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Grupo Potencial Investirá R$ 100 Milhões em Nova Refinaria para Dobrar Produção de Glicerina

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O Grupo Potencial, referência no setor de biodiesel, está expandindo suas operações com um investimento robusto de R$ 100 milhões em uma nova planta de refino de glicerina. A empresa, que atualmente responde por cerca de 40% da produção nacional desse coproduto, pretende praticamente dobrar sua capacidade, alcançando a marca de 100 mil toneladas anuais de glicerina refinada até 2026.

A nova refinaria será instalada na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, onde já opera a unidade da Potencial Biodiesel. A previsão é que a planta, uma vez em funcionamento, produza até 50 mil toneladas anuais de glicerina refinada, somando-se às atuais 45 mil toneladas que a empresa já produz.

De acordo com Robson Rodrigues Antunes, gerente geral de qualidade e operações do Grupo Potencial, a glicerina resultante do processo de produção de biodiesel, conhecida como “glicerina bruta” ou “loira”, é comumente exportada para a China, onde é refinada e redistribuída para o mercado global. No entanto, o Grupo Potencial se destaca ao realizar o refino internamente, alcançando uma pureza próxima a 100%, o que amplia significativamente as possibilidades de aplicação do produto.

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“A pureza da glicerina refinada é fundamental para determinar seu mercado. Se o nível de pureza for inferior a 99,5%, a glicerina acaba sendo destinada a usos menos nobres,” explica Antunes. O Grupo Potencial segue rigorosamente as normas das Farmacopeias dos Estados Unidos (United States Pharmacopeia) e da Europa (European Pharmacopoeia), garantindo que seu produto atenda aos mais altos padrões internacionais.

A glicerina refinada é um líquido viscoso, transparente, sem odor e naturalmente doce, utilizada em uma ampla gama de produtos, desde cápsulas medicinais e pomadas até balas, cosméticos e fibras têxteis.

Aproximadamente 90% da produção de glicerina refinada do Grupo Potencial é destinada ao mercado externo, com exportações para mais de 20 países. Caique Tossulino, diretor comercial e de operações da BWI, trading do Grupo Potencial, destaca a vantagem logística da empresa: “Nossa proximidade com o Porto de Paranaguá, a cerca de 150 quilômetros de distância, nos permite oferecer um custo de exportação mais competitivo em comparação com empresas localizadas em outras regiões do Brasil.”

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Com esse investimento, o Grupo Potencial consolida sua posição de liderança no mercado brasileiro de glicerina refinada, reforçando seu compromisso com a qualidade e a expansão internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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