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Governo pretende fazer novo leilão de arroz, mas vai mudar regras

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Após o anúncio do cancelamento do leilão de arroz divulgada nesta quarta-feira (11.06) pelo Pensar Agro, o governo federal anunciou que pretende realizar um novo leilão de arroz – ainda sem data marcada -, mas com mudanças para garantir a idoneidade do processo.

Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mencionou a possibilidade de explorar diferentes modelos de leilão para evitar os problemas enfrentados anteriormente. “Pretendemos fazer novo leilão de arroz, quem sabe em outros modelos, para se ter garantias de que contrataremos empresas com capacidade técnica e financeira”, afirmou Pretto.

Um dos principais focos será a criação de mecanismos para a avaliação prévia das empresas que desejarem participar do leilão. O ministro Carlos Fávaro destacou a necessidade de garantir que apenas empresas financeiramente sólidas e tecnicamente competentes sejam habilitadas. Este passo é crucial para evitar novos cancelamentos e assegurar que o leilão cumpra seus objetivos de estabilização do mercado e controle da inflação.

Diante das suspeitas de conflitos de interesse e fragilidade financeira das empresas participantes do leilão cancelado, os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário estão trabalhando em conjunto para evitar que a situação se transforme em um escândalo. A inclusão da CGU e AGU no processo é uma medida para aumentar a transparência e restaurar a confiança pública.

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DEMISSÃO – Com a saída de Neri Geller, o governo está buscando um novo titular para a Secretaria de Política Agrícola. Wilson Vaz de Araújo, um servidor de carreira com experiência no setor, é um dos principais cotados para assumir o cargo.

A nomeação de um novo secretário é crucial, especialmente com o lançamento iminente do Plano Safra 2024/25, que é essencial para o planejamento e financiamento da próxima safra agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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