos brasileira

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O número de trabalhadores estrangeiros com vínculo formal em frigoríficos de abate de suínos no Brasil chegou a 19.521 pessoas até 31 de dezembro de 2024, o que representa 15,6% do total de empregos do setor.

Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo o levantamento, a alta demanda por mão de obra mantém os frigoríficos como um dos principais destinos para trabalhadores imigrantes, consolidando o segmento como importante porta de entrada no mercado formal brasileiro.

Venezuelanos lideram contratações entre estrangeiros

Entre os estrangeiros empregados na indústria suinícola, os venezuelanos representam 70,3% do total, somando 13.733 trabalhadores. Em seguida aparecem haitianos (4.732), paraguaios (423), argentinos (273) e cubanos (143).

De acordo com o Deral, essa composição reflete as recentes ondas migratórias e o perfil de inserção dos imigrantes no mercado regional, principalmente em estados com forte presença da suinocultura.

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Santa Catarina concentra o maior número de estrangeiros na indústria

O estado de Santa Catarina lidera em número de estrangeiros empregados formalmente em frigoríficos de suínos, com 11.339 vínculos, o equivalente a 30,6% das vagas do setor.

Na sequência, aparecem o Rio Grande do Sul, com 2.659 trabalhadores, e o Paraná, com 2.385.

O boletim ressalta que essa concentração acompanha a relevância da Região Sul na cadeia produtiva suinícola nacional, responsável por grande parte da produção e do abate no país.

No Paraná, os haitianos são o principal grupo entre os estrangeiros contratados, com 1.012 vínculos (42,2%), seguidos por venezuelanos (878), além de paraguaios, cubanos e senegaleses.

Criação de suínos tem menor participação de estrangeiros

Na atividade primária — a criação de suínos —, a presença de trabalhadores estrangeiros é mais reduzida.

Em 2024, foram registrados 589 vínculos formais, o que representa 1,7% do total de empregos do segmento. A maior parte desse contingente é formada por paraguaios, venezuelanos e argentinos.

O Paraná lidera as contratações, com 218 vínculos, correspondentes a 4% do quadro funcional estadual, seguido por Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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Para o Deral, os números demonstram a importância regional da suinocultura e a necessidade constante de mão de obra para sustentar a produção.

Migração e mercado de trabalho rural caminham juntos

De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), o aumento no número de estrangeiros empregados no setor está diretamente ligado às recentes ondas migratórias motivadas por crises geopolíticas e à capacidade de absorção do setor suinícola, que demanda profissionais em diversas etapas do processo produtivo.

Os frigoríficos continuam sendo grandes polos de empregabilidade e integração econômica para imigrantes, contribuindo para o fortalecimento do setor e para a inclusão social de trabalhadores vindos de outros países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor

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Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.

Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.

De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.

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Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.

Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil

O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.

A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.

A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.

Exportações avançam e ampliam presença internacional

O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.

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Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.

A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.

Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal

Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.

Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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