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Governo Federal Regula Autocontrole na Defesa Agropecuária

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Em evento realizado em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá (MT), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinaram na quarta-feira (31) o Decreto n° 12.126. O novo regulamento estabelece diretrizes para os programas de autocontrole dos agentes privados regulados pela defesa agropecuária, abrangendo também o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária. Este decreto é direcionado a setores de produtos de origem animal, tanto comestíveis quanto não comestíveis, além de produtos destinados à alimentação animal.

O decreto, que será publicado em edição extra do Diário Oficial da União, redefine os procedimentos de inspeção e fiscalização da defesa agropecuária, baseando-os em uma análise de risco. Com essa mudança, o estado poderá concentrar recursos em situações que representem maior risco à coletividade, evitando desperdícios em casos de risco baixo ou desprezível.

Modernização e Transparência

O ministro Carlos Fávaro destacou a importância da nova regulamentação: “Esta regulamentação reflete a preocupação do Governo em preservar os objetivos da defesa agropecuária e de respeito à autonomia da iniciativa privada, marcando uma mudança de abordagem no modelo regulatório da defesa agropecuária, permitindo a aplicação pioneira de um ‘modelo regulatório responsivo’”. Ele enfatizou que o diálogo entre reguladores e regulados aumentará a transparência nos processos.

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A nova abordagem permitirá uma modernização, retirando o intervencionismo do poder público e estabelecendo o princípio do autocontrole. Isso garantirá que os procedimentos de inspeção e fiscalização agropecuária adotem um perfil mais “inteligente”.

Responsabilidade Privada

O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, explicou: “O Decreto do Autocontrole oportuniza ao Estado direcionar seus recursos para situações de maior risco à coletividade, e, simultaneamente, confere mais responsabilidade ao agente privado, sem prejuízo das ações de regulação e fiscalização, competências indelegáveis do Estado”.

No modelo de autocontrole, os agentes privados devem implantar, executar, monitorar, verificar e corrigir procedimentos e processos de produção e distribuição de insumos agropecuários, alimentos e produtos de origem animal ou vegetal, garantindo sua inocuidade, identidade, qualidade e segurança.

Programas de Autocontrole

Os programas de autocontrole foram criados para assegurar a inocuidade, identidade, qualidade e segurança dos produtos agropecuários. Esses programas serão implantados, monitorados, verificados e mantidos pelos agentes privados regulados. A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será responsável por estabelecer normas complementares, requisitos específicos para cada setor produtivo, e a periodicidade para a verificação oficial, sempre considerando as avaliações de risco.

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Incentivo à Conformidade

Instituído em 2020, o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária tem como objetivo estimular o aperfeiçoamento de sistemas robustos e auditáveis de garantia da qualidade, consolidando um ambiente de confiança recíproca entre o Poder Executivo e os agentes regulados. Este programa exige que os estabelecimentos regulados compartilhem dados operacionais e de qualidade em tempo real com a fiscalização agropecuária. Em contrapartida, os participantes recebem benefícios e incentivos conforme regulamentado.

A adesão ao programa é voluntária e pode ser solicitada por sistema eletrônico por estabelecimentos de produtos de origem animal, comestíveis e não comestíveis, e de produtos destinados à alimentação animal, desde que registrados no Mapa.

Com esta nova regulamentação, o governo federal busca fortalecer a defesa agropecuária, promovendo maior eficiência e segurança, alinhando-se às melhores práticas internacionais e garantindo um futuro mais sustentável para a agropecuária brasileira.

Decreto n° 12.126/24

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do frango vivo avança no Brasil com oferta ajustada e exportações em forte alta

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O mercado brasileiro do frango vivo encerrou mais uma semana em recuperação, sustentado pelo melhor equilíbrio entre oferta e demanda, pela competitividade frente às proteínas concorrentes e pelo forte desempenho das exportações. O cenário mais ajustado no abastecimento interno abriu espaço para novas altas nas cotações em importantes praças produtoras do país.

De acordo com análise da Safras Consultoria, o ambiente de mercado se mostra mais favorável para o setor avícola, principalmente diante do ritmo acelerado dos embarques internacionais, que contribuem para reduzir a disponibilidade de produto no mercado doméstico.

Além disso, a carne de frango segue competitiva em relação à bovina e à suína, fator que reforça o consumo interno e favorece a sustentação dos preços.

Preços do frango vivo sobem em importantes estados produtores

O levantamento semanal da Safras & Mercado apontou estabilidade em parte das regiões integradas do Sul do Brasil, mas também registrou elevação nas cotações em estados do Centro-Oeste e Sudeste.

Em São Paulo, o quilo do frango vivo permaneceu em R$ 5,20. Já no sistema de integração:

  • Rio Grande do Sul: R$ 4,75
  • Santa Catarina: R$ 4,75
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60
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Nas demais regiões, o mercado apresentou recuperação:

  • Mato Grosso do Sul: alta de R$ 5,10 para R$ 5,20
  • Goiás: avanço de R$ 5,20 para R$ 5,30
  • Minas Gerais: elevação de R$ 5,20 para R$ 5,30
  • Distrito Federal: aumento de R$ 5,10 para R$ 5,20

Enquanto isso, os preços seguiram estáveis em outras praças relevantes:

  • Ceará: R$ 6,20
  • Pernambuco: R$ 5,50
  • Pará: R$ 6,40
Atacado mantém estabilidade nos cortes congelados e resfriados

Apesar da recuperação no mercado do frango vivo, os preços dos cortes no atacado paulista permaneceram estáveis ao longo da semana, refletindo um mercado ainda cauteloso no consumo final.

Nos cortes congelados comercializados no atacado de São Paulo:

  • Peito: R$ 8,50/kg
  • Coxa: R$ 6,80/kg
  • Asa: R$ 11,00/kg

Na distribuição:

  • Peito: R$ 8,70/kg
  • Coxa: R$ 7,00/kg
  • Asa: R$ 11,30/kg

Já nos cortes resfriados:

  • Atacado
    • Peito: R$ 8,60/kg
    • Coxa: R$ 6,90/kg
    • Asa: R$ 11,10/kg
  • Distribuição
    • Peito: R$ 8,80/kg
    • Coxa: R$ 7,10/kg
    • Asa: R$ 11,40/kg
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Exportações brasileiras de carne de frango disparam em maio

As exportações brasileiras de carne de aves seguem como um dos principais motores de sustentação do mercado interno. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram forte crescimento dos embarques nos primeiros 10 dias úteis de maio.

O Brasil exportou 238,372 mil toneladas de carne de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas no período, com média diária de 23,837 mil toneladas.

A receita acumulada chegou a US$ 450,495 milhões, com média diária de US$ 45,049 milhões. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.889,90.

Na comparação com maio de 2025, os números mostram forte avanço:

  • Alta de 45,7% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 38,7% no volume médio diário embarcado
  • Valorização de 5% no preço médio da tonelada

O desempenho reforça a força da avicultura brasileira no mercado internacional e amplia as perspectivas positivas para o setor ao longo do segundo trimestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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