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Grupo avícola do Espírito Santo investe em usinas solares e irá economizar 1,6 milhão por ano na conta de energia

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Produtores avícolas estão buscando cada vez mais alternativas para baratear a conta de energia elétrica. O custo com energia na produção avícola, segundo a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, pode chegar a 35% do valor total da produção ou até 20% se for considerada apenas a energia elétrica.

Como maneira de diminuir essas despesas, o Grupo Venturini, do segmento de avicultura e agronegócio da cidade de Marechal Floriano-ES, decidiu instalar um total de dez usinas solares para abastecer todo o complexo de empresas de criação de frango de corte, de frango de postura, incubatório, integração, piscicultura, além de um posto de combustível e uma transportadora.

São sete usinas solares de 100 kW cada e mais três de 75 kW, cada, instaladas pela rede de franquias Solarprime, nas cidades de Marechal Floriano e Domingos Martins. Os dez sistemas fotovoltaicos somam um total de 3.148 módulos fotovoltaicos e potência instalada de 1.5 GWp.

Josiane Maria Klein Freire, proprietária da franquia da Solarprime responsável pela implementação dos sistemas fotovoltaicos, explica que “todas as usinas devem gerar mais de 2 milhões de kWh, por ano, e trarão uma economia anual aproximada de R$ 1,6 milhão na conta de energia para o Grupo Venturini”, ressalta a empresária possui outras franquias de energia solar no Espírito Santo.

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Para Victor Venturini, um dos proprietários do Grupo, com a instalação da usina, a expectativa é ter uma redução considerável na conta de energia, que chegava a custar em torno de R$ 300 mil mensais. “Instalar energia solar em nossas empresas irá nos garantir muitos benefícios, pois estaremos protegidos da inflação energética e do aumento das taxas de energia, além de ser uma fonte de renda passiva. E acredito que o mais importante da iniciativa é: gerar sustentabilidade para o negócio”, afirma Venturini.

Victor ainda ressalta, que com a usina solar, que contou com investimentos de R$ 4,8 milhões, “será possível repassar produtos e serviços com um melhor preço ao consumidor final”, finaliza.

O sócio fundador da Solarprime Raphael Brito destaca que o agronegócio está aderindo à energia solar, por ser uma opção rentável e sustentável. “Os números mostram que os grandes e pequenos empresários do agronegócio estão buscando alternativas para baratear a conta de energia. Dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) mostraram alta de 63% na instalação de sistemas fotovoltaicos em propriedades rurais. Além da economia, esses empresários estão agregando o valor da sustentabilidade aos seus produtos”, diz Brito.

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De acordo com a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o número de adeptos das usinas fotovoltaicas para geração própria no Espírito Santo vem aumentando e em maio chegou a 42,3 mil consumidores atendidos. Ainda segundo levantamento da Absolar de agosto de 2023, o estado ocupa a 14ª posição no Brasil com maior potência instalada em energia solar com um total de 502,7 megawatts (MW) em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

Fonte: Vira Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio ainda perde eficiência na aplicação de defensivos mesmo com avanço da agricultura de precisão

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Apesar da evolução da agricultura de precisão e da ampla oferta de tecnologias voltadas à aplicação de defensivos agrícolas, o agronegócio brasileiro ainda enfrenta desafios importantes para alcançar máxima eficiência operacional. Máquinas modernas, sensores, drones e sistemas inteligentes já fazem parte da rotina do campo, mas a forma como essas ferramentas são utilizadas ainda limita os resultados.

A avaliação é de especialistas do setor, que apontam que o principal gargalo não está na ausência de tecnologia, mas na integração entre conhecimento técnico, operação e estratégia dentro das propriedades rurais.

Eficiência das aplicações ainda é limitada por falhas operacionais

O aumento da pressão por produtividade, redução de perdas e cumprimento de exigências ambientais tem ampliado a necessidade de aplicações fitossanitárias mais precisas e sustentáveis. No entanto, falhas operacionais e decisões inadequadas continuam comprometendo parte dos resultados no campo.

De acordo com o engenheiro agrônomo Marcelo da Costa Ferreira, professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Jaboticabal e coordenador do Núcleo de Estudos e Desenvolvimento da Tecnologia de Aplicação, o setor dispõe de um amplo conjunto de ferramentas, mas ainda enfrenta dificuldades na sua correta utilização.

“Do ponto de vista da disponibilidade de produtos, máquinas e aplicativos, o agro vivencia um bom nível de opções. Mas isso não significa que esses produtos sejam bem utilizados”, afirma o especialista.

Segundo ele, perdas associadas à deriva, escolhas inadequadas de tecnologia e falhas operacionais poderiam ser significativamente reduzidas com maior alinhamento técnico entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“Há conhecimento e ferramental disponível. Porém, a falta de uma orientação macro dificulta uma compreensão mais madura para a redução das perdas”, completa.

Agricultura de precisão transforma tomada de decisão no campo

O avanço das tecnologias digitais tem alterado profundamente a lógica das aplicações agrícolas. Recursos como sensoriamento remoto, imagens de satélite, drones e sistemas inteligentes permitem análises detalhadas das lavouras e possibilitam decisões mais específicas dentro de uma mesma área produtiva.

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Na prática, isso significa maior capacidade de identificar variações no campo e ajustar a aplicação de insumos de forma localizada, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência.

“O olho das máquinas é muito mais detalhista e veloz em produzir informações do que o olho humano”, destaca Marcelo Ferreira.

Barreiras culturais ainda limitam adoção de tecnologias

Apesar dos avanços, a adoção plena dessas ferramentas ainda enfrenta resistência dentro das propriedades rurais. Para o especialista, a principal barreira não é apenas tecnológica, mas cultural e organizacional.

O modelo tradicional de manejo agrícola ainda está fortemente consolidado em muitas regiões produtoras, o que dificulta a incorporação de novos processos e sistemas de decisão baseados em dados.

“Essa forma tradicional de trabalho está consolidada há décadas. A primeira barreira, portanto, é cultural, seguida pela necessidade de alteração do sistema de entendimento da operação”, ressalta.

Formação técnica será decisiva para o futuro do agro

Para o professor da Unesp, o futuro da eficiência na aplicação de defensivos está diretamente ligado à formação de profissionais mais capacitados para operar, interpretar e desenvolver tecnologias agrícolas.

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A tendência, segundo ele, é de um ambiente cada vez mais digitalizado, no qual a tomada de decisão dependerá de dados e sistemas integrados.

“As inovações tecnológicas virão. As pessoas precisam estar preparadas não apenas para utilizá-las, mas também para criá-las e aprimorá-las”, conclui.

Perspectiva

A tendência é que a agricultura brasileira avance cada vez mais para sistemas produtivos orientados por dados, com maior integração entre máquinas, softwares e conhecimento técnico. Nesse cenário, a eficiência na aplicação de defensivos deve depender menos da disponibilidade de tecnologia e mais da capacidade de gestão e capacitação dos profissionais envolvidos.

A superação das barreiras culturais e o fortalecimento da formação técnica devem ser fatores determinantes para reduzir perdas, ampliar a sustentabilidade das operações e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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