AGRONEGÓCIO

Greening: A ameaça silenciosa à citricultura global

Publicado em

Ao longo da história da agricultura, doenças têm representado sérias ameaças às plantações, desencadeando crises econômicas e humanitárias. Entre elas, o greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), destaca-se como uma das mais destrutivas, especialmente para os citros, colocando em risco a citricultura em escala global.

Crescimento Alarmante

Dados recentes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) revelam um aumento alarmante na incidência de laranjeiras afetadas pelo greening. No último ano, essa incidência atingiu uma média de 38,06% no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais. Esse aumento de 56% em relação a 2022, o maior registrado desde 2008, reflete a crescente ameaça que a doença representa.

Desafios no Controle

O greening é transmitido pelo psilídeo asiático Diaphorina citri, e seu controle tem sido um desafio global para os produtores de citros. Diferentemente de outras doenças de plantas, o HLB possui uma dinâmica epidemiológica complexa, dificultando seu controle. Uma vez que a árvore é infectada, pouco pode ser feito para salvá-la, o que representa um desafio adicional.

Leia Também:  Brasil conquista novo mercado na União Econômica Euroasiática para exportação de fármacos de origem animal
Estratégias de Contenção

Para conter o avanço da doença, são necessários investimentos significativos e estratégias inovadoras. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de US$ 2 bilhões já foram investidos nesse esforço. A busca por soluções inclui a exploração de abordagens como injeções de antibióticos nos troncos das árvores e o uso de telas protetoras para evitar a disseminação do vetor do HLB.

Inovação e Colaboração

A indústria citrícola continua a explorar novas abordagens, como o uso de reguladores vegetais e precursores de hormônios vegetais. No entanto, essas estratégias demandam um posicionamento assertivo e acompanhamento contínuo para garantir resultados sustentáveis a longo prazo. É essencial que a colaboração e a inovação continuem a ser fundamentais nessa batalha contra o greening.

Um Futuro Sustentável

Apesar dos desafios, a pesquisa continua em busca de soluções mais eficazes e sustentáveis. A erradicação de plantas infectadas e o controle do vetor são tarefas complexas e contínuas, mas é necessário perseverar nesse esforço conjunto para proteger nossos laranjais e garantir um futuro sustentável para a citricultura global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  A pesca da Lagosta segue confusa e preocupa o setor

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Bolsas globais oscilam após decisões de juros; Selic a 14,25% e commodities pressionam mercados e ações do agro

Published

on

Os mercados financeiros globais operam em clima de cautela nesta quinta-feira (18), após as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Enquanto o Banco Central brasileiro reduziu a taxa Selic para 14,25% ao ano, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros norte-americanos inalterados, reforçando o discurso de vigilância sobre a inflação.

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em leve baixa, refletindo ajustes dos investidores após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O dólar comercial voltou a operar acima de R$ 5,14, em meio às preocupações com o cenário internacional e as perspectivas para a inflação global.

Selic cai para 14,25% e mercado avalia próximos passos

O Banco Central promoveu o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Apesar do movimento de flexibilização monetária, a autoridade monetária sinalizou cautela diante da persistência de riscos inflacionários e das incertezas externas.

Analistas avaliam que futuras reduções dependerão do comportamento da inflação, da atividade econômica e do ambiente internacional, especialmente das decisões do Fed e das oscilações dos preços das commodities.

Bolsas internacionais têm desempenho misto

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Wall Street registravam alta moderada, sustentados pelo alívio geopolítico no Oriente Médio e pela expectativa de estabilidade econômica após a reunião do Fed.

Na Europa, o cenário foi mais cauteloso. O índice DAX, da Alemanha, operava próximo da estabilidade, enquanto CAC 40, da França, e FTSE 100, do Reino Unido, registravam leves perdas.

Leia Também:  Destaques do monitoramento agrícola global: Condições das principais culturas no Brasil

Na Ásia, o fechamento foi misto. O destaque positivo ficou para Japão e Coreia do Sul, com ganhos expressivos dos índices Nikkei e Kospi. Em contrapartida, Hong Kong recuou fortemente, pressionada pelas expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos.

Fechamento dos principais índices asiáticos
  • Nikkei (Japão): +1,65%
  • Kospi (Coreia do Sul): +2,25%
  • Taiex (Taiwan): +1,28%
  • Straits Times (Singapura): +0,70%
  • CSI300 (China): +0,21%
  • SSEC (Xangai): -0,43%
  • Hang Seng (Hong Kong): -1,59%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): -0,62%
Tecnologia lidera ganhos na China

As ações de tecnologia chinesas foram destaque positivo após a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China anunciar medidas de incentivo à inovação e ao financiamento de empresas de setores considerados estratégicos.

Entre os segmentos priorizados estão inteligência artificial, computação quântica, fusão nuclear e interfaces cérebro-computador. O anúncio impulsionou principalmente as empresas listadas nos mercados voltados à inovação tecnológica.

O índice STAR 50, referência para empresas de tecnologia na China, avançou quase 4%, alcançando novo recorde de fechamento. O movimento reforça o interesse do governo chinês em acelerar investimentos em tecnologias de próxima geração.

Petróleo recua e pressiona ações ligadas a commodities

Outro fator relevante para os mercados foi a queda dos preços internacionais do petróleo após avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã. A redução das tensões geopolíticas diminuiu o prêmio de risco incorporado à commodity.

No Brasil, o movimento tende a pressionar ações do setor petrolífero, como Petrobras e Prio. Já o minério de ferro apresentou viés de baixa nos mercados asiáticos, o que pode limitar o desempenho de empresas exportadoras ligadas ao setor mineral.

Leia Também:  Brasil conquista novo mercado na União Econômica Euroasiática para exportação de fármacos de origem animal

Para o agronegócio, a trajetória das commodities energéticas segue sendo um dos principais fatores de influência sobre custos de produção, logística, fertilizantes e margens de exportação.

Mercado corporativo movimenta a Bolsa brasileira

Entre os destaques corporativos do dia estão:

  • Aprovação de dividendos e juros sobre capital próprio por grandes companhias brasileiras;
  • Novo programa de recompra de ações da Ultrapar;
  • Aprovação, pelo Cade, da aquisição do controle da Brava Energia pela Ecopetrol;
  • Expectativas sobre os próximos balanços corporativos e seus impactos sobre o desempenho do Ibovespa.
Perspectivas para o agronegócio

O cenário atual combina fatores positivos e desafios para o setor agropecuário. A redução da Selic tende a favorecer o crédito e os investimentos produtivos, enquanto a valorização do dólar continua beneficiando exportadores brasileiros.

Por outro lado, as oscilações nas commodities globais, a política monetária norte-americana e o comportamento da economia chinesa permanecem no radar dos produtores, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio.

Nos próximos dias, investidores acompanharão atentamente os desdobramentos da política monetária global, a evolução dos preços de petróleo e minério de ferro e os indicadores econômicos da China e dos Estados Unidos, que continuam sendo determinantes para os mercados e para o desempenho das commodities agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA