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Granulometria do fertilizante é fator decisivo para a eficiência da adubação

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A granulometria dos fertilizantes, ou seja, o tamanho e a uniformidade dos grânulos, é um aspecto técnico fundamental para garantir a eficiência da adubação. Apesar disso, o tema ainda costuma ser negligenciado no campo, segundo alerta Renato Ress, Líder Agrícola na São Luiz Bioenergia. A importância dessa característica também é destacada no Manual de Adubação e Calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (10ª ed., Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2016), que aponta como a granulometria influencia diretamente a distribuição do fertilizante no solo, a solubilidade e a absorção dos nutrientes pelas plantas.

De acordo com Ress, quando a granulometria é desuniforme, a aplicação se torna irregular, provocando áreas com excesso ou deficiência de nutrientes. Essa falha compromete o desenvolvimento da lavoura, resulta em desperdício de insumos e eleva os custos operacionais. “Se os nutrientes não forem distribuídos de forma homogênea, o potencial produtivo da lavoura pode ser severamente reduzido”, adverte o especialista.

A escolha adequada da granulometria deve levar em conta o tipo de cultura, o método de aplicação e as características do solo. Fertilizantes com grânulos finos (menores que 2 mm) são mais indicados para aplicações localizadas ou de liberação lenta, especialmente em culturas perenes. Já os grânulos médios (entre 2 e 4 mm) são os mais utilizados, pois oferecem boa solubilidade e excelente distribuição em lavouras como milho, soja e trigo. Por sua vez, fertilizantes com grãos mais grossos (acima de 4 mm) são recomendados para plantios profundos e solos mais exigentes, desde que o maquinário esteja devidamente ajustado.

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Para Ress, a atenção à granulometria representa uma estratégia simples, porém eficaz, para elevar a produtividade e a rentabilidade da atividade agrícola. “É um ajuste técnico que começa na escolha do insumo e se reflete em toda a safra”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul

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O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.

Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.

Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.

“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.

Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade

Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.

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De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.

Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.

“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.

Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.

Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras

Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.

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Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.

Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.

Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.

“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.

“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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